O Boris sempre alerta para tomar cuidado na hora de levar o carro para o mecânico, pois existem profissionais desonestos que tentam tirar proveito do cliente. Em uma revisão periódica o certo é mexer apenas no que for necessário para garantir que tudo ocorra bem até a próxima revisão.
Porém os picaretas gostam de empurrar serviços extra, com aquela velha desculpa de ser algo preventivo ou “mal não faz”. Sim, não faz mal para o carro mas também não faz bem para o seu bolso, pois só aumenta a conta. Separamos aqui alguns serviços que você deve evitar em revisões.
VEJA TAMBÉM:
Bico injeto só se limpa se estiver entupido, não existe limpeza preventiva (Foto: Shutterstock)
Falando de forma simples, o bico injetor é uma peça que pode estar limpa ou suja. Se existisse uma necessidade periódica de limpeza para garantir seu funcionamento ou para prevenir o entupimento, existiria no plano de revisão.
Os bicos injetores podem sim entupir, com o uso de combustível de má qualidade ou adulterado. Mas nesse caso é nítida a perda de potência do motor e aumento no consumo. Mas fora desse tipo de caso, recuse a limpeza preventiva pois ela só vai limpar o seu bolso.
Só faça a cambagem se o manual do carro pedir (Foto: Shutterstock)
Alinhamento e balanceamento das rodas são serviços simples e que servem para manter seu carro com boa estabilidade. No alinhamento é feito o ajuste de direção e convergência, o ajuste do camber das rodas só é necessário em casos extremos. Muitos modelos nem permitem esse ajuste, caso um mecânico tente fazer pode empenar algum componente da suspensão.
No passado era comum ter a regulagem do camber no processo de alinhamento, porém muito mudou desde então. Para garantir, consulte o manual do seu veículo para saber se realmente precisa.
Tem carro que não precisa trocar o óleo do câmbio (Foto: Fiat | Divulgação)
Esse item é polêmico, pois muitos fabricantes recomendam a troca do óleo da caixa de marchas enquanto outros não. Caso o fabricante do seu veículo faça essa recomendação no manual, realize a troca do óleo na apenas quilometragem recomendada. Nada de adiantar a troca em uma revisão ou até mesmo fazer por prevenção.
Se o manual diz que não precisa da troca, não faça. Nesse caso é usado um óleo long-life, para toda a vida útil do câmbio, e a caixa de marchas já chega na fábrica com o lubrificante. A troca só será necessária com quilometragens altíssimas, acima de 500 mil km, ou após décadas.
As lonas do freio traseiro duram muito mais que as pastilhas dianteiras (Foto: Shutterstock)
Cerca de 80% (ou mais) do esforço de frenagem é feio pelas rodas dianteiras. Os carros mais comuns em circulação têm tração dianteira, maior parte do peso fica sobre o eixo dianteiro e durante uma freada o peso desloca para a frente.
Por isso, o desgaste no sistema de freio traseiro é bem menor que o do dianteiro. A troca da lona de freio — ou até mesmo da pastilha em carros com disco na traseira — será sempre após várias trocas das pastilhas dianteiras. A manutenção que costuma ser frequente em revisões é a regulagem do freio de estacionamento, que não exige troca de peças e é bastante simples.
O catalisador dura centenas de milhares de quilômetros, quando apresentar problemas é melhor trocar logo (Foto: Shutterstock)
Você sabe quando é necessário se preocupar com o catalisador? Provavelmente nunca. Essa peça tem a mesma vida útil do motor do carro — e não pode ser recondicionada. Mecânicos picaretas ficam de olho em mexer no catalizador pois dentro dele vai metais preciosos que valem uma grana. Esse é inclusive o motivo para roubos de catalisadores, crime que está em alta.
O catalisador pode se danificar em caso de impactos ou com a queima incompleta do combustível. Com isso irá acender uma luz de alerta no painel e o carro perderá força. Nessa situação o ideal é trocar o catalisador por um novo, pois ele irá durar muito tempo.
O nitrogênio, também chamado de “ar premium”, só faz diferença em supercarros (Foto: Shutterstock)
Tem mecânico que usa um papinho sobre usar “ar premium” para calibrar os pneus alegando todo tipo de benefício. Esse ar nada mais é que o nitrogênio, um gás que é usado para calibrar pneu de superesportivos e carros de corrida. Mas em um carro comum não traz vantagem alguma.
O nitrogênio é mais estável que o ar atmosférico e consegue manter a calibragem por mais tempo. Porém não existe com facilidade em calibradores de postos e quando existe tem que pagar para calibrar.
O post 5 serviços que podem não existir na revisão, mas entram no orçamento apareceu primeiro em AutoPapo.
Continue lendo...
Porém os picaretas gostam de empurrar serviços extra, com aquela velha desculpa de ser algo preventivo ou “mal não faz”. Sim, não faz mal para o carro mas também não faz bem para o seu bolso, pois só aumenta a conta. Separamos aqui alguns serviços que você deve evitar em revisões.
VEJA TAMBÉM:
- Catalisador pode ter longa vida útil: manutenção é fator determinante
- Mito ou verdade: limpeza de bico injetor preventiva é necessária?
- Nitrogênio nos pneus: quem fica duro após a calibragem é você
1. Limpeza preventiva de bicos injetores
Bico injeto só se limpa se estiver entupido, não existe limpeza preventiva (Foto: Shutterstock)
Falando de forma simples, o bico injetor é uma peça que pode estar limpa ou suja. Se existisse uma necessidade periódica de limpeza para garantir seu funcionamento ou para prevenir o entupimento, existiria no plano de revisão.
Os bicos injetores podem sim entupir, com o uso de combustível de má qualidade ou adulterado. Mas nesse caso é nítida a perda de potência do motor e aumento no consumo. Mas fora desse tipo de caso, recuse a limpeza preventiva pois ela só vai limpar o seu bolso.
2. Cambagem
Só faça a cambagem se o manual do carro pedir (Foto: Shutterstock)
Alinhamento e balanceamento das rodas são serviços simples e que servem para manter seu carro com boa estabilidade. No alinhamento é feito o ajuste de direção e convergência, o ajuste do camber das rodas só é necessário em casos extremos. Muitos modelos nem permitem esse ajuste, caso um mecânico tente fazer pode empenar algum componente da suspensão.
No passado era comum ter a regulagem do camber no processo de alinhamento, porém muito mudou desde então. Para garantir, consulte o manual do seu veículo para saber se realmente precisa.
3. Troca do óleo de câmbio
Tem carro que não precisa trocar o óleo do câmbio (Foto: Fiat | Divulgação)
Esse item é polêmico, pois muitos fabricantes recomendam a troca do óleo da caixa de marchas enquanto outros não. Caso o fabricante do seu veículo faça essa recomendação no manual, realize a troca do óleo na apenas quilometragem recomendada. Nada de adiantar a troca em uma revisão ou até mesmo fazer por prevenção.
Se o manual diz que não precisa da troca, não faça. Nesse caso é usado um óleo long-life, para toda a vida útil do câmbio, e a caixa de marchas já chega na fábrica com o lubrificante. A troca só será necessária com quilometragens altíssimas, acima de 500 mil km, ou após décadas.
4. Troca da lona de freio
As lonas do freio traseiro duram muito mais que as pastilhas dianteiras (Foto: Shutterstock)
Cerca de 80% (ou mais) do esforço de frenagem é feio pelas rodas dianteiras. Os carros mais comuns em circulação têm tração dianteira, maior parte do peso fica sobre o eixo dianteiro e durante uma freada o peso desloca para a frente.
Por isso, o desgaste no sistema de freio traseiro é bem menor que o do dianteiro. A troca da lona de freio — ou até mesmo da pastilha em carros com disco na traseira — será sempre após várias trocas das pastilhas dianteiras. A manutenção que costuma ser frequente em revisões é a regulagem do freio de estacionamento, que não exige troca de peças e é bastante simples.
5. Catalizador recondicionado
O catalisador dura centenas de milhares de quilômetros, quando apresentar problemas é melhor trocar logo (Foto: Shutterstock)
Você sabe quando é necessário se preocupar com o catalisador? Provavelmente nunca. Essa peça tem a mesma vida útil do motor do carro — e não pode ser recondicionada. Mecânicos picaretas ficam de olho em mexer no catalizador pois dentro dele vai metais preciosos que valem uma grana. Esse é inclusive o motivo para roubos de catalisadores, crime que está em alta.
O catalisador pode se danificar em caso de impactos ou com a queima incompleta do combustível. Com isso irá acender uma luz de alerta no painel e o carro perderá força. Nessa situação o ideal é trocar o catalisador por um novo, pois ele irá durar muito tempo.
Bônus: Ar “premium” nos pneus
O nitrogênio, também chamado de “ar premium”, só faz diferença em supercarros (Foto: Shutterstock)
Tem mecânico que usa um papinho sobre usar “ar premium” para calibrar os pneus alegando todo tipo de benefício. Esse ar nada mais é que o nitrogênio, um gás que é usado para calibrar pneu de superesportivos e carros de corrida. Mas em um carro comum não traz vantagem alguma.
O nitrogênio é mais estável que o ar atmosférico e consegue manter a calibragem por mais tempo. Porém não existe com facilidade em calibradores de postos e quando existe tem que pagar para calibrar.
O post 5 serviços que podem não existir na revisão, mas entram no orçamento apareceu primeiro em AutoPapo.
Continue lendo...