O atropelamento do ator Kayky Brito reacendeu uma discussão que a maioria dos motoristas odeia: a redução da velocidade em avenidas e corredores das grandes cidades brasileiras. Depois do acidente, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, declarou a sua intenção de baixar o limite nas avenidas da cidade: a do local do acidente, hoje, é 70 km/h.
Anos atrás, o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, reduziu a velocidade máxima nas marginais da capital paulista. Resultado: redução no número de acidentes entre carros e motos e atropelamentos. Mas isso não sensibilizou os paulistanos e a discussão que deveria ser técnica virou mote de campanha para João Dória que, poucos dias após assumir como alcaíde, elevou o limite de velocidade nas vias. E o que aconteceu é óbvio: aumento no registro de ocorrências de trânsito.
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Outras metrópoles mundiais já trabalham para reduzir a velocidade em suas ruas e avenidas, todas com resultados positivos quando o objetivo é redução de acidentes. Londres, no Reino Unido, por exemplo, comemorou os resultados desse tipo de medida. Segundo apuração da BBC, a cidade viu uma redução de 25% em colisões que resultaram em morte ou ferimentos graves depois que os limites de velocidade foram reduzidos para cerca de 30 km/h nas principais ruas da cidade, em março de 2020.
E ao contrário do que o senso comum leva a crer, não houve aumento nos engarrafamentos ou no tempo de deslocamento por Londres.
Zonas de velocidade controlada em Londres (Foto: Shutterstock)
Aliás, a velocidade máxima de 30 km/h é uma recomendação da própria Onu. Ainda de acordo com levantamento da BBC, segundo o órgão de transporte da prefeitura de Londres, pessoas atropeladas por um veículo a 32 km/h têm cerca de cinco vezes menos probabilidade de morrer do que a 48 km/h.
Limites reduzidos de velocidade já foram implementados em cidades da Espanha, em Paris e outras grandes cidades – todas com sucesso no que se propuseram.
Infelizmente no Brasil os debates que envolvem questões de trânsito, que deveriam ser meramente técnicos, são contaminados pelo Fla-Flu que se tornou a política. A experiência em São Paulo foi um exemplo disso. E antes que venham aqui me acusar de A ou B, eu estou defendendo aqui medidas para reduzir a carnificina que é o trânsito brasileiro – são quase 35 mil mortos anualmente, segundo informações do DataSUS.
O motorista brasileiro tem complexo de piloto e se acha acima das regras – basta ver a constante reclamação sobre a “indústria da multa”. Mas não é difícil ver nas redes sociais condutores fazendo verdadeira loucuras nas vias sem qualquer respeito com as vidas que estão à volta.
Claro que, além de implementar a redução de velocidade, é necessário fiscalização rigorosa. Medida impopular, vista apenas como uma forma de as autoridades engordarem seus caixas. Será mesmo? Ou você que não quer admitir que é um irresponsável?
O post Reduzir a velocidade nas ruas do Brasil é uma medida necessária apareceu primeiro em AutoPapo.
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Anos atrás, o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, reduziu a velocidade máxima nas marginais da capital paulista. Resultado: redução no número de acidentes entre carros e motos e atropelamentos. Mas isso não sensibilizou os paulistanos e a discussão que deveria ser técnica virou mote de campanha para João Dória que, poucos dias após assumir como alcaíde, elevou o limite de velocidade nas vias. E o que aconteceu é óbvio: aumento no registro de ocorrências de trânsito.
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Outras metrópoles mundiais já trabalham para reduzir a velocidade em suas ruas e avenidas, todas com resultados positivos quando o objetivo é redução de acidentes. Londres, no Reino Unido, por exemplo, comemorou os resultados desse tipo de medida. Segundo apuração da BBC, a cidade viu uma redução de 25% em colisões que resultaram em morte ou ferimentos graves depois que os limites de velocidade foram reduzidos para cerca de 30 km/h nas principais ruas da cidade, em março de 2020.
E ao contrário do que o senso comum leva a crer, não houve aumento nos engarrafamentos ou no tempo de deslocamento por Londres.
Zonas de velocidade controlada em Londres (Foto: Shutterstock)
Aliás, a velocidade máxima de 30 km/h é uma recomendação da própria Onu. Ainda de acordo com levantamento da BBC, segundo o órgão de transporte da prefeitura de Londres, pessoas atropeladas por um veículo a 32 km/h têm cerca de cinco vezes menos probabilidade de morrer do que a 48 km/h.
Limites reduzidos de velocidade já foram implementados em cidades da Espanha, em Paris e outras grandes cidades – todas com sucesso no que se propuseram.
Infelizmente no Brasil os debates que envolvem questões de trânsito, que deveriam ser meramente técnicos, são contaminados pelo Fla-Flu que se tornou a política. A experiência em São Paulo foi um exemplo disso. E antes que venham aqui me acusar de A ou B, eu estou defendendo aqui medidas para reduzir a carnificina que é o trânsito brasileiro – são quase 35 mil mortos anualmente, segundo informações do DataSUS.
Brasileiro é inconsequente
O motorista brasileiro tem complexo de piloto e se acha acima das regras – basta ver a constante reclamação sobre a “indústria da multa”. Mas não é difícil ver nas redes sociais condutores fazendo verdadeira loucuras nas vias sem qualquer respeito com as vidas que estão à volta.
Claro que, além de implementar a redução de velocidade, é necessário fiscalização rigorosa. Medida impopular, vista apenas como uma forma de as autoridades engordarem seus caixas. Será mesmo? Ou você que não quer admitir que é um irresponsável?
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