Notícia Tirar o carro velho da rua deveria ser política pública

Nesta recente decisão do governo para reduzir impostos dos automóveis mais baratos, houve também um privilégio a caminhões e ônibus. Aliás, bem maior: R$ 500 milhões para os automóveis, R$ 300 milhões para os ônibus, R$ 700 milhões para os caminhões. Privilegiando aqueles veículos pesados com mais de 20 anos. Você entrega por uma concessionária para ele ser sucateado e você teria condições de pagar menos por um novo.


Os caminhoneiros protestaram, disseram que o que eles iam receber para sucatear é menos do que vale o caminhão, ora bolas! Mas eu tenho uma outra observação a fazer que eu ainda não vi ninguém comentar isso aí. Sucatear caminhões?

Que bom, vai tirar das ruas caminhões que emitem muito, que estragam, que quebram. Mas e a frota de automóveis antigos? O Brasil tem uma enorme frota de automóveis com mais do que 15, 20 anos de fabricação.

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Não são poucos, são milhões. Automóvel com mais de 20 anos de fabricação não tem por onde. Seu nível de emissões é muito grande. O seu nível de quebradeira, de quebrar no meio da rua é muito grande. Eles quebram, param e aí o problema não é só do cara do dono, é do passageiro que ficou a pé e do congestionamento nas grandes cidades que ele provoca.

E, finalmente, segurança. Esses carros mal mal tem freios em ordem. Que se ele andar poluindo tá bom, vai fazer mal pro nosso pulmão. Mas se ele perde o freio, vai ameaçar a nossa vida de uma vez por todas.

Então o governo podia pensar numa fórmula para se sucatear essa frota antiga, compensando os seus proprietários para que eles sejam estimulados a pelo menos comprar, não um zero mas um seminovo melhorzinho. Não é mesmo?

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