Notícia Vai comprar um carro usado de alta quilometragem? Saiba o que conferir

Com a frota de carros no Brasil envelhecendo e os zero km se tornando cada vez mais inatingíveis pelo público geral, está difícil achar usados com baixa quilometragem e um preço que cabe no bolso. Comprar um veículo de alta quilometragem acaba sendo a alternativa, mas como saber que não vai cair em furada?

A quilometragem sozinha não diz muito sobre o carro, onde ele rodou, as manutenções feitas pelo dono anterior e outros fatores que irão indicar o desgaste. Um veículo com 160 mil km feitos em rodovia pode estar em melhor estado que um modelo idêntico que fez 60 mil km apenas no trânsito urbano, por exemplo.

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Histórico de manutenção​

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Revisões na concessionária ou em oficina renomada contam pontos a favor (Foto: Shutterstock)

Na hora de avaliar o carro, peça pelo manual do proprietário e confira se teve as manutenções feitas em concessionárias durante o período da garantia. Se o carro foi cuidado fora da rede autorizada, certifique-se se a oficina é de boa procedência.

Motoristas cuidadosos costumam guardar recibos e outros registros das manutenções. Se tiver isso é um sinal positivo. Por fim, peça um laudo cautelar para checar o passado do veículo e saber se não foi recuperado ou algo do gênero.

Cheque o plano de manutenção​

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O líquido de arrefecimento e óleo de caixa são alguns itens que precisam ser trocados com quilometragens mais altas, confira no manual do carro que está interessado

Atualmente os fabricantes precisam disponibilizar o manual do proprietário para download em seus sites. Você pode baixar o do carro que está olhando e conferir o plano de manutenção lá. Em carros muitos rodados a manutenção vai além das prosaicas trocas de óleo, filtros e correias.

Com o tempo, ou quilometragens altas, o carro pede alguns serviços como troca do líquido de arrefecimento, ajuste de folga de válvulas, troca do óleo do câmbio (quando necessário), dentre outros. Sabendo disso, confira se o dono anterior fez essas manutenções no prazo correto.

Alguns defeitos crônicos maiores podem aparecer com altas quilometragens, como ovalização de cilindro e até mesmo retífica. Para saber esse tipo de problema o ideal é procurar donos do modelo que está avaliando ou fóruns online.

Quais peças o carro está usando​

Não existe um prazo específico para trocar os amortecedores

Marca de amortecedores, pneus, pastilhas de freios e outros itens que pedem troca mostra quais foram as prioridades do dono anterior (Foto: Shutterstock)

Carro muito rodado não é sinônimo de carro mal cuidado. Um bom indicativo que o dono anterior foi cuidadoso são as marcas das peças usadas. Amortecedores, pneus, correias e pastilhas de freios dos fornecedores originais da montadora ou de marcas renomadas são bons indicativos.

Também vale a pena conferir se todos os pneus são do mesmo modelo. Ter modelos diferentes no mesmo eixo pode ser sinal de desleixo.

Inspeção visual​

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Estado de mangueiras, vedações e componentes de borracha podem dar sinal de problemas em breve (Foto: Mecum | Divulgação)

Fazer uma revisão básica, com troca de óleos e filtros antes da venda pode amortizar os efeitos da idade do carro. Mas uma inspeção em certos componentes ajudam a avaliar como ele está e se tem componentes que precisam de troca.

Por exemplo: mangueiras e componentes de borracha como as vedações de portas ressecados servem de alerta. O desgaste irregular dos pneus indicam suspensão desalinhada ou até mesmo que tem algo quebrado ou empenado lá.

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