O departamento jurídico da Xiaomi alcançou uma vitória histórica e de cifras recordes contra o portal chinês AutoReport, após a Justiça da China determinar que o veículo de mídia agiu deliberadamente para manchar a reputação e a imagem da fabricante. O tribunal ordenou que a ré pague uma indenização de 5 milhões de yuans — o equivalente a cerca de R$ 3,9 milhões —, além de exigir a exclusão imediata dos conteúdos fraudulentos e a publicação de uma retratação formal.
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Durante o julgamento, ficou comprovado que o portal utilizou múltiplos perfis em redes sociais para propagar informações desprovidas de verificação factual. Segundo a corte, o tom adotado foi abertamente depreciativo, configurando não apenas um desvio do padrão jornalístico, mas um ataque orquestrado contra a Xiaomi. Em nota oficial celebrando a decisão, a marca destacou que está aberta a críticas construtivas e à supervisão pública, porém alertou que “usará as armas legais para defender seus direitos legítimos contra insultos e mentiras que confundem o mercado”.
O episódio chama a atenção por estabelecer um novo precedente na indústria. Embora seja comum que montadoras chinesas processem criadores de conteúdo independentes, uma ação judicial bem-sucedida — com uma multa dessa magnitude — contra um conglomerado de mídia tradicional é considerada um marco.
A situação ainda ganha contornos de intriga corporativa devido às estreitas relações entre os executivos do setor. O AutoReport é uma plataforma filiada à gigante Yiche (conhecida globalmente como Bitauto), fundada no ano 2000 por William Li, o mesmo idealizador da fabricante de elétricos Nio. A ironia reside no fato de que Lei Jun, atual CEO e fundador da Xiaomi, figurou como um dos primeiros investidores da própria Nio.
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O veredito e o peso das fake news no mercado
Durante o julgamento, ficou comprovado que o portal utilizou múltiplos perfis em redes sociais para propagar informações desprovidas de verificação factual. Segundo a corte, o tom adotado foi abertamente depreciativo, configurando não apenas um desvio do padrão jornalístico, mas um ataque orquestrado contra a Xiaomi. Em nota oficial celebrando a decisão, a marca destacou que está aberta a críticas construtivas e à supervisão pública, porém alertou que “usará as armas legais para defender seus direitos legítimos contra insultos e mentiras que confundem o mercado”.
O episódio chama a atenção por estabelecer um novo precedente na indústria. Embora seja comum que montadoras chinesas processem criadores de conteúdo independentes, uma ação judicial bem-sucedida — com uma multa dessa magnitude — contra um conglomerado de mídia tradicional é considerada um marco.
A situação ainda ganha contornos de intriga corporativa devido às estreitas relações entre os executivos do setor. O AutoReport é uma plataforma filiada à gigante Yiche (conhecida globalmente como Bitauto), fundada no ano 2000 por William Li, o mesmo idealizador da fabricante de elétricos Nio. A ironia reside no fato de que Lei Jun, atual CEO e fundador da Xiaomi, figurou como um dos primeiros investidores da própria Nio.
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