A BMW está prestes a lançar sua F 450 GS, modelo aventureiro intermediário que tem gerado grandes expectativas nos motociclistas. Afinal, ela, que chegará ao Brasil ainda este ano e competirá na categoria mais aquecida do momento, é uma aclamada BMW de engenharia alemã. Ou será que não?
Para a tristeza de alguns, já trouxemos em matéria que a nova BMW, na verdade, é um projeto misto entre a indiana TVS e a alemã. Tão asiática quanto germânica, ela será fabricada na planta da indiana, em Hosur. Porém, não precisam ficar surpresos, já que isso é muito comum no mercado de duas ou mais rodas. Várias fabricantes famosas colocam seus escudos em motos de outras marcas.
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Começando pela própria alemã BMW, além da indiana TVS, a clássica tem parcerias com outra conterrânea e chinesas.
BMW F 450 GS (Foto: BMW | Divulgação)
As motos de baixa capacidade, como as G 310 R, G 310 GS e G 310 RR — que saem de linha para dar lugar à nova 450 — também eram fabricadas em Hosur pela TVS, parceria que dura mais de uma década e se estende ao desenvolvimento de novas plataformas, caso da nova.
Além da parceria indiana para motos pequenas, a BMW terceiriza a fabricação das suas intermediárias. Assim como a Kymco fez há alguns anos, uma chinesa entrega alguns motores para a alemã. A scooter C 400 X e as trilheiras F 800 e F 900 têm seu motor fornecido pela Loncin — por mais que a montagem seja feita nas fábricas da alemã BMW.
A Índia também aparece como parceira da inglesa Triumph. Mais uma vez, como colega na produção de modelos de baixa capacidade.
Triumph Speed 400 e Triumph Scrambler 400X (Foto: Triumph | Divulgação)
Aqui, a maior marca indiana de motos, a Bajaj, faz esse papel. Tanto a Triumph Speed 400 quanto a Scrambler 400X são fabricadas na Índia, em Chakan.
Essa parceria entre Bajaj e Triumph surgiu em 2020, quando concordaram em compartilhar projetos. Aqui no Brasil, tudo veio à tona com a chegada das 400, em 2023.
Na austríaca KTM, a Índia aparece como colaboradora principal, mais uma vez. A Bajaj é a principal parceira e acionista da marca, tendo, em 2025, adquirido 74,9% da empresa, ação que foi fundamental para impedir a falência da laranjinha.
Independentemente disso, a Bajaj, desde 2007, é responsável pela produção das pequenas e médias da KTM. Motores até 790 cm³, por exemplo, têm engenharia compartilhada pelas marcas, e há semelhanças tanto nos propulsores da indiana quanto da austríaca.
KTM Duke 390 (Foto: KTM | Divulgação)
A chinesa CFMoto também é parceira da KTM. O acordo basicamente constitui-se em uma joint venture chamada CFMoto-KTMR2R, existente desde 2017. A CFMoto fabrica modelos KTM de média cilindrada, como a 790 Duke e a 790 Adventure, em Hangzhou, na China.
A parceria também envolve o uso de motores KTM pela CFMoto em seus modelos de alta capacidade.
Por fim, outras duas fabricantes fazem parte deste “time” KTM. Husqvarna e GasGas pertencem ao mesmo grupo da austríaca (PIERER Mobility AG) e compartilham motores, plataformas e chassis.
Muitos ainda lembram da parceria entre KTM e MV Agusta. O ponto é que, com o recente risco de falência, as europeias se separaram.
Até no ponto mais extremo e metódico do planeta existem parcerias que misturam os escudos, ou quase isso.
Por mais que o brasileiro esteja acostumado a sempre ver a Haojue junto com a Suzuki, nem todos sabem que por ali existe uma forte parceria. A chinesa Haojue surgiu em 1992 como uma joint venture da japonesa.
Seu objetivo, que acabou se firmando ao longo dos anos, consistiu em apoderar-se dos modelos menores da Suzuki. Hoje a marca é praticamente independente, mas ainda compartilha projetos e estrutura com a japonesa.
Nem mesmo a orgulhosa estadunidense Harley-Davidson pode deixar de sucumbir à globalização. Na China, a Qianjiang Motorcycle (QJ Motor) é quem emplaca o nome Harley em seus modelos. Por lá, as linhas X350 e X500 recebem apoio no desenvolvimento, mas a fabricação é oriental.
Harley Davidson X440T (Foto: Harley Davidson | Divulgação)
Retornando à Índia, a mesma situação acontece, porém com a Hero MotoCorp. A parceria estratégica produz a Harley-Davidson X440, uma moto projetada para o mercado indiano e lançada em 2023. A Hero também cuida da distribuição e dos serviços da marca no país.
Aqui no Brasil, a nacional Dafra, nascida em 2007, teve como principal parceira a indiana TVS. O acordo, que durou entre 2010 e 2024, foi responsável pela comercialização de motos importantes, como a Apache RTR 150, entre 2010 e 2014, e a Apache RTR 200, desde 2017.
Atualmente, a Dafra segue junto da chinesa SYM, responsável por toda a sua principal linha de 150 cm³ a 400 cm³.
Dafra Apache 150 (Foto: Internet | Reprodução)
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Para a tristeza de alguns, já trouxemos em matéria que a nova BMW, na verdade, é um projeto misto entre a indiana TVS e a alemã. Tão asiática quanto germânica, ela será fabricada na planta da indiana, em Hosur. Porém, não precisam ficar surpresos, já que isso é muito comum no mercado de duas ou mais rodas. Várias fabricantes famosas colocam seus escudos em motos de outras marcas.
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Marcas que terceirizam sua fabricação: BMW
Começando pela própria alemã BMW, além da indiana TVS, a clássica tem parcerias com outra conterrânea e chinesas.
BMW F 450 GS (Foto: BMW | Divulgação)
As motos de baixa capacidade, como as G 310 R, G 310 GS e G 310 RR — que saem de linha para dar lugar à nova 450 — também eram fabricadas em Hosur pela TVS, parceria que dura mais de uma década e se estende ao desenvolvimento de novas plataformas, caso da nova.
Além da parceria indiana para motos pequenas, a BMW terceiriza a fabricação das suas intermediárias. Assim como a Kymco fez há alguns anos, uma chinesa entrega alguns motores para a alemã. A scooter C 400 X e as trilheiras F 800 e F 900 têm seu motor fornecido pela Loncin — por mais que a montagem seja feita nas fábricas da alemã BMW.
Triumph
A Índia também aparece como parceira da inglesa Triumph. Mais uma vez, como colega na produção de modelos de baixa capacidade.
Triumph Speed 400 e Triumph Scrambler 400X (Foto: Triumph | Divulgação)
Aqui, a maior marca indiana de motos, a Bajaj, faz esse papel. Tanto a Triumph Speed 400 quanto a Scrambler 400X são fabricadas na Índia, em Chakan.
Essa parceria entre Bajaj e Triumph surgiu em 2020, quando concordaram em compartilhar projetos. Aqui no Brasil, tudo veio à tona com a chegada das 400, em 2023.
Marcas que terceirizam sua fabricação: KTM
Na austríaca KTM, a Índia aparece como colaboradora principal, mais uma vez. A Bajaj é a principal parceira e acionista da marca, tendo, em 2025, adquirido 74,9% da empresa, ação que foi fundamental para impedir a falência da laranjinha.
Independentemente disso, a Bajaj, desde 2007, é responsável pela produção das pequenas e médias da KTM. Motores até 790 cm³, por exemplo, têm engenharia compartilhada pelas marcas, e há semelhanças tanto nos propulsores da indiana quanto da austríaca.
KTM Duke 390 (Foto: KTM | Divulgação)
A chinesa CFMoto também é parceira da KTM. O acordo basicamente constitui-se em uma joint venture chamada CFMoto-KTMR2R, existente desde 2017. A CFMoto fabrica modelos KTM de média cilindrada, como a 790 Duke e a 790 Adventure, em Hangzhou, na China.
A parceria também envolve o uso de motores KTM pela CFMoto em seus modelos de alta capacidade.
Por fim, outras duas fabricantes fazem parte deste “time” KTM. Husqvarna e GasGas pertencem ao mesmo grupo da austríaca (PIERER Mobility AG) e compartilham motores, plataformas e chassis.
Muitos ainda lembram da parceria entre KTM e MV Agusta. O ponto é que, com o recente risco de falência, as europeias se separaram.
Suzuki
Até no ponto mais extremo e metódico do planeta existem parcerias que misturam os escudos, ou quase isso.
Por mais que o brasileiro esteja acostumado a sempre ver a Haojue junto com a Suzuki, nem todos sabem que por ali existe uma forte parceria. A chinesa Haojue surgiu em 1992 como uma joint venture da japonesa.
Seu objetivo, que acabou se firmando ao longo dos anos, consistiu em apoderar-se dos modelos menores da Suzuki. Hoje a marca é praticamente independente, mas ainda compartilha projetos e estrutura com a japonesa.
Marcas que terceirizam sua fabricação: Harley-Davidson
Nem mesmo a orgulhosa estadunidense Harley-Davidson pode deixar de sucumbir à globalização. Na China, a Qianjiang Motorcycle (QJ Motor) é quem emplaca o nome Harley em seus modelos. Por lá, as linhas X350 e X500 recebem apoio no desenvolvimento, mas a fabricação é oriental.
Harley Davidson X440T (Foto: Harley Davidson | Divulgação)
Retornando à Índia, a mesma situação acontece, porém com a Hero MotoCorp. A parceria estratégica produz a Harley-Davidson X440, uma moto projetada para o mercado indiano e lançada em 2023. A Hero também cuida da distribuição e dos serviços da marca no país.
Dafra
Aqui no Brasil, a nacional Dafra, nascida em 2007, teve como principal parceira a indiana TVS. O acordo, que durou entre 2010 e 2024, foi responsável pela comercialização de motos importantes, como a Apache RTR 150, entre 2010 e 2014, e a Apache RTR 200, desde 2017.
Atualmente, a Dafra segue junto da chinesa SYM, responsável por toda a sua principal linha de 150 cm³ a 400 cm³.
Dafra Apache 150 (Foto: Internet | Reprodução)
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