A década de 1990 foi peculiar para quem curte carros no Brasil. Em poucos anos, várias marcas desembarcaram por aqui com toda a sorte de carros. Sedãs, station-wagons, SUVs e minivans de vários tamanhos, e com desenhos peculiares, foram vendidos aqui.
Porém, venderam ou duraram tão pouco no mercado que pouca gente recorda — e quem nasceu depois de 2000 nem deve saber do que se trata. São raros nas ruas e para refrescar nossa memória — e atiçar a curiosidade da geração atual —, confira os 10 carros que você nem se lembrava.
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1995 a 2000
O Suzuki Baleno também foi importado como perua (Foto: Suzuki | Divulgação)
Importado por cinco anos, o sedã compacto usava motor 1.6 16V de 99 cv e 13 kgfm, o suficiente para mover o carro, que pesava menos de 1 tonelada. O câmbio era manual de cinco marchas. Tinha ar-condicionado, volante de quatro raios e toca-fitas, mas o porta-malas era limitado (381 litros).
O carro tinha variantes hatch e station-wagon.O que chama a atenção, hoje, é o entre-eixos do modelo dos anos 1990, de 2,38 m, apenas 8 cm maior que o do subcompacto Fiat Mobi. Em 2015, uma nova geração do Baleno foi apresentada, bem maior e com desenho mais robusto, mas que nem deu as caras por aqui.
1994 a 2000
O vidro traseiro mais vertical deixava o Sephia diferente dos outros sedãs (Foto: Kia | Divulgação)
A Kia só foi fazer carro bonito dos anos 2000 para cá. Antes, todos eram modelos sem graça como o Sephia, importado por pouco mais de seis anos, mas que vendeu tanto quanto a Caxirola do Carlinhos Brown na Copa de 2014. O modelo começou sua história no Brasil com motor 1.6 8V de 81 cv e opção de câmbio automático de quatro marchas. Já em 96 adotou o 1.5 16V de 89 cv, também com opção AT.
Uma curiosidade é que o Sephia tinha suspensão traseira independente multibraço e que usava plataforma da Mazda, a mesma que servia ao Escort norte-americano – na época, a Ford tinha participação acionária na montadora japonesa. Outro dado interessante: o Sephia foi o primeiro veículo de passeio da Kia vendido nos Estados Unidos.
1998 a 1999
Os carros da Daihatsu venderam pouco, a minivan Grand Move vendeu ainda menos (Foto: Daihatsu | Divulgação)
As minivans eram uma novidade para o consumidor brasileiro e a Daihatsu tratou de vender aqui a sua representante. A marca japonesa, que faz parte do Grupo Toyota, até então era mais conhecida pelo pequeno Cuore e por jipinhos excêntricos, como Feroza e Terios. E continuou assim, porque o Gran Move é peça raríssima nas ruas.
Com estilo quadradinho, tinha 4,60 metros de comprimento e 1,64 m de largura. O porta-malas recebia até 400 litros de volume de bagagens. O motor no primeiro ano de importação era o 1.5 16V de 90 cv, que foi trocado pelo 1.6 16V de 91 cv no ano seguinte.
1997 a 1999
O Lanos marcou o final da Daewoo no Brasil (Foto: Daewoo | Divulgação)
A marca sul-coreana se valia de uma joint-venture com a General Motors para fazer seus carros e muitos deles desembarcaram no país. A gente só lembra mesmo do Espero, mas teve também o pequenino Tico, o grandão Super Salon e a gama compacta Lanos, com variantes hatchback e sedã.
No pouco tempo de venda por aqui usou sempre o motor 1.6 16V de 106 cv, com opção de caixa automática de quatro velocidades – só para o sedã. Tinha bom espaço interno, mas o porta-malas era apenas regular. A Daewoo acabou pouco depois da Crise Asiática de 1999, quando foi comprada pela GM, que transformou a marca em GM Korea.
1991 a 2000
O concorrente de Corolla e Civic não conseguiu o mesmo sucesso dos compatriotas (Foto: Mazda | Divulgação)
Das marcas que aportaram por aqui na década de 1990 e depois debandaram, a Mazda é a que tinha carros mais legais. Além do inesquecível MX-5 Miata, vendia a espaçosa minivan MPV e o sedã médio-grande 626. Porém, um dos carros da montadora japonesa que mais perduraram aqui foi o Protegé.
O sedã de quatro portas era equipado com motor 1.8 16V de 103 cv e câmbio manual de cinco marchas. Uma das bossas eram os cintos de segurança dianteiros automáticos (que corriam na parte acima da porta após estas serem fechadas). Uma segunda geração do modelo chegou a ser importada em 1998, mas durou pouco, já que a Mazda encerrou as atividades por aqui em 2000.
1994 a 1997
O Brasil teve kei car importado (Foto: Subaru | Divulgação)
O Vivio era um kei car, os pequenos automóveis que pagam menos impostos no Japão. Por aqui, nem o apelo do preço ou do tamanho (3,30 metros de comprimento) fizeram muito sucesso. Custava US$ 11,6 mil à época e a ideia era brigar com o Fiat Uno Mille no segmento de “populares”. Para tal, se valia de motor de 660 cm³.
O primeiro lote importado chegou a ter 750 unidades e a expectativa da Subaru era emplacar mais de 600 carros por mês. Mas poucos sobrevivem nas ruas brasileiras.
1990 a 1995
A perua do Laika não teve o sucesso do Laika sedã e do jipe Niva (Foto: Lada | Divulgação)
Essa até bastante gente deve lembrar. A versão perua do Laika foi um dos primeiros carros a chegar ao Brasil após a liberação das importações. O sedã, porém, fez bem mais sucesso que a station-wagon, e hoje pouquíssimas são vistas por aí ainda inteiras.
Isso apesar da fama de robustez. A Laika SW usava a mesma base do sedã, que vinha a ser uma plataforma do Fiat 124. O conjunto mecânico também era compartilhado com o três-volumes batizado com o nome da cadelinha que viajou ao espaço: motor 1.6 8V de 73 cv e 12 kgfm e câmbio manual de cinco marchas.
1991 a 1993
Talvez seja mais fácil achar um caça da Saab que um carro no Brasil (Foto: Saab | Divulgação)
Os anos 1990 foram tão loucos em termos de veículos que teve até Saab aqui. Isso mesmo, a marca sueca chegou a vender o bacana sedã 9000. O carro, além de espaçoso e luxuoso, carregava o motor 2.3 turbo de 200 cv e 34 kgfm a 2.000 rpm, o que garantia um 0 a 100 km/h em 8,2 segundos.
Desenhado por Giorgetto Giugiaro e lançado globalmente em 1985, o 9000 era um projeto compartilhado com a Fiat. Tanto que a plataforma Type 4 era usada por carros da marca italiana, da Lancia e também da Alfa Romeo, como o 164. Porém, chegou ao Brasil já em fim de vida e após a General Motors comprar 50% das ações da montadora sueca.
O resto é história. Por aqui, o sedã não teve nem 50 unidades emplacadas e a GM comprou a marca na totalidade em 2000, mas, após a crise de 2008, se desfez da montadora. Hoje a Saab é uma das maiores empresas do segmento de defesa e segurança do mundo, mas não faz mais carros.
1995 a 1998
A Odyssey foi um dos poucos carros da Honda que não fizeram sucesso no Brasil (Foto: Honda | Divulgação)
A minivan grandona fez a cabeça de algumas (poucas) famílias mais abastadas no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Com três filas de bancos, a Odyssey levava seis passageiros com espaço de sobra e equipamentos bacanas para a época.
Porém, tinha fama de manutenção cara e ainda bebia bem. Também, pudera: o motor 2.2 16V de 142 cv tinha de dar conta do carro com mais de 1.500 kg em ordem de marcha – e com carga útil superior a 600 kg. O câmbio era o automático de quatro marchas com alavanca na coluna de direção.
1996 a 1997
O Terrano pode ser considerado o pai do Xterra (Foto: Nissan | Divulgação)
Apesar de hoje só ter um SUV em seu portfólio no Brasil, a Nissan sempre foi referência em utilitários esportivos. Isso foi reforçado na sua chegada ao mercado brasileiro nos anos 1990 com modelos como Pathfinder, X-Trail e o Terrano, o menos conhecido de todos.
O jipão de 4,75 metros seguia as premissas de SUVs da época – bem diferente dos crossovers do asfalto de hoje em dia. O motor turbodiesel 2.7 16V com injeção direta gerava 130 cv e 28,4 kgfm a 3.000 rpm. Tinha tração integral sob demanda ministrada pela transmissão automática de quatro marchas. Porém, durou só dois anos por aqui e vendeu bem menos que os irmãos.
O post 10 carros que você nem se lembrava que vieram para o Brasil apareceu primeiro em AutoPapo.
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Porém, venderam ou duraram tão pouco no mercado que pouca gente recorda — e quem nasceu depois de 2000 nem deve saber do que se trata. São raros nas ruas e para refrescar nossa memória — e atiçar a curiosidade da geração atual —, confira os 10 carros que você nem se lembrava.
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Suzuki Baleno
1995 a 2000
O Suzuki Baleno também foi importado como perua (Foto: Suzuki | Divulgação)
Importado por cinco anos, o sedã compacto usava motor 1.6 16V de 99 cv e 13 kgfm, o suficiente para mover o carro, que pesava menos de 1 tonelada. O câmbio era manual de cinco marchas. Tinha ar-condicionado, volante de quatro raios e toca-fitas, mas o porta-malas era limitado (381 litros).
O carro tinha variantes hatch e station-wagon.O que chama a atenção, hoje, é o entre-eixos do modelo dos anos 1990, de 2,38 m, apenas 8 cm maior que o do subcompacto Fiat Mobi. Em 2015, uma nova geração do Baleno foi apresentada, bem maior e com desenho mais robusto, mas que nem deu as caras por aqui.
Kia Sephia
1994 a 2000
O vidro traseiro mais vertical deixava o Sephia diferente dos outros sedãs (Foto: Kia | Divulgação)
A Kia só foi fazer carro bonito dos anos 2000 para cá. Antes, todos eram modelos sem graça como o Sephia, importado por pouco mais de seis anos, mas que vendeu tanto quanto a Caxirola do Carlinhos Brown na Copa de 2014. O modelo começou sua história no Brasil com motor 1.6 8V de 81 cv e opção de câmbio automático de quatro marchas. Já em 96 adotou o 1.5 16V de 89 cv, também com opção AT.
Uma curiosidade é que o Sephia tinha suspensão traseira independente multibraço e que usava plataforma da Mazda, a mesma que servia ao Escort norte-americano – na época, a Ford tinha participação acionária na montadora japonesa. Outro dado interessante: o Sephia foi o primeiro veículo de passeio da Kia vendido nos Estados Unidos.
Daihatsu Gran Move
1998 a 1999
Os carros da Daihatsu venderam pouco, a minivan Grand Move vendeu ainda menos (Foto: Daihatsu | Divulgação)
As minivans eram uma novidade para o consumidor brasileiro e a Daihatsu tratou de vender aqui a sua representante. A marca japonesa, que faz parte do Grupo Toyota, até então era mais conhecida pelo pequeno Cuore e por jipinhos excêntricos, como Feroza e Terios. E continuou assim, porque o Gran Move é peça raríssima nas ruas.
Com estilo quadradinho, tinha 4,60 metros de comprimento e 1,64 m de largura. O porta-malas recebia até 400 litros de volume de bagagens. O motor no primeiro ano de importação era o 1.5 16V de 90 cv, que foi trocado pelo 1.6 16V de 91 cv no ano seguinte.
Daewoo Lanos
1997 a 1999
O Lanos marcou o final da Daewoo no Brasil (Foto: Daewoo | Divulgação)
A marca sul-coreana se valia de uma joint-venture com a General Motors para fazer seus carros e muitos deles desembarcaram no país. A gente só lembra mesmo do Espero, mas teve também o pequenino Tico, o grandão Super Salon e a gama compacta Lanos, com variantes hatchback e sedã.
No pouco tempo de venda por aqui usou sempre o motor 1.6 16V de 106 cv, com opção de caixa automática de quatro velocidades – só para o sedã. Tinha bom espaço interno, mas o porta-malas era apenas regular. A Daewoo acabou pouco depois da Crise Asiática de 1999, quando foi comprada pela GM, que transformou a marca em GM Korea.
Mazda Protegé
1991 a 2000
O concorrente de Corolla e Civic não conseguiu o mesmo sucesso dos compatriotas (Foto: Mazda | Divulgação)
Das marcas que aportaram por aqui na década de 1990 e depois debandaram, a Mazda é a que tinha carros mais legais. Além do inesquecível MX-5 Miata, vendia a espaçosa minivan MPV e o sedã médio-grande 626. Porém, um dos carros da montadora japonesa que mais perduraram aqui foi o Protegé.
O sedã de quatro portas era equipado com motor 1.8 16V de 103 cv e câmbio manual de cinco marchas. Uma das bossas eram os cintos de segurança dianteiros automáticos (que corriam na parte acima da porta após estas serem fechadas). Uma segunda geração do modelo chegou a ser importada em 1998, mas durou pouco, já que a Mazda encerrou as atividades por aqui em 2000.
Subaru Vivio
1994 a 1997
O Brasil teve kei car importado (Foto: Subaru | Divulgação)
O Vivio era um kei car, os pequenos automóveis que pagam menos impostos no Japão. Por aqui, nem o apelo do preço ou do tamanho (3,30 metros de comprimento) fizeram muito sucesso. Custava US$ 11,6 mil à época e a ideia era brigar com o Fiat Uno Mille no segmento de “populares”. Para tal, se valia de motor de 660 cm³.
O primeiro lote importado chegou a ter 750 unidades e a expectativa da Subaru era emplacar mais de 600 carros por mês. Mas poucos sobrevivem nas ruas brasileiras.
Lada Laika SW
1990 a 1995
A perua do Laika não teve o sucesso do Laika sedã e do jipe Niva (Foto: Lada | Divulgação)
Essa até bastante gente deve lembrar. A versão perua do Laika foi um dos primeiros carros a chegar ao Brasil após a liberação das importações. O sedã, porém, fez bem mais sucesso que a station-wagon, e hoje pouquíssimas são vistas por aí ainda inteiras.
Isso apesar da fama de robustez. A Laika SW usava a mesma base do sedã, que vinha a ser uma plataforma do Fiat 124. O conjunto mecânico também era compartilhado com o três-volumes batizado com o nome da cadelinha que viajou ao espaço: motor 1.6 8V de 73 cv e 12 kgfm e câmbio manual de cinco marchas.
Saab 9000
1991 a 1993
Talvez seja mais fácil achar um caça da Saab que um carro no Brasil (Foto: Saab | Divulgação)
Os anos 1990 foram tão loucos em termos de veículos que teve até Saab aqui. Isso mesmo, a marca sueca chegou a vender o bacana sedã 9000. O carro, além de espaçoso e luxuoso, carregava o motor 2.3 turbo de 200 cv e 34 kgfm a 2.000 rpm, o que garantia um 0 a 100 km/h em 8,2 segundos.
Desenhado por Giorgetto Giugiaro e lançado globalmente em 1985, o 9000 era um projeto compartilhado com a Fiat. Tanto que a plataforma Type 4 era usada por carros da marca italiana, da Lancia e também da Alfa Romeo, como o 164. Porém, chegou ao Brasil já em fim de vida e após a General Motors comprar 50% das ações da montadora sueca.
O resto é história. Por aqui, o sedã não teve nem 50 unidades emplacadas e a GM comprou a marca na totalidade em 2000, mas, após a crise de 2008, se desfez da montadora. Hoje a Saab é uma das maiores empresas do segmento de defesa e segurança do mundo, mas não faz mais carros.
Honda Odyssey
1995 a 1998
A Odyssey foi um dos poucos carros da Honda que não fizeram sucesso no Brasil (Foto: Honda | Divulgação)
A minivan grandona fez a cabeça de algumas (poucas) famílias mais abastadas no Brasil na segunda metade dos anos 1990. Com três filas de bancos, a Odyssey levava seis passageiros com espaço de sobra e equipamentos bacanas para a época.
Porém, tinha fama de manutenção cara e ainda bebia bem. Também, pudera: o motor 2.2 16V de 142 cv tinha de dar conta do carro com mais de 1.500 kg em ordem de marcha – e com carga útil superior a 600 kg. O câmbio era o automático de quatro marchas com alavanca na coluna de direção.
Nissan Terrano
1996 a 1997
O Terrano pode ser considerado o pai do Xterra (Foto: Nissan | Divulgação)
Apesar de hoje só ter um SUV em seu portfólio no Brasil, a Nissan sempre foi referência em utilitários esportivos. Isso foi reforçado na sua chegada ao mercado brasileiro nos anos 1990 com modelos como Pathfinder, X-Trail e o Terrano, o menos conhecido de todos.
O jipão de 4,75 metros seguia as premissas de SUVs da época – bem diferente dos crossovers do asfalto de hoje em dia. O motor turbodiesel 2.7 16V com injeção direta gerava 130 cv e 28,4 kgfm a 3.000 rpm. Tinha tração integral sob demanda ministrada pela transmissão automática de quatro marchas. Porém, durou só dois anos por aqui e vendeu bem menos que os irmãos.
O post 10 carros que você nem se lembrava que vieram para o Brasil apareceu primeiro em AutoPapo.
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