Na hora de procurar por um carro novo ou usado, é comum ver algum importado de luxo com alguns anos nas costas pelo preço do nacional sensato que você está olhando. Entretanto, na hora de comprar esses “restos de ricos” é preciso ter muita atenção, pois o valor da manutenção não cai acompanhando o valor de mercado do modelo.
Mas convenhamos que aquela pulga fica atrás da orelha, após ver que é possível levar um Mercedes-Benz pelo valor de um Onix. Se você enfiou na cabeça que seu próximo carro tem que ser premium, separamos aqui cinco restos de ricos que são mais tranquilos de manter.
VEJA TAMBÉM:
A versão 2.0 é a mais tranquila de manter por usar o mesmo motor dos Ford Focus e EcoSport (Foto: Volvo | Divulgação)
Padrão de acabamento e de segurança são da Volvo (Foto: Volvo | Divulgação)
A Volvo é uma marca de luxo que consegue boas vendas graças a uma politica de preços agressiva, porém a depreciação de seus carros é alta. O SUV XC60 é uma armadilha para consumidores incautos, pois é possível encontrar um topo de linha usado por menos de R$ 60 mil. Só que existe a manutenção…
Para quem quer um carro da Volvo existe uma opção bem mais simples de manter: o C30. Esse modelo é um hatchback de duas portas com estilo esportivo, derivado da plataforma do Ford Focus de segunda geração.
O modelo que recomendamos é o 2.0, que usa o mesmo motor Duratec do Focus e do EcoSport. O câmbio pode ser manual ou automático. No interior e na segurança ele traz o padrão de qualidade da Volvo, escondendo bem o parentesco com o Focus. O preço desse resto de rico fica na faixa de R$ 35 mil a 45 mil.
Poucos lembram, mas o Brasil recebeu o A3 de segunda geração com o mesmo motor 1.6 EA111 do Volkswagen Gol (Foto: Audi | Divulgação)
As semelhanças com os VW nacionais ficam apenas sob o capô (Foto: Audi | Divulgação)
O Audi A3 sempre marcou por suas versões esportivas: primeiro com o 1.8 turbo nacional, depois com 2.0 TFSI importado e para quem tem mais cacife existem os S3 e RS3. Uma variação pouco lembrada do A3 que veio para o Basil foi a 1.6 aspirada da segunda geração — que usa o mesmo motor EA111 do Volkswagen Gol e outros modelos da marca alemã.
Isso mesmo, você pode andar de Audi e ter a mesma facilidade de encontrar peças que um dono de Fox tem. O motor 1.6 não é flex e produz 102 cv. O preço parte de R$ 39 mil, mas o pacote de equipamentos é bem recheado. Essa motorização foi oferecida apenas entre 2007 e 2010.
O CT200h é um Prius com aparência mais convencional (Foto: Lexus | Divulgação)
O interior não é tão espaçoso quanto o do irmão mais barato, mas compensa no luxo (Foto: Lexus | Divulgação)
Agora vamos para um resto de rico mais novo. O Lexus CT200h foi um dos carros que a divisão de luxo da Toyota trouxe quando retornou ao Brasil e servia como modelo de entrada. Esse hatch é derivado do Prius, trazendo o powertrain híbrido de 136 cv.
Como a Toyota ainda usa as duráveis baterias de níquel-metal hidreto, não existe a preocupação em ter que trocá-las como ocorre com as de íons de lítio do Ford Fusion Hybrid. Sem contar que o motor 1.8 a combustão é o mesmo usado pelo Corolla híbrido nacional.
O Lexus CT200h não tem o desenho altamente eficiente do Prius, isso faz dele mais agradável aos olhos. O consumo de combustível é um pouco maior que o do irmão feito pela Toyota, por causa dos pneus maiores e da aerodinâmica. O nível de acabamento dos carros da Lexus é sempre impecável, trazendo materiais de qualidade e sistema de som premium.
O valor desse resto de rico econômico parte de R$ 70 mil nas unidades 2013 e pode passar de R$ 100 nos modelos mais novos. Uma vantagem do Lexus CT200h sobre o Prius é poder encontrar unidades menos rodadas, já que o híbrido da Toyota foi muito usado como táxi e carro de aplicativo.
O 508 foi um sedã executivo que não fez sucesso, mas sua mecânica compartilhada com modelos nacionais ajuda (Foto: Peugeot | Divulgação)
Lista de equipamentos é grande e inclui até ar-condicionado de quatro zonas (Foto: Peugeot | Divulgação)
A Peugeot fabricou na Argentina o sedã médio 408 e acima dele existia o médio-grande 508, importado da França. Ele chegou com ambição de competir com Ford Fusion e Volkswagen Passat, mas sem êxito. Mesmo tendo vendido pouco, ele continua sendo uma boa opção de usado para quem procura um carro bem equipado. Sob o seu capô está o motor 1.6 THP, o mesmo que é usado até hoje no Peugeot 2008.
Um fato curioso sobre o 508 é ele ser mais rápido que o 408 THP, por causa do peso menor. O sedã executivo pode ser encontrado a partir de R$ 49 mil e traz luxos como farol alto automático, heads-up display, ar-condicionado de 4 zonas, faróis direcionais e chave presencial.
O Grand Cherokee de entrada traz motor robusto e sistema de tração mais simples (Foto: Jeep | Divulgação)
Ele vem menos equipado que as versões V8, mas ainda é luxuoso (Foto: Jeep | Divulgação)
Esse é um resto de rico para quem curte aventuras. O Jeep Grand Cherokee de primeira e segunda geração já estão na parte mais baixa da curva de depreciação. Muitos ficam interessados pelas versões V8, mas a motorização mais amiga do seu bolso é a de entrada: o seis em linha 4.0.
Esse motor é aclamado pelos fãs de Jeep por sua durabilidade. Além disso, os Grand Cherokee 4.0 não usam a tração integral permanente com controle eletrônico e sim uma 4×4 temporária tradicional. A oferta de peças desse motor é farta nos EUA, com muitas lojas tendo já os canais para fazer a importação.
Como existe toda uma mística ao redor dos motores V8, o Grand Cherokee Laredo 4.0 costuma ser menos valorizado que seus irmãos de oito cilindros. Com até R$ 35 mil existem muitas opções no mercado de usados.
Um importado usado ainda pode esconder surpresas (Foto: Shutterstock)
Apresentamos na lista os argumentos que fazem desses carros uma compra menos arriscadas que outros importados. Mas é importante lembrar que todos eles ainda podem trazer riscos.
O principal pode ser achar peças de acabamento ou de carroceria. Uma batida leve de trânsito com farol trincado e para-choque quebrado pode render um garimpo de peças e custos bem mais altos do que o de um carro médio nacional.
Peças de suspensão também podem ser mais difíceis de achar ou até mesmo menos dimensionadas para aguentar a realidade brasileira. Por fim existem os custos com seguro, que é mais caro para um resto de rico. Estude bem antes de se aventurar num importado usado.
O post Restos de ricos: esses 5 carros usados não são tão arriscados de comprar apareceu primeiro em AutoPapo.
Continue lendo...
Mas convenhamos que aquela pulga fica atrás da orelha, após ver que é possível levar um Mercedes-Benz pelo valor de um Onix. Se você enfiou na cabeça que seu próximo carro tem que ser premium, separamos aqui cinco restos de ricos que são mais tranquilos de manter.
VEJA TAMBÉM:
- Resto de rico: cuidados ao comprar um carro importado usado
- Carros importados usados podem ser um bom negócio?
- 5 restos de rico que custam o mesmo que um Kwid Zen
1. Volvo C30 2.0
A versão 2.0 é a mais tranquila de manter por usar o mesmo motor dos Ford Focus e EcoSport (Foto: Volvo | Divulgação)
Padrão de acabamento e de segurança são da Volvo (Foto: Volvo | Divulgação)
A Volvo é uma marca de luxo que consegue boas vendas graças a uma politica de preços agressiva, porém a depreciação de seus carros é alta. O SUV XC60 é uma armadilha para consumidores incautos, pois é possível encontrar um topo de linha usado por menos de R$ 60 mil. Só que existe a manutenção…
Para quem quer um carro da Volvo existe uma opção bem mais simples de manter: o C30. Esse modelo é um hatchback de duas portas com estilo esportivo, derivado da plataforma do Ford Focus de segunda geração.
O modelo que recomendamos é o 2.0, que usa o mesmo motor Duratec do Focus e do EcoSport. O câmbio pode ser manual ou automático. No interior e na segurança ele traz o padrão de qualidade da Volvo, escondendo bem o parentesco com o Focus. O preço desse resto de rico fica na faixa de R$ 35 mil a 45 mil.
2. Audi A3 Sportback 1.6
Poucos lembram, mas o Brasil recebeu o A3 de segunda geração com o mesmo motor 1.6 EA111 do Volkswagen Gol (Foto: Audi | Divulgação)
As semelhanças com os VW nacionais ficam apenas sob o capô (Foto: Audi | Divulgação)
O Audi A3 sempre marcou por suas versões esportivas: primeiro com o 1.8 turbo nacional, depois com 2.0 TFSI importado e para quem tem mais cacife existem os S3 e RS3. Uma variação pouco lembrada do A3 que veio para o Basil foi a 1.6 aspirada da segunda geração — que usa o mesmo motor EA111 do Volkswagen Gol e outros modelos da marca alemã.
Isso mesmo, você pode andar de Audi e ter a mesma facilidade de encontrar peças que um dono de Fox tem. O motor 1.6 não é flex e produz 102 cv. O preço parte de R$ 39 mil, mas o pacote de equipamentos é bem recheado. Essa motorização foi oferecida apenas entre 2007 e 2010.
3. Lexus CT200h
O CT200h é um Prius com aparência mais convencional (Foto: Lexus | Divulgação)
O interior não é tão espaçoso quanto o do irmão mais barato, mas compensa no luxo (Foto: Lexus | Divulgação)
Agora vamos para um resto de rico mais novo. O Lexus CT200h foi um dos carros que a divisão de luxo da Toyota trouxe quando retornou ao Brasil e servia como modelo de entrada. Esse hatch é derivado do Prius, trazendo o powertrain híbrido de 136 cv.
Como a Toyota ainda usa as duráveis baterias de níquel-metal hidreto, não existe a preocupação em ter que trocá-las como ocorre com as de íons de lítio do Ford Fusion Hybrid. Sem contar que o motor 1.8 a combustão é o mesmo usado pelo Corolla híbrido nacional.
O Lexus CT200h não tem o desenho altamente eficiente do Prius, isso faz dele mais agradável aos olhos. O consumo de combustível é um pouco maior que o do irmão feito pela Toyota, por causa dos pneus maiores e da aerodinâmica. O nível de acabamento dos carros da Lexus é sempre impecável, trazendo materiais de qualidade e sistema de som premium.
O valor desse resto de rico econômico parte de R$ 70 mil nas unidades 2013 e pode passar de R$ 100 nos modelos mais novos. Uma vantagem do Lexus CT200h sobre o Prius é poder encontrar unidades menos rodadas, já que o híbrido da Toyota foi muito usado como táxi e carro de aplicativo.
4. Peugeot 508
O 508 foi um sedã executivo que não fez sucesso, mas sua mecânica compartilhada com modelos nacionais ajuda (Foto: Peugeot | Divulgação)
Lista de equipamentos é grande e inclui até ar-condicionado de quatro zonas (Foto: Peugeot | Divulgação)
A Peugeot fabricou na Argentina o sedã médio 408 e acima dele existia o médio-grande 508, importado da França. Ele chegou com ambição de competir com Ford Fusion e Volkswagen Passat, mas sem êxito. Mesmo tendo vendido pouco, ele continua sendo uma boa opção de usado para quem procura um carro bem equipado. Sob o seu capô está o motor 1.6 THP, o mesmo que é usado até hoje no Peugeot 2008.
Um fato curioso sobre o 508 é ele ser mais rápido que o 408 THP, por causa do peso menor. O sedã executivo pode ser encontrado a partir de R$ 49 mil e traz luxos como farol alto automático, heads-up display, ar-condicionado de 4 zonas, faróis direcionais e chave presencial.
5. Jeep Grand Cherokee Laredo 4.0
O Grand Cherokee de entrada traz motor robusto e sistema de tração mais simples (Foto: Jeep | Divulgação)
Ele vem menos equipado que as versões V8, mas ainda é luxuoso (Foto: Jeep | Divulgação)
Esse é um resto de rico para quem curte aventuras. O Jeep Grand Cherokee de primeira e segunda geração já estão na parte mais baixa da curva de depreciação. Muitos ficam interessados pelas versões V8, mas a motorização mais amiga do seu bolso é a de entrada: o seis em linha 4.0.
Esse motor é aclamado pelos fãs de Jeep por sua durabilidade. Além disso, os Grand Cherokee 4.0 não usam a tração integral permanente com controle eletrônico e sim uma 4×4 temporária tradicional. A oferta de peças desse motor é farta nos EUA, com muitas lojas tendo já os canais para fazer a importação.
Como existe toda uma mística ao redor dos motores V8, o Grand Cherokee Laredo 4.0 costuma ser menos valorizado que seus irmãos de oito cilindros. Com até R$ 35 mil existem muitas opções no mercado de usados.
Atenção na hora de comprar um desses restos de ricos!
Um importado usado ainda pode esconder surpresas (Foto: Shutterstock)
Apresentamos na lista os argumentos que fazem desses carros uma compra menos arriscadas que outros importados. Mas é importante lembrar que todos eles ainda podem trazer riscos.
O principal pode ser achar peças de acabamento ou de carroceria. Uma batida leve de trânsito com farol trincado e para-choque quebrado pode render um garimpo de peças e custos bem mais altos do que o de um carro médio nacional.
Peças de suspensão também podem ser mais difíceis de achar ou até mesmo menos dimensionadas para aguentar a realidade brasileira. Por fim existem os custos com seguro, que é mais caro para um resto de rico. Estude bem antes de se aventurar num importado usado.
O post Restos de ricos: esses 5 carros usados não são tão arriscados de comprar apareceu primeiro em AutoPapo.
Continue lendo...