Em uma época ditatorial e com políticas protecionistas, quem quisesse andar de moto nos anos 1970, no Brasil, tinha que se contentar com os modelos nacionais ou com as antigas japonesas que circulavam no mercado de usados. Essa necessidade de ter um modelo robusto e com peças acessíveis que instigou Luiz Antônio Gomide e José Carlos Biston a criarem a até hoje aclamada Amazonas: com motor de Fusca, se tornou um símbolo nacional quando se fala em motocicletas.
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Foto: Internet | Reprodução
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Também chamada de Motovolks, a Amazonas foi a primeira moto do mundo a conter marcha ré – característica derivada do fato de o modelo ter, além do motor VW, uma caixa de marchas dos automóveis da marca.
A Amazonas era uma verdadeira mistura de peças e após o interesse da Auto Importadora Ferreira Rodrigues, foi atualizada com mais itens automotivos como: painel e comandos elétricos do Volkswagen Passat, farol de caminhão Mercedes-Benz, cáliper do freio do Ford Corcel e outros.
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Amazonas 1600
- Na época, os idealizadores necessitavam de um modelo que utilizasse peças brasileiras. Então inicialmente criaram uma moto com o motor de um Volkswagen 1500 refrigerado a ar e chassi aproveitado de uma Harley-Davidson modelo Indian.
Também chamada de Motovolks, a Amazonas foi a primeira moto do mundo a conter marcha ré – característica derivada do fato de o modelo ter, além do motor VW, uma caixa de marchas dos automóveis da marca.
A Amazonas era uma verdadeira mistura de peças e após o interesse da Auto Importadora Ferreira Rodrigues, foi atualizada com mais itens automotivos como: painel e comandos elétricos do Volkswagen Passat, farol de caminhão Mercedes-Benz, cáliper do freio do Ford Corcel e outros.
- Em 1979, a Amazonas recebeu um motor de 1.584 cm³, que era capaz de 56 cv de potência a 4.500 rpm e 10 kgfm de torque a 3.000 rpm. O que mais impressionava na gigante era o conforto, que mesmo pesando seus 407 kg, até a segunda marcha, era uma excelente opção para rodovias.
- Tendo dois carburadores no sistema de injeção, a gigante fazia de 0 km/h a 100 km/h em menos de 10 segundos. Suas suspensões eram telescópicas na dianteira e com duplo amortecedor na parte de trás. Para segurar todo seu peso ela contava com dois discos de freios na roda dianteira e um atrás.
Fim de um legado
- Em 1986, a fábrica da Amazonas foi vendida para o empresário Guilherme Hannud Filho, que continuou a produção até 1988, quando foram encerradas as atividades. Em 1990, os criadores da motocicleta apresentaram, no Salão do Automóvel de São Paulo, um novo projeto utilizando motor VW 1600. Batizada de Kahena, era uma evolução do produto original, com chassi de aço estampado, transmissão por eixo cardã e suspensão traseira monobraço. Porém, sua produção ocorreu artesanalmente, resumindo-se a apenas algumas unidades e descontinuada no final dos anos 1990.
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