A indústria do automóvel evolui a cada dia. Afinal, é preciso atender às normas de emissões, assim como otimizar custos de produção. Desta forma, é comum novas tecnologias surgirem no mercado, com a correia dentada banhada a óleo, bloco três cilindros, motor turbo ou transmissão de dupla embreagem.
VEJA TAMBÉM:
E como toda novidade, há defeitos e desacertos que muitas vezes não são previstos nos ensaios laboratoriais. O problema é que são falhas que causam prejuízos aos consumidores. E mesmo que sejam pontuais, acabam “queimando o filme” de um modelo em específico ou de um conceito de engenharia.
Foi o que aconteceu com a transmissão de dupla embreagem da Ford, que prejudicou donos de modelos como EcoSport, Fiesta e Focus. Mas a polêmica mais recente é a correia dentada banhada a óleo dos Chevrolet Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. O rompimento precoce da tira de borracha se transformou num pesadelo para muitos proprietários.
Muita gente ainda tem desconfiança dos motores três cilindros, por considerá-los mais frágeis. Mesmo que em termos de engenharia eles funcionem como qualquer outro bloco com quatro, cinco, seis, oito, 10 ou 12 pistões.
Criou-se um consenso de que os motores três cilindros não são duráveis como os similares com quatro pistões, mas já são a esmagadora maioria no mercado (Foto: Shutterstock)
E também há quem não queira saber do tal motor turbo, por considerar que eles quebram fácil – como os antigos motores aspirados que eram turbinados em oficinas, sem o devido tratamento térmico ou com pressões que superavam a tolerância das peças. Com os motores modernos, muitas vezes, o problema está na manutenção inadequada, uso de lubrificante fora da especificação e outros fatores que acabam acelerando o desgaste do sistema.
Mas para ajudar o consumidor que quer fugir das novas tecnologias e apostar no que está mais que atestado, selecionamos 15 carros livres de correia banhada, motor três cilindros, turbo ou caixa de dupla embreagem. Confira!
Chevrolet Spin é o único modelo da GM no Brasil com o veterano e confiável motor Familia 1, aspirado e com quatro cilindros (Foto: GM | Divulgação)
O Chevrolet Spin é um veterano no mercado brasileiro. O monovolume chegou em 2012 para aposentar Meriva e Zafira numa única tacada.
Desde sua estreia, o modelo utiliza o motor Família I 1.8 de 111 cv e 17,7 kgfm de torque. O modelo pode ser combinado com transmissão automática de seis marchas ou caixa manual de seis velocidades.
Ao contrário dos parentes Onix, Onix Plus, Tracker e Montana, o monovolume utiliza correia dentada convencional e não a polêmica correia banhada a óleo. Além disso, seu motor ainda conta com aspiração natural e transmissão automática é a tradicional caixa com conversor de torque.
Fiat Argo é o único hatch compacto do mercado com motor aspirado de quatro cilindros (Foto: Fiat | Divulgação)
O Fiat Argo é o único hatch compacto com motor quatro cilindros. Todos seus demais rivais utilizam blocos com apenas três pistões. Até mesmo o caçula Mobi, que perdeu a unidade Fire 1.0 no fim de 2024.
O motor Firefly 1.3 de 107 cv e 14,2 kgfm de torque conta com acionamento por corrente de comando. A unidade é combinada com caixa automática, do tipo CVT, com emulação de sete velocidades.
Vale lembrar que o modelo também pode ser equipado com a o bloco Firefly 1.0 (três cilindros) de 75 cv e 10,5 kgfm de torque. A Stellantis ainda conta com motor Turbo 200 1.0 de 130 cv e 20,5 kgfm de torque, mas decidiu não aplicar ao hatch.
Cronos repete a receita do Argo, mas conta com opção 1.0 três cilindros (Foto: Fiat | Divulgação)
O Fiat Cronos segue a mesma receita do Argo. Ele também pode ser equipado pelo motor três cilindros 1.0 de 75 cv, mas também foi preterido da opção turbo. As transmissões são manual de cinco marchas (com motor 1.0) ou CVT de sete velocidades (com motor 1.3), bem longe das contestadas caixas de dupla embreagem.
Fiat Pulse foi o primeiro modelo da Stellantis a contar motor 1.0 turbo 3 cilindros, mas ele ainda conta com versão 1.3 de quatro cilindros, com acionamento por corrente (Foto: Fiat |Divulgação)
O Pulse foi o modelo que estreou o motor 1.0 turbo de 130 cv e 20,4 kgfm de torque da Stellantis. No entanto, o SUV também conta com opção de entrada que combina motor 1.3 de 107 cv e transmissão automática do tipo CVT. A versão manual foi descontinuada.
Fiat Strada perdeu o consagrado motor Fire Evo 1.4, mas ainda conta com o Firefly na lista de opções (Foto: Fiat | Divulgação)
Na seara das picapes, a Strada mantém motor 1.3 de 107 cv que pode ser combinado com transmissões manual ou automática (CVT). Ela é o único modelo da marca italiana (de uso pessoal) que combina motor quatro cilindros com caixa manual.
Nem turbo, três cilindros, correia banhada ou dupla embreagem, o Honda City aposta na receita tradicional (Foto: Honda | Divulgação)
Os japoneses são os mais conservadores em adotar blocos três cilindros e demais tecnologias em seus carros. A Honda aposta no bom e velho motor quatro cilindros que acompanha o City desde que chegou por aqui em 2009.
Na atual geração, o bloco 1.5, com acionamento por corrente, passou por modernizações como uso de injeção direta. Tudo isso lhe confere 126 cv e 15,8 kgfm de torque.
Ou seja, ele oferece números próximos de compactos que utilizam motores 1.0 turbo três cilindros. Todas as versões utilizam transmissão do tipo CVT, com emulação de sete marchas.
Versão hatchback segue o mesmo padrão de conjunto mecânico do sedã (Foto: Honda | Divulgação)
A versão hatchback do City chegou para suceder o Fit. Assim como a versão sedã, ele utiliza o mesmo conjunto mecânico em todas as versões e passa longe de turbinas, correias banhadas a óleo, dupla embreagem ou três cilindros.
A Honda oferece versão turbo do HR-V, mas conta com opção aspirada para quem não quer saber de modismo (Foto: Honda | Divulgação)
Se o amigo faz questão de um utilitário-esportivo, e que seja Honda, mas não quer saber de turbo, a escolha é HR-V, equipado com unidade 1.5 de 126 cv. É o mesmo conjunto do City, mas com o estilo da carroceria SUV.
O Versa está longe de ser um sedã esportivo, como o visual sugere, mas aposta na mecânica tradicional (Foto: Murilo Góes | Nissan)
O Nissan Versa é outra opção de sedã compacto livre das modernidades que deixam muitos motoristas com o pé atrás. O modelo nipo-mexicano é equipado com bloco 1.6 aspirado, quatro cilindros, corrente de comando e transmissão do tipo CVT.
Longe do vigor do motor turbo, a unidade 1.6 do Versa entrega 113 cv e 15,3 kgfm de torque. Para quem não quer apostar nos ingredientes modernos, pode ser uma boa escolha.
Sentra não quer saber de recursos modernos de engenharia, mas ganhou motor eficiente que atende as expectativas de clientes mais conservadores (Foto: Murilo Góes/Divulgação Nissan)
A atual geração do Nissan Sentra chegou em 2023 e gerou reclamações por apostar em um motor 2.0 aspirado, enquanto seus rivais já tinham adotado turbo e sistemas eletrificados.
Mas fato é que o japonês cai com uma luva para o consumidor que busca um dos raros sedãs médios da praça, mas não confia nos apetrechos do momento.
Seu motor 2.0 entrega 151 cv e 20 kgfm de torque, combinado com caixa, do tipo CVT, de oito marchas emuladas. O conjunto não faz dele o mais vigoroso do mercado, mas é extremamente confiável.
Renault Duster é o eterno SUV raiz e conta motor 1.6 quatro cilindros, de aspiração natural, corrente de comando e transmissão manual para quem quer fugir da dupla embreagem (Foto: Renault | Divulgação)
O mercado SUV está abarrotado de modelos com motores turbo de três cilindros. E quem faz questão da carroceria, mas quer um modelo cascudo, o Renault Duster é a melhor escolha.
O SUV é o único que combina motor 1.6 (aspirado) de 120 cv com transmissão manual de cinco marchas. Mas saiba que essa configuração só está disponível para a versão de entrada Intense Plus.
Oroch é opção entre as intermediárias que não utiliza motor turbo (Foto: Renault | Divulgação)
A picape Oroch também é outro modelo que abre mão de qualquer modernidade em nome da confiabilidade e simplicidade. Assim, como o irmão Duster, a caminhonete pode ser equipada com caixa manual e motor 1.6 de 120 cv em sua versão de entrada.
A versão esportivada do Corolla possui acerto de suspensão mais firme e conta com conhecido motor 2.0 de quatro cilindros da marca japonesa (Foto: Toyota | Divulgação)
O Toyota Corolla foi o primeiro automóvel nacional a sair de fábrica com sistema híbrido. Mas a marca japonesa não tirou de linha seu conjunto simplificado.
O sedã ainda é oferecido com motor 2.0 de 175 cv e 21,3 kgfm de torque e transmissão automática, do tipo CVT, com emulação de 10 marchas. É feijão sem bicho para quem não quer saber de turbina ou correia banhada a óleo. Ele utiliza a respeitada corrente de comando.
Corolla Cross é o único SUV médio com motor aspirado no Brasil
A mesma configuração de conjunto mecânico do sedã se aplica ao SUV. O motor aspirado é praticamente exclusividade dele no segmento de utilitários médios
Velha de guerra, a Saveiro é o modelo mais antigo da lista, mas é escolha segura para quem não se encoraja a apostar em turbo, correia banhada, três cilindros ou transmissão com dupla embreagem (Foto: VW | Divulgação)
O motor EA111 desapareceu dos automóveis de passeio da Volkswagen. Mas ele continua firme e forte na Saveiro. A picape veterana é o único modelo da marca com motor quatro cilindros de aspiração natural.
O motor 1.6 de 116 cv e 16,1 kgfm de torque é combinado sempre com transmissão manual de cinco marchas. A Saveiro é um dos modelos mais antigos em linha, mas é a escolha para quem não quer ouvir falar de correia banhada a óleo, motor turbo, três cilindros ou caixa de dupla embreagem
O dia 31 de março foi a data limite para comercialização da dupla Yaris e Yaris Sedan, da Toyota. O modelo já tinha sido descontinuado em 2024, por não atender às normas de emissões do Proconve L8, mas a marca poderia vender as unidades restantes até o fim de março.
A dupla Yaris e Yaris Sedan deixou o mercado e encolhe a lista de carros de mecânica “tradicional” (Foto: Toyota | Divulgação)
Tanto o hatch, como o sedã, eram equipados com motor 1.5 aspirado, de quatro cilindros, de 110 cv e 14,9 kgfm de torque, combinado com transmissão automática, do tipo CVT, e emulação de sete marchas.
Provavelmente devem restar algumas unidades, já licenciadas, na rede de concessionários. Vale a pena conferir se o amigo é daqueles que aposta na receita tradicional de conjunto mecânico.
VEJA TAMBÉM:
E como toda novidade, há defeitos e desacertos que muitas vezes não são previstos nos ensaios laboratoriais. O problema é que são falhas que causam prejuízos aos consumidores. E mesmo que sejam pontuais, acabam “queimando o filme” de um modelo em específico ou de um conceito de engenharia.
Trauma da dupla embreagem e correia banhada a óleo
Foi o que aconteceu com a transmissão de dupla embreagem da Ford, que prejudicou donos de modelos como EcoSport, Fiesta e Focus. Mas a polêmica mais recente é a correia dentada banhada a óleo dos Chevrolet Onix, Onix Plus, Tracker e Montana. O rompimento precoce da tira de borracha se transformou num pesadelo para muitos proprietários.
Motores três cilindros ou turbo têm vida útil menor?
Muita gente ainda tem desconfiança dos motores três cilindros, por considerá-los mais frágeis. Mesmo que em termos de engenharia eles funcionem como qualquer outro bloco com quatro, cinco, seis, oito, 10 ou 12 pistões.

Criou-se um consenso de que os motores três cilindros não são duráveis como os similares com quatro pistões, mas já são a esmagadora maioria no mercado (Foto: Shutterstock)
E também há quem não queira saber do tal motor turbo, por considerar que eles quebram fácil – como os antigos motores aspirados que eram turbinados em oficinas, sem o devido tratamento térmico ou com pressões que superavam a tolerância das peças. Com os motores modernos, muitas vezes, o problema está na manutenção inadequada, uso de lubrificante fora da especificação e outros fatores que acabam acelerando o desgaste do sistema.
Mas para ajudar o consumidor que quer fugir das novas tecnologias e apostar no que está mais que atestado, selecionamos 15 carros livres de correia banhada, motor três cilindros, turbo ou caixa de dupla embreagem. Confira!
1. Chevrolet Spin 1.8

Chevrolet Spin é o único modelo da GM no Brasil com o veterano e confiável motor Familia 1, aspirado e com quatro cilindros (Foto: GM | Divulgação)
O Chevrolet Spin é um veterano no mercado brasileiro. O monovolume chegou em 2012 para aposentar Meriva e Zafira numa única tacada.
Desde sua estreia, o modelo utiliza o motor Família I 1.8 de 111 cv e 17,7 kgfm de torque. O modelo pode ser combinado com transmissão automática de seis marchas ou caixa manual de seis velocidades.
Ao contrário dos parentes Onix, Onix Plus, Tracker e Montana, o monovolume utiliza correia dentada convencional e não a polêmica correia banhada a óleo. Além disso, seu motor ainda conta com aspiração natural e transmissão automática é a tradicional caixa com conversor de torque.
2. Fiat Argo 1.3

Fiat Argo é o único hatch compacto do mercado com motor aspirado de quatro cilindros (Foto: Fiat | Divulgação)
O Fiat Argo é o único hatch compacto com motor quatro cilindros. Todos seus demais rivais utilizam blocos com apenas três pistões. Até mesmo o caçula Mobi, que perdeu a unidade Fire 1.0 no fim de 2024.
O motor Firefly 1.3 de 107 cv e 14,2 kgfm de torque conta com acionamento por corrente de comando. A unidade é combinada com caixa automática, do tipo CVT, com emulação de sete velocidades.
Vale lembrar que o modelo também pode ser equipado com a o bloco Firefly 1.0 (três cilindros) de 75 cv e 10,5 kgfm de torque. A Stellantis ainda conta com motor Turbo 200 1.0 de 130 cv e 20,5 kgfm de torque, mas decidiu não aplicar ao hatch.
3. Fiat Cronos 1.3

Cronos repete a receita do Argo, mas conta com opção 1.0 três cilindros (Foto: Fiat | Divulgação)
O Fiat Cronos segue a mesma receita do Argo. Ele também pode ser equipado pelo motor três cilindros 1.0 de 75 cv, mas também foi preterido da opção turbo. As transmissões são manual de cinco marchas (com motor 1.0) ou CVT de sete velocidades (com motor 1.3), bem longe das contestadas caixas de dupla embreagem.
4. Fiat Pulse 1.3

Fiat Pulse foi o primeiro modelo da Stellantis a contar motor 1.0 turbo 3 cilindros, mas ele ainda conta com versão 1.3 de quatro cilindros, com acionamento por corrente (Foto: Fiat |Divulgação)
O Pulse foi o modelo que estreou o motor 1.0 turbo de 130 cv e 20,4 kgfm de torque da Stellantis. No entanto, o SUV também conta com opção de entrada que combina motor 1.3 de 107 cv e transmissão automática do tipo CVT. A versão manual foi descontinuada.
5. Fiat Strada 1.3

Fiat Strada perdeu o consagrado motor Fire Evo 1.4, mas ainda conta com o Firefly na lista de opções (Foto: Fiat | Divulgação)
Na seara das picapes, a Strada mantém motor 1.3 de 107 cv que pode ser combinado com transmissões manual ou automática (CVT). Ela é o único modelo da marca italiana (de uso pessoal) que combina motor quatro cilindros com caixa manual.
6. Honda City 1.5

Nem turbo, três cilindros, correia banhada ou dupla embreagem, o Honda City aposta na receita tradicional (Foto: Honda | Divulgação)
Os japoneses são os mais conservadores em adotar blocos três cilindros e demais tecnologias em seus carros. A Honda aposta no bom e velho motor quatro cilindros que acompanha o City desde que chegou por aqui em 2009.
Na atual geração, o bloco 1.5, com acionamento por corrente, passou por modernizações como uso de injeção direta. Tudo isso lhe confere 126 cv e 15,8 kgfm de torque.
Ou seja, ele oferece números próximos de compactos que utilizam motores 1.0 turbo três cilindros. Todas as versões utilizam transmissão do tipo CVT, com emulação de sete marchas.
7. Honda City HB 1.5

Versão hatchback segue o mesmo padrão de conjunto mecânico do sedã (Foto: Honda | Divulgação)
A versão hatchback do City chegou para suceder o Fit. Assim como a versão sedã, ele utiliza o mesmo conjunto mecânico em todas as versões e passa longe de turbinas, correias banhadas a óleo, dupla embreagem ou três cilindros.
8. Honda HR-V 1.5

A Honda oferece versão turbo do HR-V, mas conta com opção aspirada para quem não quer saber de modismo (Foto: Honda | Divulgação)
Se o amigo faz questão de um utilitário-esportivo, e que seja Honda, mas não quer saber de turbo, a escolha é HR-V, equipado com unidade 1.5 de 126 cv. É o mesmo conjunto do City, mas com o estilo da carroceria SUV.
9. Nissan Versa. 1.6

O Versa está longe de ser um sedã esportivo, como o visual sugere, mas aposta na mecânica tradicional (Foto: Murilo Góes | Nissan)
O Nissan Versa é outra opção de sedã compacto livre das modernidades que deixam muitos motoristas com o pé atrás. O modelo nipo-mexicano é equipado com bloco 1.6 aspirado, quatro cilindros, corrente de comando e transmissão do tipo CVT.
Longe do vigor do motor turbo, a unidade 1.6 do Versa entrega 113 cv e 15,3 kgfm de torque. Para quem não quer apostar nos ingredientes modernos, pode ser uma boa escolha.
10. Nissan Sentra 2.0

Sentra não quer saber de recursos modernos de engenharia, mas ganhou motor eficiente que atende as expectativas de clientes mais conservadores (Foto: Murilo Góes/Divulgação Nissan)
A atual geração do Nissan Sentra chegou em 2023 e gerou reclamações por apostar em um motor 2.0 aspirado, enquanto seus rivais já tinham adotado turbo e sistemas eletrificados.
Mas fato é que o japonês cai com uma luva para o consumidor que busca um dos raros sedãs médios da praça, mas não confia nos apetrechos do momento.
Seu motor 2.0 entrega 151 cv e 20 kgfm de torque, combinado com caixa, do tipo CVT, de oito marchas emuladas. O conjunto não faz dele o mais vigoroso do mercado, mas é extremamente confiável.
11. Renault Duster 1.6

Renault Duster é o eterno SUV raiz e conta motor 1.6 quatro cilindros, de aspiração natural, corrente de comando e transmissão manual para quem quer fugir da dupla embreagem (Foto: Renault | Divulgação)
O mercado SUV está abarrotado de modelos com motores turbo de três cilindros. E quem faz questão da carroceria, mas quer um modelo cascudo, o Renault Duster é a melhor escolha.
O SUV é o único que combina motor 1.6 (aspirado) de 120 cv com transmissão manual de cinco marchas. Mas saiba que essa configuração só está disponível para a versão de entrada Intense Plus.
12. Renault Oroch 1.6

Oroch é opção entre as intermediárias que não utiliza motor turbo (Foto: Renault | Divulgação)
A picape Oroch também é outro modelo que abre mão de qualquer modernidade em nome da confiabilidade e simplicidade. Assim, como o irmão Duster, a caminhonete pode ser equipada com caixa manual e motor 1.6 de 120 cv em sua versão de entrada.
13. Toyota Corolla 2.0

A versão esportivada do Corolla possui acerto de suspensão mais firme e conta com conhecido motor 2.0 de quatro cilindros da marca japonesa (Foto: Toyota | Divulgação)
O Toyota Corolla foi o primeiro automóvel nacional a sair de fábrica com sistema híbrido. Mas a marca japonesa não tirou de linha seu conjunto simplificado.
O sedã ainda é oferecido com motor 2.0 de 175 cv e 21,3 kgfm de torque e transmissão automática, do tipo CVT, com emulação de 10 marchas. É feijão sem bicho para quem não quer saber de turbina ou correia banhada a óleo. Ele utiliza a respeitada corrente de comando.
14. Toyota Corolla Cross 2.0

Corolla Cross é o único SUV médio com motor aspirado no Brasil
A mesma configuração de conjunto mecânico do sedã se aplica ao SUV. O motor aspirado é praticamente exclusividade dele no segmento de utilitários médios
15. Volkswagen Saveiros 1.6

Velha de guerra, a Saveiro é o modelo mais antigo da lista, mas é escolha segura para quem não se encoraja a apostar em turbo, correia banhada, três cilindros ou transmissão com dupla embreagem (Foto: VW | Divulgação)
O motor EA111 desapareceu dos automóveis de passeio da Volkswagen. Mas ele continua firme e forte na Saveiro. A picape veterana é o único modelo da marca com motor quatro cilindros de aspiração natural.
O motor 1.6 de 116 cv e 16,1 kgfm de torque é combinado sempre com transmissão manual de cinco marchas. A Saveiro é um dos modelos mais antigos em linha, mas é a escolha para quem não quer ouvir falar de correia banhada a óleo, motor turbo, três cilindros ou caixa de dupla embreagem
Homenagem póstuma
O dia 31 de março foi a data limite para comercialização da dupla Yaris e Yaris Sedan, da Toyota. O modelo já tinha sido descontinuado em 2024, por não atender às normas de emissões do Proconve L8, mas a marca poderia vender as unidades restantes até o fim de março.

A dupla Yaris e Yaris Sedan deixou o mercado e encolhe a lista de carros de mecânica “tradicional” (Foto: Toyota | Divulgação)
Tanto o hatch, como o sedã, eram equipados com motor 1.5 aspirado, de quatro cilindros, de 110 cv e 14,9 kgfm de torque, combinado com transmissão automática, do tipo CVT, e emulação de sete marchas.
Provavelmente devem restar algumas unidades, já licenciadas, na rede de concessionários. Vale a pena conferir se o amigo é daqueles que aposta na receita tradicional de conjunto mecânico.