Utilitário tem autonomia de até 1.100 km, sistema ADAS e motorização de até 235 cv, além de ser vendido a partir de R$ 199 mil
No Brasil desde 2024, o BYD Song Pro caiu nas graças do brasileiro, já que teve mais de 42 mil unidades vendidas. Claro, esses números são divididos com o Plus, outro modelo da marca chinesa que tem conquistado o cliente por aqui. Um dos atributos para o SUV ir bem nas vendas é a economia de combustível, podendo rodar até 1.100 km com um tanque cheio e a bateria 100% carregada, o que permite ao modelo fazer até 40 km/l, sabendo usar bem o sistema eletrificado. Além disso, tem sistema ADAS, motorização de até 235 cv e preço de R$ 199.990 na versão GS, que foi avaliada pela Revista Carro, e de R$ 189.990 na opção DM-i.
Consumo de Honda Biz
A Honda Biz é uma das motos mais econômicas vendidas no país, podendo chegar à casa dos 50 km/l, o que é bem próximo do que o Song Pro GS é capaz de fazer. No trajeto de estrada e cidade ao longo de mais de 500 km de avaliação, foi possível fazer 40 km/l com o SUV compacto da BYD.
Esses números estão acima da média dos veículos da mesma categoria vendidos pelas fabricantes tradicionais, como Jeep Compass, Volkswagen Taos, Toyota Corolla Cross, inclusive nas versões híbridas, e Chevrolet Equinox, por exemplo. Com isso, o modelo da BYD vai brigar em relação ao consumo contra SUVs chineses como GWM Haval H6 e Jaecoo 7.
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É exatamente o conjunto de preço atrativo e consumo acima da média que tem feito as marcas chinesas crescerem nas vendas e pressionarem as montadoras já estabelecidas no Brasil. Resta ver se o pós-venda das fabricantes chinesas irá ajudá-las a ganhar ainda mais força em um segmento tão canibalizado, com novos produtos a cada mês.
Como chegar aos 40 km/l?
O consumo de até 40 km/l não se refere ao uso exclusivo de gasolina. Esse valor é uma equivalência de consumo quando o veículo opera prioritariamente no modo elétrico dentro do sistema híbrido.
No modo apenas a combustão, o consumo é inferior. Segundo o Inmetro, é de 14,8 km/l na cidade e de 15 km/l no trecho rodoviário, sempre a gasolina. Lembrando, a BYD já começou a produzir a versão Flex, que deve ser lançada neste ano.
Quando o sistema híbrido prioriza o motor elétrico, a equivalência de custo por quilômetro rodado pode chegar ao patamar de 40 km/l, considerando o consumo de energia elétrica em relação ao gasto com combustível.
Não confunda com o Song Plus
Apesar da semelhança visual, o Song Pro e o Song Plus têm diferenças nas dimensões. O BYD Song Pro tem 4,74 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,71 m de altura e entre-eixos de 2,71 m. O volume do porta-malas é de 520 litros. Em relação ao Plus, o Pro é mais longo, mais estreito e oferece menor capacidade de carga.
No visual, a grade segue a identidade da BYD, mas com proposta distinta. O conjunto tem elementos horizontais e moldura em preto brilhante. Os faróis em LED combinam elementos verticais e horizontais, formando três “L” no conjunto óptico. A lateral mantém o padrão da linha.
Na traseira, há lanterna com nova identidade visual, emblema atualizado da marca e para-choque com maior uso de plástico, diferente do Song Plus.
No interior, o SUV mantém a identidade visual do Song Plus. Os materiais seguem o mesmo padrão, mas sem alguns acabamentos brilhantes presentes no Plus. O Song Pro tem duas telas: painel de instrumentos de 8,8 polegadas e central multimídia de 12,8 polegadas com sistema giratório, espelhamento sem fio para Apple CarPlay e Android Auto, além de câmeras 360 e sistema ADAS completo, resolvendo o problema de quando chegou ao Brasil sem esses equipamentos de segurança.
Motorização
Os “corações” do BYD Song Pro, que usa o sistema híbrido DM-i, são um motor 1.5 aspirado de 98 cv e 12,4 kgfm de torque e outro elétrico de 197 cv e 30,6 kgfm de torque. A potência combinada é de 223 cv na versão GL e 235 cv na versão GS.
A bateria é de 12,9 kWh na versão de entrada, com autonomia elétrica de 71 km, e de 18,3 kWh na configuração superior, com até 110 km no modo elétrico.
Ao volante
Além de resolver problemas com o sistema ADAS, a BYD deixou a suspensão mais ao gosto do brasileiro ao torná-la mais firme e não tão macia como quando desembarcou por aqui. O modelo também não tem problemas com arrancadas e retomadas, uma vez que utiliza o motor elétrico para isso. Ou seja, entrega constância e linearidade de torque e potência.
Já o motor quatro cilindros 1.5 é acionado em situações de maior demanda de potência, como acelerações mais fortes. Em tráfego urbano e em ritmo constante, a tração é assumida principalmente pelo motor elétrico.
Vale a pena?
Há impacto de preço, visto que abaixo de R$ 200 mil não há opções com nível semelhante de eficiência. O Song Pro atende uso familiar e entrega desempenho compatível, com até 235 cv.
Se o comprador exigir itens como teto solar panorâmico e maior espaço, já presentes em concorrentes, outra alternativa é o Song Plus, com preços na faixa de R$ 240 mil. Por isso, isso tem refletido no número de vendas de ambos os modelos.
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