A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) negocia com o Governo Federal a antecipação do cronograma de imposto de importação para carros elétricos e demais eletrificados. Na prática, a entidade deseja que os impostos que retornaram em janeiro de 2024 com tarifa de 12% de importação para híbridos e 10% para elétricos alcance o valor de 35% o quanto antes, adiantando o combinado que previa este número em junho de 2026.
Durante o Seminário AutoData Revisões das Perspectivas 2024, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, se posicionou a respeito.
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Segundo o próprio AutoData, Lima Leite fez duras críticas ao atual cenário que expõe alta de 38% nas importações de carros elétricos e outros tipos de veículos da categoria nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2023, valor muito expressivo. Além disso, a China contribuiu com 82% do crescimento das importações.
Mesmo que os representantes das fábricas nacionais se posicionem desta maneira, o próprio presidente diz que nada disso é um “ataque pessoal”.
Com a popularização dos carros elétricos e híbridos as importadoras têm crescido muito no mercado brsasileiro. Em 2023, por exemplo, as chinesas BYD e GWM assumiram um papel muito importante, com destaque para a primeira, que finalizou o ano entre as 10 maiores emplacadoras do país, mesmo sem fábrica por aqui. Em 2024 a BYD se mantém na posição e fica a frente de marcas que tem fábricas por aqui como Peugeot, Citroën, Caoa Chery e Suzuki.
Nas projeções a Anfavea mantém o crescimento de vendas este ano, com alta de 6,1% para autoveículos, chegando a 2 milhões e 450 mil unidades, leve alta de 0,7% nas exportações com o embarque de 407 mil veículos e produção com avanço de 6,2%, atingindo 2 milhões e 470 mil unidades. Mas Leite pontuou que exportações e produção podem não atingir estas estimativas.
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Durante o Seminário AutoData Revisões das Perspectivas 2024, o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, se posicionou a respeito.
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Segundo o próprio AutoData, Lima Leite fez duras críticas ao atual cenário que expõe alta de 38% nas importações de carros elétricos e outros tipos de veículos da categoria nos primeiros cinco meses do ano em relação ao mesmo período de 2023, valor muito expressivo. Além disso, a China contribuiu com 82% do crescimento das importações.
Continuamos reféns das importações. Elas atacam a nossa competitividade, agora e no futuro. Se o Brasil quiser ter um olhar à frente, ser um grande competidor, precisamos analisar as importações com viés de preocupação. Com este volume crescente hoje é um risco para nossa indústria”, afirmou o Lima Leite
Mesmo que os representantes das fábricas nacionais se posicionem desta maneira, o próprio presidente diz que nada disso é um “ataque pessoal”.
Não queremos uma guerra comercial com os importados, mas precisamos defender nossa indústria”, pontuou o representante.
Crescimento das importações dos carros elétricos
Com a popularização dos carros elétricos e híbridos as importadoras têm crescido muito no mercado brsasileiro. Em 2023, por exemplo, as chinesas BYD e GWM assumiram um papel muito importante, com destaque para a primeira, que finalizou o ano entre as 10 maiores emplacadoras do país, mesmo sem fábrica por aqui. Em 2024 a BYD se mantém na posição e fica a frente de marcas que tem fábricas por aqui como Peugeot, Citroën, Caoa Chery e Suzuki.
Projeções da Anfavea
Nas projeções a Anfavea mantém o crescimento de vendas este ano, com alta de 6,1% para autoveículos, chegando a 2 milhões e 450 mil unidades, leve alta de 0,7% nas exportações com o embarque de 407 mil veículos e produção com avanço de 6,2%, atingindo 2 milhões e 470 mil unidades. Mas Leite pontuou que exportações e produção podem não atingir estas estimativas.
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