Notícia Carro com consumo elevado? Veja 10 motivos

Carro que bebe além do normal já é ruim, ainda mais em tempos do litro da gasolina em flerte com os R$ 8. Mas são vários os motivos que podem interferir diretamente no consumo e eficiência do conjunto mecânico. Separamos os principais para te ajudar a descobrir porque o veículo faz sofrer a mais no posto.

Sistema de ignição​

velas ignicao iridium shutterstock


Velas, cabo de vela e bobinas devem ser checados regularmente. Importante salientar que as velas de ignição sofrem desgaste natural e, conforme o tempo, a peça tem mais dificuldade em gerar a centelha responsável pela queima da mistura ar-combustível.

Segundo a Magneti Marelli, uma das principais fornecedoras de componentes automotivos do mundo, velas em mau funcionamento acarretam no desgaste de todo o conjunto de ignição, já que demandam maior “esforço” das bobinas de ignição e dos cabos de vela. O reflexo deste sistema em estado precário é o aumento do consumo.

Por isso, é importante revisar velas e os demais componentes a cada 10 mil km, e trocá-las a cada 50 mil km, ou conforme recomendação do fabricante no Manual do Proprietário.

Filtro de ar​

filtro de ar do motor sujo shutterstock


Como o próprio nome indica, o componente é o responsável por filtrar as impurezas do ambiente externo. Ou seja, o filtro de ar (elemento) funciona como uma barreira que impede que partículas e detritos cheguem à câmara de combustão e comprometam o funcionamento correto do motor, o que acarreta em aquecimento do conjunto, perda de potência e aumento no consumo.

Em razão disso, a recomendação é que se substitua o filtro de ar a cada 10 mil km ou um ano, ou de acordo com a recomendação da montadora. E nada de “limpar” o filtro e continuar rodando com ele.

“Não se deve, em hipótese alguma, tentar limpar o filtro com jatos de ar comprimido e reutilizá-lo. A força do jato de ar pode romper as fibras da mídia de filtração e agravar as consequências. O ideal é substituí-lo por um novo”, orienta Plínio Fazol, gerente de Marketing e Novos Produtos da Tecfil, fabricante de filtros automotivos.

Óleo errado ou vencido​

mao de homem checando o óleo concessionária


Lubrificante fora das especificações ou do prazo de limite de rodagem também fará o carro beber mais. O óleo é o responsável por lubrificar corretamente todas as partes do conjunto mecânico e deixar o motor trabalhando na temperatura certa. Por esta razão, use sempre o produto dentro das especificações recomendadas pelo fabricante, desde a origem até a viscosidade.

Além disso, fique atento aos prazos de troca estabelecidos no manual. Em geral, elas ocorrem a cada 10 mil km – se o seu carro tiver mais de 10 anos de uso, diminua em 25% os intervalos recomendados pela marca. Óleo muito tempo no motor também pode formar borra, que pode não só acarretar em aumento do consumo, como na quebra do propulsor.

Filtro vencido​

filtro oleo mecanico shutterstock


De nada adianta trocar o lubrificante e não mudar o filtro do óleo. A peça retém os resíduos naturais causados pela queima de combustível e o próprio funcionamento do motor. Ou seja, o filtro vencido não vai impedir a passagem de impurezas com a mesma eficiência, vai contaminar o lubrificante mais cedo e acarretar em mau funcionamento do propulsor.

Alguns fabricantes recomendam a reposição deste filtro a cada duas trocas de óleo. Mas trata-se de uma peça tão barata proporcionalmente, que o ideal é fazer a substituição a cada renovada do lubrificante.

Boris Feldman comenta sobre o assunto:

Pneus descalibrados​

pneu calibrar carro shutterstock


É pura física. Pneu murcho vai fazer o carro enfrentar mais resistência à rolagem para mover a massa do veículo. Esse maior esforço e arrasto que o motor terá de fazer vai cobrar a conta na bomba de combustível. Segundo engenheiros, pneu descalibrado pode fazer o veículo beber entre 5% e 6% a mais.

A dica é a de sempre. Uma vez por semana calibre os pneus dentro da pressão recomendada pelo fabricante – a informação está no manual, nas dobradiças das portas, na tampa do reservatório de combustível ou na portinhola do porta-luvas. Coloque a pressão com o carro frio ou pelo menos 5 minutos depois de pará-lo.

Os pneus “verdes”, de baixa resistência à rodagem, são outra boa opção para economizar. São produzidos com composto de sílica, mais leve que a borracha sintética, e causam menor atrito com o asfalto, o que pode render até 40% de economia nas médias de consumo, de acordo com especialistas.

Lembre-se que mudanças nos diâmetros das rodas e nas especificações dos pneus também interferem no consumo. Assim como rodar com pneus carecas ou com o veículo sem alinhamento e balanceamento.

Sonda lambda​

sonda lambda instalada no escapamento de um carro


Também conhecido como sensor de oxigênio, o equipamento tem como função principal “ler” e monitorar a mistura ar combustível produzida durante a combustão do motor, e “informar” ao sistema de injeção eletrônica. Se ela estiver com problema, vai passar informações erradas para a central, o que vai causar aumento no consumo.

Isso porque, segundo a Magneti Marelli, a injeção eletrônica estabelece, em tempo real, os padrões de operação de cada componente. “Quando alguma peça não desempenha sua função corretamente devido a algum desgaste, o sistema precisa compensar essa perda, o que acaba comprometendo, entre outros fatores, o consumo e até a emissão de poluentes”, diz a empresa em comunicado.

Excesso de peso​

bagagem mala


Abarrotar o carro com coisas e pessoas também vai detonar o consumo. O automóvel foi projetado para ter um peso em ordem de marcha e suportar uma capacidade de carga específica, que consta lá no manual. Qualquer coisa que exceda aquela carga útil, vai demandar esforço a mais do motor e, consequentemente, mais gasolina, etanol ou diesel.

Por esta razão, respeite a carga útil, e lembre-se que ela inclui o peso dos ocupantes e de bagagens. Quanto mais leve estiver o veículo, melhor será sua eficiência. Então, nada de andar com peso extra no porta-malas todos os dias com objetos que você não vai precisar.

Acessórios não originais​

parachoque impulsao quebra


Peças externas que não foram homologadas pelo fabricante podem interferir no consumo. Para-choques de impulsão, molduras de para-lamas, pneus de dimensões diferentes, bagageiros de teto, e até frisos, spoilers e calhas de chuva, interferem na aerodinâmica e fazem o carro ter mais resistência do ar. Consequentemente, o motor fará mais força e o veículo vai consumir mais.

Falta de manutenção​

motorista chateado com carro quebrado


A manutenção periódica e preventiva é fundamental para que o conjunto mecânico funcione em suas melhores condições e obtenha o consumo mais eficiente. Por isso, respeite os prazos de revisões (em geral, a cada 10 mil km) e siga as verificações e trocas de peças previstas no manual – especialmente se o carro já passou da garantia ou tem mais de cinco anos.

Pé pesado…​

pe direito no acelerador close motor de carro


Claro que o jeito de dirigir impacta diretamente no consumo de combustível. Estudos mostram que o modo de condução mais agressivo de um motorista pode fazer o veículo beber até 30% a mais.

Alguns exemplos. Sabe aquele cara que pisa no pedal da direita como se estivesse no grid de largada da F1? Pois bem, a aceleração excessiva vai fazer o corpo de borboleta abrir mais do que o necessário. Isso significa mais ar na câmara de combustão e mais combustível. Então, priorize a aceleração gradual e tente não usar mais do que ⅓ do curso do pedal.

Outras dicas são aproveitar aquele “embalo” do carro, com o pé bem leve no pedal só para manter o mínimo de movimento. E também trabalhar o máximo dentro de uma faixa de rotações – em 80% dos veículos a combustão, a recomendação é entre 2.000 e 2.500 rpm. Inclusive, nos modelos com câmbio manual, faça as mudanças de marcha de preferência dentro deste intervalo de rotações – ou fique atento ao indicador de trocas, caso seu carro seja equipado com o item.

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