Notícia Carro elétrico faz motorista de aplicativo lucrar muito mais, aponta estudo

Um estudo realizado pela startup de gestão financeira GigU com mais de 56 mil motoristas em 22 estados indica que a migração para veículos elétricos tornou-se o principal motor de rentabilidade no transporte por aplicativo no Brasil. De acordo com os dados, o lucro líquido de quem utiliza modelos movidos exclusivamente a bateria pode ser até 70% superior ao de condutores que dependem de motores a gasolina.

A pesquisa revela uma vantagem estatística clara em todas as métricas financeiras. Enquanto a margem líquida mediana dos automóveis a gasolina estagnou em 36,8%, a dos elétricos saltou para 57%. Na prática, essa eficiência reflete-se diretamente no faturamento por tempo de trabalho: motoristas com EVs recebem, em média, R$ 21,86 por hora, contra R$ 12,85 registrados pelos modelos tradicionais a combustão.

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Eficiência operacional e custo por quilômetro

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A superioridade financeira dos elétricos fundamenta-se na redução drástica dos custos operacionais. O custo de energia para um EV gira em torno de R$ 0,10 por quilômetro rodado, valor que chega a ser cinco vezes menor que o gasto com combustíveis fósseis. Somado a isso, a manutenção preventiva e corretiva desses veículos é entre 30% e 50% mais barata, devido à menor complexidade mecânica e ausência de componentes como filtros de óleo, velas e correias.

O levantamento também destacou a previsibilidade financeira como um diferencial. Diferente do etanol e da gasolina, sujeitos a variações semanais de preço nas bombas, o custo da energia elétrica é mais estável, permitindo um planejamento de caixa mais rigoroso para o trabalhador autônomo.

GNV e etanol como alternativas


O estudo avaliou ainda o desempenho de outras matrizes energéticas. O GNV (gás natural veicular) permanece como uma alternativa competitiva, apresentando margem de lucro de 52,7%, embora ainda perca para a eletricidade em termos de custo de manutenção e autonomia real. Já o etanol apresentou os resultados mais instáveis do período, penalizado pelo rendimento energético inferior e pela maior frequência de paradas em oficinas.

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