Games de corridas são boas vitrines para promover automóveis e suas marcas. A estratégia de marketing não é nova, desde os anos 1970 as indútrias de jogos e carros andam de mãos dadas. No final dos anos 1990, a Volkswagen apostou suas fichas num games simpático para promover o mais simpático de seus carros.
Certamente meus dois ou três leitores se lembram de um dos primeiros games com a marca de um fabricante de automóveis foi lançado em 1976 para fliperamas e se chamava “280-ZZZAP”. De lá para cá a coisa não parou mais.
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Lotus, Porsche, Ferrari, Lamborghini e outros fabricantes tiveram seus games exclusivos. Se formos considerar a exposição de marca, ter seu carro brilhando na tela dos televisores e monitores por hora ajuda a reforçar a identificação com o automóvel ou o emblema da fabricante.
E ter um game exclusivo garante à fabricante que seu produto não será subjugado por um concorrente. Imagine uma geração de moleques crescendo com a certeza de que seu carro é pior do que o similar vendido por seu rival?
Visual de Beetle Adventure Racing é agradável, mesmo depois de quase 25 anos
Certamente, em algum momento essa lembrança irá à tona quando esse pequeno se tornar adulto e tiver que escolher entre marca X ou Y. Certamente se alguém lhe perguntar sobre Caloi ou Monark, você terá uma resposta imediata.
Depois do sucesso de “The Need for Speed” (1994) no PC, PS1, 3DO e Sega Saturn, a Electronic Arts Canada se uniu ao estúdio Paradigm para desenvolver um game da franquia para o N64.
Para o console da Nintendo que ainda utilizava cartucho, não bastava apenas fazer um port ou depenar “Need” para caber na um unidade ROM do japonês. Era preciso um game ajustado para o console, capaz de explorar funcionalidades como o comando analógico central e até mesmo o módulo Rumble Pack, que produzia vibrações durante os jogos.
O game ainda teria carros e pistas exclusivas. Mas no meio do desenvolvimento o projeto foi cancelado. No entanto, pouco depois, a Volkswagen bateu na porta da Electronic Arts. Ela tinha lançado o New Beetle no final de 1997 e estava interessada em um game para promover o carrinho.
A VW queria um jogo em que o New Beetle fosse a única estrela. A EA tinha o projeto do “Need 64” na gaveta, bastou adicionar um monte de Fuscas, dar um polimento e embalar. O game chegou em 23 de março de 1999 no mercado norte-americano e canadense, com o nome de “Beetle Adventure Racing”. E foi lançado na Europa no segundo semestre.
Game oferece diferentes modalidades de corridas
O game permite que o jogador dispute campeonatos, jogue contra outro colega e outras modalidades. O título conta com seis pistas e oito competidores, sendo que os demais são controlados pela máquina.
O jogador também pode mudar a cor dos carrinhos. Mas tem uma pegadinha nesse ponto. As três opções de cores mostram diferentes rodas e também alteram atributos de aceleração, velocidade máxima e direção.
As corridas são divertidas e mesclam o estilo de jogabilidade de “Need for Speed”, mas com elementos de jogos caricados como “Super Mario Kart”. O jogdor tem uma vasta opção de atalhos e caixinhas de Nitro, que elevam a velocidade dos Fuscas.
Caixinhas nas beirada da estrada garantem potência extra ao Fusquinha
Não sei dizer se o jogo ajudou a VW vender mais Fuscas. Mas o que era fato que o game foi muito bem avaliado e até é um jogo divertido de jogar. Ainda hoje figura na lista dos melhores jogos do console da Big N.
Para jogar “Beetle Adventure Racing” o interessado terá que garimpar o cartucho, além de ter um Nintendo 64 . Em sites de vendas de usados as raras unidades podem custar mais de R$ 300.
O post Beetle Adventure Racing foi o Need for Speed do Fusca apareceu primeiro em AutoPapo.
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Certamente meus dois ou três leitores se lembram de um dos primeiros games com a marca de um fabricante de automóveis foi lançado em 1976 para fliperamas e se chamava “280-ZZZAP”. De lá para cá a coisa não parou mais.
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- Quando Carlos Dorneles me aplicou F-Zero, pelo Globo Repórter
- Super Mario Bros: 5 jogos do tipo ‘Mario Kart’
- O carro mais popular dos videogames é um pé de boi raiz
Lotus, Porsche, Ferrari, Lamborghini e outros fabricantes tiveram seus games exclusivos. Se formos considerar a exposição de marca, ter seu carro brilhando na tela dos televisores e monitores por hora ajuda a reforçar a identificação com o automóvel ou o emblema da fabricante.
E ter um game exclusivo garante à fabricante que seu produto não será subjugado por um concorrente. Imagine uma geração de moleques crescendo com a certeza de que seu carro é pior do que o similar vendido por seu rival?
Visual de Beetle Adventure Racing é agradável, mesmo depois de quase 25 anos
Certamente, em algum momento essa lembrança irá à tona quando esse pequeno se tornar adulto e tiver que escolher entre marca X ou Y. Certamente se alguém lhe perguntar sobre Caloi ou Monark, você terá uma resposta imediata.
Need for Speed da Volks
Depois do sucesso de “The Need for Speed” (1994) no PC, PS1, 3DO e Sega Saturn, a Electronic Arts Canada se uniu ao estúdio Paradigm para desenvolver um game da franquia para o N64.
Para o console da Nintendo que ainda utilizava cartucho, não bastava apenas fazer um port ou depenar “Need” para caber na um unidade ROM do japonês. Era preciso um game ajustado para o console, capaz de explorar funcionalidades como o comando analógico central e até mesmo o módulo Rumble Pack, que produzia vibrações durante os jogos.
O game ainda teria carros e pistas exclusivas. Mas no meio do desenvolvimento o projeto foi cancelado. No entanto, pouco depois, a Volkswagen bateu na porta da Electronic Arts. Ela tinha lançado o New Beetle no final de 1997 e estava interessada em um game para promover o carrinho.
Beetle Adventure Racing
A VW queria um jogo em que o New Beetle fosse a única estrela. A EA tinha o projeto do “Need 64” na gaveta, bastou adicionar um monte de Fuscas, dar um polimento e embalar. O game chegou em 23 de março de 1999 no mercado norte-americano e canadense, com o nome de “Beetle Adventure Racing”. E foi lançado na Europa no segundo semestre.
Game oferece diferentes modalidades de corridas
O game permite que o jogador dispute campeonatos, jogue contra outro colega e outras modalidades. O título conta com seis pistas e oito competidores, sendo que os demais são controlados pela máquina.
O jogador também pode mudar a cor dos carrinhos. Mas tem uma pegadinha nesse ponto. As três opções de cores mostram diferentes rodas e também alteram atributos de aceleração, velocidade máxima e direção.
As corridas são divertidas e mesclam o estilo de jogabilidade de “Need for Speed”, mas com elementos de jogos caricados como “Super Mario Kart”. O jogdor tem uma vasta opção de atalhos e caixinhas de Nitro, que elevam a velocidade dos Fuscas.
Caixinhas nas beirada da estrada garantem potência extra ao Fusquinha
Não sei dizer se o jogo ajudou a VW vender mais Fuscas. Mas o que era fato que o game foi muito bem avaliado e até é um jogo divertido de jogar. Ainda hoje figura na lista dos melhores jogos do console da Big N.
Para jogar “Beetle Adventure Racing” o interessado terá que garimpar o cartucho, além de ter um Nintendo 64 . Em sites de vendas de usados as raras unidades podem custar mais de R$ 300.
O post Beetle Adventure Racing foi o Need for Speed do Fusca apareceu primeiro em AutoPapo.
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