Com a crescente falta de motoristas de caminhão que ocorre no mundo inteiro, alguns governos têm facilitado a contratação de caminhoneiros estrangeiros para poder amenizar a falta de mão de obra. Os Estados Unidos, por exemplo, têm contratado motoristas do continente africano.
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Em 2021, na Europa, estavam disponíveis 425 mil vagas para motoristas. E com isso, países europeus têm aberto processos seletivos para contratação de motoristas da Argentina, Brasil, Chile, Equador, Peru e Venezuela. Dentre elas está a espanhola Grupo De Pedro Molinero.
Já que as empresas estão buscando profissionais de fora, fica a pergunta: vale a pena? Bom, o principal aspecto que muitos inicialmente podem pensar é a questão salarial. E infelizmente, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, motoristas de caminhão têm uma faixa salarial baixa.
Dimensões dos caminhões e modelo de legislação são similares ao que conhecemos no Brasil e facilita a adaptação (Foto: Scania | Divulgação)
De acordo com o site alemão Autobahn, a média dos vencimentos de um caminhoneiro na Europa gira em torno de 3 mil euros (R$ 16.200). É claro que os valores podem variar dependendo da empresa e o tipo de transporte que a mesma realiza. Determinadas operações incluem adicionais, e claro, uma maior qualificação do motorista.
Um ponto positivo são os caminhões, já que tecnicamente são os mesmos que se tem no mercado brasileiro, excluindo as montadoras MAN e Renault Trucks, que basicamente usam mecânica Volvo. Além disso, a nossa legislação é bem “inspirada” na Europa, então dimensões e pesos são semelhantes, o que pode ser uma fácil adaptação.
Outro aspecto que se deve levar em consideração, é o investimento para uma mudança de país. Além da documentação, é importante ter um conhecimento do idioma, principalmente para os países que falam inglês. Afinal, assim como você pode não saber nada de inglês, quem mora lá, pode não saber nada de português.
Com todos esses aspectos em mente, o modo mais fácil para se tornar caminhoneiro na Europa é fazer a travessia do Atlântico selecionado para uma vaga. No Brasil algumas empresas de RH têm ofertado postos de trabalho. E muitas delas, eu divulgo no Midia Truck Brasil.
Mas no final das contas, vale a pena? Bom, isso depende de pessoa para pessoa. Alguns podem ter mais recursos para fazer tal investimento para realizar a mudança de país. Já outros, o processo pode ser mais complicado e quase impossível. Então antes da mudança, deve-se avaliar bem cada aspecto e pesar a oportunidade.
Ah, e caso tenha curiosidade sobre o tema, no site da União Europeia tem um artigo com alguns pontos sobre a profissão de motorista na Europa.
O post Vale a pena ser caminhoneiro na Europa? apareceu primeiro em AutoPapo.
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Em 2021, na Europa, estavam disponíveis 425 mil vagas para motoristas. E com isso, países europeus têm aberto processos seletivos para contratação de motoristas da Argentina, Brasil, Chile, Equador, Peru e Venezuela. Dentre elas está a espanhola Grupo De Pedro Molinero.
Já que as empresas estão buscando profissionais de fora, fica a pergunta: vale a pena? Bom, o principal aspecto que muitos inicialmente podem pensar é a questão salarial. E infelizmente, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro, motoristas de caminhão têm uma faixa salarial baixa.
Dimensões dos caminhões e modelo de legislação são similares ao que conhecemos no Brasil e facilita a adaptação (Foto: Scania | Divulgação)
De acordo com o site alemão Autobahn, a média dos vencimentos de um caminhoneiro na Europa gira em torno de 3 mil euros (R$ 16.200). É claro que os valores podem variar dependendo da empresa e o tipo de transporte que a mesma realiza. Determinadas operações incluem adicionais, e claro, uma maior qualificação do motorista.
Um ponto positivo são os caminhões, já que tecnicamente são os mesmos que se tem no mercado brasileiro, excluindo as montadoras MAN e Renault Trucks, que basicamente usam mecânica Volvo. Além disso, a nossa legislação é bem “inspirada” na Europa, então dimensões e pesos são semelhantes, o que pode ser uma fácil adaptação.
Outro aspecto que se deve levar em consideração, é o investimento para uma mudança de país. Além da documentação, é importante ter um conhecimento do idioma, principalmente para os países que falam inglês. Afinal, assim como você pode não saber nada de inglês, quem mora lá, pode não saber nada de português.
Com todos esses aspectos em mente, o modo mais fácil para se tornar caminhoneiro na Europa é fazer a travessia do Atlântico selecionado para uma vaga. No Brasil algumas empresas de RH têm ofertado postos de trabalho. E muitas delas, eu divulgo no Midia Truck Brasil.
Mas no final das contas, vale a pena? Bom, isso depende de pessoa para pessoa. Alguns podem ter mais recursos para fazer tal investimento para realizar a mudança de país. Já outros, o processo pode ser mais complicado e quase impossível. Então antes da mudança, deve-se avaliar bem cada aspecto e pesar a oportunidade.
Ah, e caso tenha curiosidade sobre o tema, no site da União Europeia tem um artigo com alguns pontos sobre a profissão de motorista na Europa.
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