A PEC da Reforma Tributária é um assunto quente e espinhoso. O tema se tornou pivô de análises nos noticiários de economia e política. E até mesmo fabricantes entraram na jogada. Volkswagen, General Motors e Toyota se uniram para retear a publicação de uma carta aberta nos principais jornais, nesta quarta-feira (8).
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A bravata das três fabricantes se deve a um dos artigos que concede benefícios tributários a montadoras instaladas nos estados do Nordeste e Centro-Oeste. Segundo o documento assinado pelas três gigantes (com fábricas em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), trechos do artigo provocam uma disparidade no equilíbrio da indústria.
Os parágrafos em tese estendem os benefícios aos fabricantes das duas regiões, que deveriam terminar em 2025, até 2032. O texto foi aprovado na terça-feira (7) e deverá ser votado nesta quarta (8), no Senado.
A extensão dos benefício tributário privilegia montadoras como CAOA Chery e HPE Automotores (Mitsubishi), que estão instaladas em Goiás, assim com a Stellantis, que tem planta em Pernambuco e até mesmo a BYD, que acabou de comprar a antiga fábrica da Ford, na Bahia.
De fato, um regime tributário mais brando para as regiões do Nordeste e Centro-Oeste pode se configurar em uma vantagem competitiva para quem está instalado. Mas ao mesmo tempo, essas localidades apresentam carências de infraestrutura e logísticas, que pesam na conta. Assim é uma forma nivelar os custos com gargalos.
Ao mesmo tempo, as três marcas defendem a aprovação da reforma tributária e acreditam que ela irá impulsionar a economia brasileira. Já a Anfavea, em coletiva com a imprensa, preferiu ficar em cima do muro e defende que cada fabricante expresse suas opiniões.
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A bravata das três fabricantes se deve a um dos artigos que concede benefícios tributários a montadoras instaladas nos estados do Nordeste e Centro-Oeste. Segundo o documento assinado pelas três gigantes (com fábricas em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), trechos do artigo provocam uma disparidade no equilíbrio da indústria.
“Precisamos da exclusão imediata dos parágrafos 3, 4 e 5 do artigo 19 da Reforma Tributária, que representam um retrocesso do ponto de vista tecnológico e ambiental, além de uma renúncia fiscal prejudicial ao desenvolvimento do País”.
Os parágrafos em tese estendem os benefícios aos fabricantes das duas regiões, que deveriam terminar em 2025, até 2032. O texto foi aprovado na terça-feira (7) e deverá ser votado nesta quarta (8), no Senado.
A extensão dos benefício tributário privilegia montadoras como CAOA Chery e HPE Automotores (Mitsubishi), que estão instaladas em Goiás, assim com a Stellantis, que tem planta em Pernambuco e até mesmo a BYD, que acabou de comprar a antiga fábrica da Ford, na Bahia.
De fato, um regime tributário mais brando para as regiões do Nordeste e Centro-Oeste pode se configurar em uma vantagem competitiva para quem está instalado. Mas ao mesmo tempo, essas localidades apresentam carências de infraestrutura e logísticas, que pesam na conta. Assim é uma forma nivelar os custos com gargalos.
Ao mesmo tempo, as três marcas defendem a aprovação da reforma tributária e acreditam que ela irá impulsionar a economia brasileira. Já a Anfavea, em coletiva com a imprensa, preferiu ficar em cima do muro e defende que cada fabricante expresse suas opiniões.
“É natural quando se tem um incentivo regional que as montadoras ali instaladas tenham um posicionamento favorável. Ao mesmo tempo, é natural que marcas instaladas no Sul e Sudeste sejam contra. E a discussão fica em torno do tamanho do incentivo, quem está fora acredita que é grande, já quem está dentro questiona que é baixo e uma forma de nivelar seus custos por estarem longe de mercados de fornecimento e clientes. Assim, é uma discussão que a Anfavea não tem legitimidade para discutir, pois se trata de custos e custos não podem ser discutidos na nossa associação”, explica o presidente da associação, Márcio de Lima Leite.
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