SUV com tração integral, 184cv e proposta off-road chega com 293 km de autonomia e pacote ADAS de série
A Suzuki inicia sua ofensiva no segmento de SUVs elétricos no Brasil com o eVitara, tabelado em R$ 269.990, embora seja uma investida tímida, já que a própria marca avalia o veículo como um modelo de nicho. O utilitário combina dois motores elétricos, que totalizam 184 cv, tração integral ALLGRIP-e, que permite usar de maneira severa, e bateria de 61 kWh, mirando consumidores que buscam um utilitário com proposta além do uso urbano, que é o caso dos chineses BYD Yuan Plus, Geely EX5, GAC Aion V e Omoda E5. Veja avaliação da Revista Carro.
Resumo da motorização e autonomia
Com 184 cv de potência combinada e 31,2 kgf.m de torque, o eVitara acelera de 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. A autonomia declarada é de 293 km pelo Inmetro. Em carregadores DC de até 150 kW, a recarga de 10% a 80% pode ser feita em cerca de 45 minutos.
Visual
Em relação ao visual, o Suzuki eVitara tem um desenho moderno com faróis amplos na dianteira e lanternas que tomam toda a traseira. As rodas têm um desenho esportivo e são de 18 polegadas calçadas com pneus 225/55.
Por dentro, há uma acabamento em tons escurecidos como o preto e marrom, além de amplas telas, sendo o painel de instrumentos com 10,25 polegadas e central multimídia de 10,1 polegadas, com conexão com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. Também há carregador de smartphone por indução e saídas USB comum e USB-C na dianteira e para quem vai sentado no banco traseiro há duas do tipo C. O utilitário japonês ainda conta com sistema de áudio premium Infinity by Harman.
Estrutura, tração e foco fora do asfalto
Construído sobre a plataforma HEARTECRe, com 50% de aço estrutural de alta resistência, o SUV tem 2,70 metros de entre-eixos e 5,2 metros de raio de giro. A tração ALLGRIP-e conta com função Trail Mode e atua em conjunto com controles de descida e estabilidade. O Suzuki eVitara ainda mede 1,80 metro de largura, 1,63 metro de altura, 4,27 metros de comprimento e tem um porta-malas de 310 litros.
A bateria, fornecida pela BYD, é posicionada no assoalho e protegida por estrutura reforçada. A proposta da marca é manter a tradição da linha Vitara no fora de estrada, agora com propulsão elétrica. Inclusive, esse modelo é produzido na Índia, levado para o Japão, Europa e agora para o Brasil.
O modelo também traz pacote ADAS nível com frenagem autônoma de emergência, piloto automático adaptativo, assistente de permanência em faixa, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro. Ainda há ar-condicionado digital, Auto Hold e sete airbags.
Impressões ao dirigir
Ao volante, o eVitara mantém o comportamento esperado de um SUV 4×4, mesmo sendo 100% elétrico. Em trechos de terra e pisos irregulares, o sistema Trail Mode e os controles eletrônicos de descida atuam de forma eficiente, distribuindo torque entre os eixos e garantindo tração.
No uso urbano, o silêncio a bordo é um dos destaques. O isolamento acústico reduz significativamente os ruídos externos, reforçando a proposta de conforto. A suspensão independente nas quatro rodas tem calibração voltada ao asfalto, com bom controle de carroceria e curso adequado para absorver irregularidades.
A entrega de potência é linear, sem trancos. O pedal do acelerador tem resposta progressiva e o freio apresenta atuação firme e previsível. O sistema de condução com um pedal (Regen Boost) permite maior regeneração de energia nas desacelerações.
Já sobre o conforto, o modelo oferece bancos com ajustes elétricos e aquecimento, painel digital integrado e central multimídia com conexão sem fio para smartphones. O espaço traseiro permite ajuste longitudinal dos bancos e reclinação do encosto, o que ajuda a compensar o porta-malas. A ausência de saída de ar-condicionado para os ocupantes traseiros é um ponto a considerar. O teto solar é fixo.
Vale a pena?
Vale a pena pagar R$ 270 mil no primeiro SUV 4×4 100% elétrico da marca? Para quem busca tração integral, acerto de suspensão adequado ao piso brasileiro e desempenho equilibrado, a resposta tende a ser positiva. A autonomia oficial é de 293 km pelo Inmetro, mas, em uso controlado, é possível se aproximar dos 310 km com uma carga, dependendo das condições de condução.
Por sua vez, os chineses BYD Yuan Plus (R$ 235.990), Geely EX5 (R$ 205.800), GAC Aion V (R$ 219.990) e Omoda E5 (R$ 209.990) são mais baratos.
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