Notícia Stellantis quer tecnologia chinesa da Leapmotor em carros da Fiat, Peugeot e mais

A Stellantis negocia a ampliação de sua parceria com a chinesa Leapmotor para integrar tecnologias de veículos elétricos da fabricante asiática em modelos de marcas de volume na Europa, como Fiat, Opel e Peugeot. A iniciativa, revelada por fontes da Bloomberg próximas às tratativas, visa reduzir custos de produção e acelerar a resposta do conglomerado automotivo à ofensiva de rivais chinesas como BYD e MG Motor.

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O foco das discussões é o acesso a sistemas avançados de baterias e de propulsão elétrica (powertrain). Caso o acordo avance até o fim deste ano, a Stellantis se tornará a primeira grande montadora ocidental a adotar a arquitetura estrutural e o software de uma fabricante chinesa para sustentar seu portfólio no continente europeu.

Leapmotor C10 Ultra Híbrido REEV 2026 branco alvorada traseira em movimento (2)
No Brasil, Leapmotor se destaca pela tecnologia do extensor de alcance

A movimentação ocorre em um cenário de forte pressão financeira: no início deste mês, a montadora anunciou baixas contábeis de 22,2 bilhões de euros (cerca de US$ 26,1 bilhões), reflexo da perda de participação de mercado e da queda nos lucros. A nova estratégia, sob a liderança do CEO Antonio Filosa, tenta conter o excesso de capacidade industrial e a desaceleração global na demanda por carros elétricos.

Há, contudo, entraves regulatórios significativos. As empresas avaliam como contornar preocupações sobre segurança de dados e as novas regras dos Estados Unidos que, a partir de 2027, proíbem a venda de veículos conectados com tecnologia da China ou da Rússia. O cumprimento dessas normas é vital para a operação global das marcas envolvidas.

A Stellantis afirmou que mantém discussões regulares para expandir a cooperação com a Leapmotor, joint venture criada em 2023 após um investimento inicial de US$ 1,1 bilhão. Atualmente, o grupo detém 15% da fabricante chinesa. Embora as ações tenham subido 0,6% em Milão após a notícia, os papéis acumulam uma desvalorização de 31% no ano.

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