Notícia Após desastre, fábrica da Toyota em SP levará anos para ser reconstruída

A reconstrução da fábrica de motores da Toyota em Porto Feliz (SP), devastada por uma tempestade em setembro de 2025, exigirá um prazo maior do que o previsto inicialmente: a unidade só deve retomar sua capacidade plena de operação no início de 2028. A projeção foi confirmada por Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, ao jornal Valor Econômico. A gravidade dos danos estruturais — que incluíram o desabamento de uma ponte rolante sobre o maquinário sensível da linha de montagem — inviabilizou qualquer solução de curto prazo.

A solução da Toyota


Para custear a complexa recuperação, a montadora utilizará indenizações da seguradora combinadas a recursos próprios. Enquanto a planta original permanece inoperante, a Toyota montou uma operação de logística emergencial para evitar o desabastecimento da linha nacional.

A produção de propulsores foi transferida provisoriamente para um galpão alugado em Porto Feliz, que servia apenas como depósito. Simultaneamente, a empresa passou a importar componentes vitais de fábricas no Japão, Turquia e Indonésia. Para mitigar o impacto financeiro dessa operação externa, o governo brasileiro enquadrou essas peças no regime de Ex-Tarifário, concedendo redução ou isenção temporária do Imposto de Importação — medida essencial para manter a competitividade dos veículos.

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A importância estratégica de Porto Feliz é alta para a marca no país. Isso porque a unidade é a fornecedora exclusiva dos motores que equipam os modelos fabricados em Sorocaba (Corolla Cross, Yaris e Yaris Cross) e Indaiatuba (Corolla sedã). O impacto do desastre também alterou a cadeia global de suprimentos da marca: desde 2022, a planta brasileira exportava motores 2.0 Dynamic Force para o mercado norte-americano. Com a paralisação, os Estados Unidos voltaram a ser abastecidos diretamente pelo Japão.

No âmbito trabalhista, a catástrofe forçou uma readequação do quadro de funcionários. Parte dos cerca de 800 colaboradores da unidade afetada foi transferida para a planta de Sorocaba, enquanto outro contingente teve os contratos suspensos temporariamente, entrando em regime de layoff até que a situação fabril seja normalizada.

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