As filiais brasileiras dos grandes fabricantes automotivos vivem sob uma rígida supervisão da matriz. Existe a liberdade para criar modelos específicos para agradar ao público local, porém dentro das normas globais. Com o fim de pegar carona no sucesso do Puma há 50 anos, a Volkswagen do Brasil acabou criando o carro mais belo da marca: o SP2.
No final dos anos 60 os carros esportivos estavam na moda. O Brasil tinha modelos derivados de carros comuns, como o Chrysler Esplanada GTX. Mas o “frisson” era o Puma, um esportivo de fato, que de início usava mecânica DKW e depois passou a usar motorização refrigerada a ar da Volkswagen.
O esportivo foi criado para combater o Puma
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O fabricante alemão fornecia sua mecânica para esse carro artesanal e viu nisso uma oportunidade de fazer seu próprio esportivo. Assim nasceu o Projeto X, comandado por Márcio Piancastelli. O plano da Volkswagen brasileira era usa o chassi da Variant para fazer um esportivo.
A primeira aparição desse esportivo foi em 1971 durante uma feira, onde chamou atenção dos brasileiro e também de europeus. No ano seguinte ele foi finalmente lançado, levando o nome SP2 para a versão mais forte e SP1 para a versão de entrada.
A frente já adotava o desenho "corporativo" da marca, mas ficou bem integrada ao resto da carroceria
As proporções clássicas de esportivo passava a ideia de ter um motor dianteiro
As faixas refletivas era um charme que nunca foi copiado
Assim como outros VW da época, o SP2 tinha dois porta-malas
O desenho feito pela equipe brasileira superou todas as expectativas. A carroceria tinha o formato clássico de um esportivo, com capô longo e traseira curta. Em comparação com o Porsche 911, que também tem motor traseiro, o SP2 traz dianteira mais longa, dando até a impressão de ter um motor lá.
A forma de identificar o SP2 como um Volkswagen é pela identidade visual da dianteira. As molduras de faróis trapezoidais estrearam no TL em 1970 e mais tarde seria adotado por outros carros da marca. No campo das inovações existia a faixa refletiva na lateral, solução que nunca foi copiada na indústria.
Por dentro ele trazia um painel envolvente com instrumentos voltados para o motorista. As manoplas do câmbio e do freio de mão traziam acabamento em madeira, já a seção central do painel era na cor marrom. O pequeno volante era no estilo dos carros de corrida da época e forrado em couro.
Tomada de ar do motor fica na coluna C
SP2 era a versão mais forte, também existiu o SP1 com motor 1600 do Zé do Caixão
O Volkswagen SP1 trazia o mesmo motor 1.600 refrigerado a ar que era usado na Variant, rendendo 54 cv. Essa versão durou pouco e saiu de linha em 1974.
O SP2 era o destaque da linha e também o modelo mais vendido. Seu motor era uma variação exclusiva do quatro cilindros boxer, com 1.678 cm³ de deslocamento e 67 cv. Esse 1.7 exigia gasolina “azul” de alta octanagem e nunca foi usado por outro VW.
O desempenho não era dos melhores, a mecânica a ar da Volks fez fama pela robustez mas nunca pelo desempenho. Isso rendeu o jocoso apelido de “Sem Potência” e favoreceu o Puma com sua leve carroceria de fibra de vidro. A aceleração de zero a 100 km/h era feita em 17,4 segundos e atingia 153 km/h de máxima.
O interior trazia volante que remetia aos carros de corrida
Detalhes em marrom e madeira davam o ar de luxo
Instrumentação era completa...
... e complementada por quatro marcadores no painel
Após quatro anos em produção, a Volkswagen optou por tirar o SP2 de linha. A chegada do Passat TS, que custava menos e andava mais, complicou a vida do cupê nacional. Foi considerada a produção de um SP3, com motor dianteiro do Passat.
No total foram feitas 10.205, sendo 670 delas exportadas. 155 foram para a Nigéria, país que também importou a Brasília com o nome Igala.
Hoje o SP2 é bastante procurado por fãs de Volkswagen com motor refrigerado a ar em todo o planeta. Duas unidades já foram leiloadas no site estadunidense Bring a Trailer, sendo um arrematado por US$ 21 mil (cerca de R$ 110 mil).
Hoje existe duas unidade exportas em museus da Volkswagen na Alemanha, uma branca e uma amarela. O SP2 é até hoje considerado o carro mais belo já feito pela marca alemã e ainda não foi superado nesses 50 anos.
Fotos: Volkswagen | Divulgação
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No final dos anos 60 os carros esportivos estavam na moda. O Brasil tinha modelos derivados de carros comuns, como o Chrysler Esplanada GTX. Mas o “frisson” era o Puma, um esportivo de fato, que de início usava mecânica DKW e depois passou a usar motorização refrigerada a ar da Volkswagen.
O esportivo foi criado para combater o Puma
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O fabricante alemão fornecia sua mecânica para esse carro artesanal e viu nisso uma oportunidade de fazer seu próprio esportivo. Assim nasceu o Projeto X, comandado por Márcio Piancastelli. O plano da Volkswagen brasileira era usa o chassi da Variant para fazer um esportivo.
A primeira aparição desse esportivo foi em 1971 durante uma feira, onde chamou atenção dos brasileiro e também de europeus. No ano seguinte ele foi finalmente lançado, levando o nome SP2 para a versão mais forte e SP1 para a versão de entrada.
O desenho marcante do SP2
A frente já adotava o desenho "corporativo" da marca, mas ficou bem integrada ao resto da carroceria
As proporções clássicas de esportivo passava a ideia de ter um motor dianteiro
As faixas refletivas era um charme que nunca foi copiado
Assim como outros VW da época, o SP2 tinha dois porta-malas
O desenho feito pela equipe brasileira superou todas as expectativas. A carroceria tinha o formato clássico de um esportivo, com capô longo e traseira curta. Em comparação com o Porsche 911, que também tem motor traseiro, o SP2 traz dianteira mais longa, dando até a impressão de ter um motor lá.
A forma de identificar o SP2 como um Volkswagen é pela identidade visual da dianteira. As molduras de faróis trapezoidais estrearam no TL em 1970 e mais tarde seria adotado por outros carros da marca. No campo das inovações existia a faixa refletiva na lateral, solução que nunca foi copiada na indústria.
Por dentro ele trazia um painel envolvente com instrumentos voltados para o motorista. As manoplas do câmbio e do freio de mão traziam acabamento em madeira, já a seção central do painel era na cor marrom. O pequeno volante era no estilo dos carros de corrida da época e forrado em couro.
O coração não dava o desempenho que o estilo pedia
Tomada de ar do motor fica na coluna C
SP2 era a versão mais forte, também existiu o SP1 com motor 1600 do Zé do Caixão
O Volkswagen SP1 trazia o mesmo motor 1.600 refrigerado a ar que era usado na Variant, rendendo 54 cv. Essa versão durou pouco e saiu de linha em 1974.
O SP2 era o destaque da linha e também o modelo mais vendido. Seu motor era uma variação exclusiva do quatro cilindros boxer, com 1.678 cm³ de deslocamento e 67 cv. Esse 1.7 exigia gasolina “azul” de alta octanagem e nunca foi usado por outro VW.
O desempenho não era dos melhores, a mecânica a ar da Volks fez fama pela robustez mas nunca pelo desempenho. Isso rendeu o jocoso apelido de “Sem Potência” e favoreceu o Puma com sua leve carroceria de fibra de vidro. A aceleração de zero a 100 km/h era feita em 17,4 segundos e atingia 153 km/h de máxima.
O SP2 ganhou reconhecimento mundial
O interior trazia volante que remetia aos carros de corrida
Detalhes em marrom e madeira davam o ar de luxo
Instrumentação era completa...
... e complementada por quatro marcadores no painel
Após quatro anos em produção, a Volkswagen optou por tirar o SP2 de linha. A chegada do Passat TS, que custava menos e andava mais, complicou a vida do cupê nacional. Foi considerada a produção de um SP3, com motor dianteiro do Passat.
No total foram feitas 10.205, sendo 670 delas exportadas. 155 foram para a Nigéria, país que também importou a Brasília com o nome Igala.
Hoje o SP2 é bastante procurado por fãs de Volkswagen com motor refrigerado a ar em todo o planeta. Duas unidades já foram leiloadas no site estadunidense Bring a Trailer, sendo um arrematado por US$ 21 mil (cerca de R$ 110 mil).
Hoje existe duas unidade exportas em museus da Volkswagen na Alemanha, uma branca e uma amarela. O SP2 é até hoje considerado o carro mais belo já feito pela marca alemã e ainda não foi superado nesses 50 anos.
Fotos: Volkswagen | Divulgação
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