Um acidente fatal, envolvendo um policial Civil, nesta segunda-feira (12), em Belo Horizonte, reacendeu um alerta sobre os airbags da Takata. A bordo de um Honda Civic, o servidor público se envolveu em um engavetamento e foi encontrado com uma perfuração no peito. A Polícia Civil não descarta a hipótese de que o ferimento teria sido causado por estilhaços do deflagrador da bolsa.
Alexandrino Guilherme Ferreira Junior, de 40 anos, estava dirigindo um Honda Civic de oitava geração, que era uma viatura descaracterizada. O modelo está na lista de recall da Takata devido ao airbag defeituoso. O problema envolveu mais de 60 milhões de carros em todo mundo e foram registrados diversos casos fatais provocados por estilhaços do invólucro do insuflador.
A Honda e praticamente todos os fabricantes instalados no Brasil já emitiram diversas convocações de recall para a troca da peça defeituosa. No entanto, boa parte dos carros ainda não passaram pelo reparo. Marcas como Chevrolet até chegaram a oferecer benefícios para quem levasse o carro à rede autorizada.
Na hora do acidente o trânsito no Viaduto Leste, na região Centro-Sul de BH, estava lento e o Honda Civic de Alexandrino seguiu o caminho sem reduzir a velocidade e parando após bater no carro que estava logo à frente.
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O motorista do veículo que ia a frente foi até o carro do Policial Civil e percebeu que ele estava inconsciente. Ao quebrar a janela para prestar socorro as pessoas perceberam que Alexandrino estava com um extenso sangramento na região do tórax.
No entanto, testemunhas disseram ter ouvido o barulho do disparo de uma arma de fogo, e o motorista que prestou socorro ao PC afirmou ter encontrado uma arma na cintura da vítima.
No entanto, de acordo com o portal G1, a polícia Civil informou que não foram encontrados vestígios de estilhaços de projétil de arma de fogo no local dos fatos e no corpo da vítima”, o que aumenta a suspeita do airbag Takata.
O AutoPapo entrou em contato com a Honda um balanço dos carros que já fizeram a troca do airbag da Takata, e se o modelo em questão atendeu ou não ao recall e aguarda resposta.
O defeito nos airbags está em um componente chamado deflagrador. A peça é um recipiente de metal que contém um químico gerador de gás.
O deflagrador é responsável pela expansão imediata da bolsa de ar que amortece o impacto contra os ocupantes em acidentes.
A falha ocorre apenas em caso de colisão, quando o airbag da Takata é ativado.
Então, o deflagrador defeituoso explode, rompendo a bolsa de tecido e lançando estilhaços de metal, em alta velocidade, contra os ocupantes do carro.
As lesões que resultam são muito graves e já mataram ao menos 29 pessoas no mundo, uma delas, no Brasil.
O gerador de gás que a Takata usa é o nitrato de amônio, uma substância sólida e explosiva.
É necessário o uso de um propelente no sistema, pois o deflagrador deve ser capaz de inflar a bolsa em microssegundos para proteger os ocupantes do impacto.
O químico, no entanto, deve ter uma ação controlada e não destrutiva. O problema é que o nitrato de amônio é considerado um material instável.
De acordo com as investigações realizadas pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão norte-americano responsável pela segurança no trânsito, a substância sofreu uma deterioração que alterou suas propriedades, tornando-a excessivamente explosiva.
Segundo os resultados divulgados pela organização, o que levou à alteração foram altas taxas de umidade e/ou grandes variações de temperatura.
Ou seja, condições naturais do ambiente de diversas regiões, inclusive do Brasil. Porém, a degradação ocorre apenas com o tempo, o que transforma os airbags afetados em bombas-relógio.
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Alexandrino Guilherme Ferreira Junior, de 40 anos, estava dirigindo um Honda Civic de oitava geração, que era uma viatura descaracterizada. O modelo está na lista de recall da Takata devido ao airbag defeituoso. O problema envolveu mais de 60 milhões de carros em todo mundo e foram registrados diversos casos fatais provocados por estilhaços do invólucro do insuflador.
A Honda e praticamente todos os fabricantes instalados no Brasil já emitiram diversas convocações de recall para a troca da peça defeituosa. No entanto, boa parte dos carros ainda não passaram pelo reparo. Marcas como Chevrolet até chegaram a oferecer benefícios para quem levasse o carro à rede autorizada.
Na hora do acidente o trânsito no Viaduto Leste, na região Centro-Sul de BH, estava lento e o Honda Civic de Alexandrino seguiu o caminho sem reduzir a velocidade e parando após bater no carro que estava logo à frente.
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O motorista do veículo que ia a frente foi até o carro do Policial Civil e percebeu que ele estava inconsciente. Ao quebrar a janela para prestar socorro as pessoas perceberam que Alexandrino estava com um extenso sangramento na região do tórax.
No entanto, testemunhas disseram ter ouvido o barulho do disparo de uma arma de fogo, e o motorista que prestou socorro ao PC afirmou ter encontrado uma arma na cintura da vítima.
No entanto, de acordo com o portal G1, a polícia Civil informou que não foram encontrados vestígios de estilhaços de projétil de arma de fogo no local dos fatos e no corpo da vítima”, o que aumenta a suspeita do airbag Takata.
O AutoPapo entrou em contato com a Honda um balanço dos carros que já fizeram a troca do airbag da Takata, e se o modelo em questão atendeu ou não ao recall e aguarda resposta.
O problema no airbag Takata
O defeito nos airbags está em um componente chamado deflagrador. A peça é um recipiente de metal que contém um químico gerador de gás.
O deflagrador é responsável pela expansão imediata da bolsa de ar que amortece o impacto contra os ocupantes em acidentes.
A falha ocorre apenas em caso de colisão, quando o airbag da Takata é ativado.
Então, o deflagrador defeituoso explode, rompendo a bolsa de tecido e lançando estilhaços de metal, em alta velocidade, contra os ocupantes do carro.
As lesões que resultam são muito graves e já mataram ao menos 29 pessoas no mundo, uma delas, no Brasil.
A explosão
O gerador de gás que a Takata usa é o nitrato de amônio, uma substância sólida e explosiva.
É necessário o uso de um propelente no sistema, pois o deflagrador deve ser capaz de inflar a bolsa em microssegundos para proteger os ocupantes do impacto.
O químico, no entanto, deve ter uma ação controlada e não destrutiva. O problema é que o nitrato de amônio é considerado um material instável.
De acordo com as investigações realizadas pela National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), órgão norte-americano responsável pela segurança no trânsito, a substância sofreu uma deterioração que alterou suas propriedades, tornando-a excessivamente explosiva.
Segundo os resultados divulgados pela organização, o que levou à alteração foram altas taxas de umidade e/ou grandes variações de temperatura.
Ou seja, condições naturais do ambiente de diversas regiões, inclusive do Brasil. Porém, a degradação ocorre apenas com o tempo, o que transforma os airbags afetados em bombas-relógio.
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