Uma campanha que a Volkswagen fez para o Polo em rede social tem rendido muitas reações homofóbicas na internet, que vão desde piadinhas até comentários raivosos. Alguns já chegaram a propor boicotes tanto aos modelos da gama quanto aos demais carros da marca. Mas será que certos estigmas podem afetar tanto assim o desempenho comercial de um produto?
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Esse não parece ser o caso do Polo, que segue com boa busca em sites de classificados. As vendas do hatch no mercado de zero-quilômetro também não mostraram variação. Entretanto, no mercado brasileiro, alguns veículos chegaram, sim, a ter o desempenho comercial prejudicado devido a rótulos, muitas vezes injustos.
O AutoPapo enumerou 5 modelos de carros que ficaram marcados por determinados estigmas. Quase todos eles pertence a um passado já distante e são, atualmente, veículos antigos. Confira o listão!
Volkswagen ofereceu teto solar para o Fusca somente em 1965
A primazia da oferta de teto solar entre os carros nacionais foi do Fusca. A então novidade tinha acionamento manual e era de chapa, sem a lâmina de vidro dos modelos atuais. Em tese, deveria fazer sucesso: afinal, tinha tudo a ver com o clima tropical do Brasil. Mas aconteceu justo o contrário: veículos equipados com o item encalharam nas concessionárias, e a Volkswagen logo deixou de oferecê-lo. Tudo isso porque o modelo ganhou fama de ser “carro de corno”.
Há quem diga que o apelido “Cornowagen”, na verdade, foi um golpe de marketing da concorrência: um executivo da Ford é quem teria criado esse estereótipo e o espalhado. Seja como for, o fato é que o estigma pegou: o teto solar demorou mais algumas décadas até cair nas graças dos consumidores locais.
Hoje, já antigo, o Volkswagen 1.600 tem o charme dos anos 60; porém, quando novo, foi rejeitado
O Fusca com teto solar não foi o único dos carros da Volkswagen a ficar estigmatizado. Também na década de 1960, a marca lançou o sedan 1600: mais sofisticado, ele deveria ocupar uma posição superior na gama. Porém, o modelo acabou igualmente rejeitado. Dessa vez, a culpa era do design quadradão, que, segundo os consumidores da época, lembrava um esquife. As maçanetas externas destacadas seriam alças do esquife.
O veículo acabou recebendo o apelido de Zé do Caixão, em alusão ao personagem funesto criado pelo ator e cineasta José Mojica Marins. No fim das contas, o Volkswagen 1.600 saiu de linha precocemente: permaneceu no mercado apenas entre 1968 e 1970.
Fama de baixa resistência rendeu apelido inglório
A Volkswagen sofreu com estigmas durante as década de 1960, mas a concorrência também enfrentou esse tipo de fenômeno. O Dauphine e o sucessor Gordini, da Willys, ganharam o apelido de “Leite Glória”. Tudo porque tais carros, que, na verdade, eram modelos semelhantes, com pequenas diferenças, “desmancham sem bater”, como dizia o slogan desse alimento lácteo.
Consta que essa fama decorria de falhas no processo de tropicalização: o projeto, originário da francesa Renault, não recebeu aperfeiçoamentos para as condições de rodagem do país. Consequentemente a suspensão sofria com a buraqueira das vias nacionais, assim como o sistema de arrefecimento, insuficiente para o clima das regiões mais quentes.
Luxuoso e sofisticado, modelo não tinha desempenho à altura
Um dos maiores atributos do Simca Chambord, na ocasião do lançamento, era o motor V8. Mas havia um “detalhe”: a unidade tinha baixa cilindrada. Eram apenas 2.351 cm³, posteriormente ampliados para 2.414 cm³. Além do mais, o propulsor era ultrapassado já para os padrões da época, pois baseava-se em um projeto Ford da década de 1930.
A potência bruta não chegava sequer a 100 cv, o que deu ao Chambord a fama de veículo lento. O estigma acabou gerando um apelido: Belo Antônio. Era uma referência a um filme estrelado por Marcello Mastroianni, que interpretava um personagem bonitão, mas… Impotente!
Estigma de “bomba” do Marea ainda perdura no mercado
Entre os carros deste listão, os dois modelos da gama Marea, sedan e Weekend, são os mais novos. Contudo, nem por isso ficaram livres dos estigmas. Basta citar qualquer um deles nas redes sociais e já surgem uma série de comentários chamando-os de “bombas”: o bullying parece não ter fim!
A má fama é fruto dos motores de cinco cilindros que equiparam várias das versões da gama. Tecnológico para os padrões da época, exigia capacitação e ferramentas adequadas dos reparadores. Além do mais, era importado e ocupava praticamente todo o espaço do cofre. Isso fazia com que o Fiat Marea tivesse custo de manutenção elevado para a categoria na qual se inseria. Porém, ao contrário do que diz o senso comum, era bastante confiável se bem-cuidado.
Tem antipatia por alguma marca de carro? Então cuidado: assista ao vídeo com Boris Feldman!
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Esse não parece ser o caso do Polo, que segue com boa busca em sites de classificados. As vendas do hatch no mercado de zero-quilômetro também não mostraram variação. Entretanto, no mercado brasileiro, alguns veículos chegaram, sim, a ter o desempenho comercial prejudicado devido a rótulos, muitas vezes injustos.
5 modelos de carros que ficaram estigmatizados
O AutoPapo enumerou 5 modelos de carros que ficaram marcados por determinados estigmas. Quase todos eles pertence a um passado já distante e são, atualmente, veículos antigos. Confira o listão!
1. Volkswagen Fusca: “Cornowagen”
Volkswagen ofereceu teto solar para o Fusca somente em 1965
A primazia da oferta de teto solar entre os carros nacionais foi do Fusca. A então novidade tinha acionamento manual e era de chapa, sem a lâmina de vidro dos modelos atuais. Em tese, deveria fazer sucesso: afinal, tinha tudo a ver com o clima tropical do Brasil. Mas aconteceu justo o contrário: veículos equipados com o item encalharam nas concessionárias, e a Volkswagen logo deixou de oferecê-lo. Tudo isso porque o modelo ganhou fama de ser “carro de corno”.
Há quem diga que o apelido “Cornowagen”, na verdade, foi um golpe de marketing da concorrência: um executivo da Ford é quem teria criado esse estereótipo e o espalhado. Seja como for, o fato é que o estigma pegou: o teto solar demorou mais algumas décadas até cair nas graças dos consumidores locais.
2. Volkswagen 1.600: “Zé do Caixão”
Hoje, já antigo, o Volkswagen 1.600 tem o charme dos anos 60; porém, quando novo, foi rejeitado
O Fusca com teto solar não foi o único dos carros da Volkswagen a ficar estigmatizado. Também na década de 1960, a marca lançou o sedan 1600: mais sofisticado, ele deveria ocupar uma posição superior na gama. Porém, o modelo acabou igualmente rejeitado. Dessa vez, a culpa era do design quadradão, que, segundo os consumidores da época, lembrava um esquife. As maçanetas externas destacadas seriam alças do esquife.
O veículo acabou recebendo o apelido de Zé do Caixão, em alusão ao personagem funesto criado pelo ator e cineasta José Mojica Marins. No fim das contas, o Volkswagen 1.600 saiu de linha precocemente: permaneceu no mercado apenas entre 1968 e 1970.
3. Willys Gordini/Dauphine: “Leite Glória”
Fama de baixa resistência rendeu apelido inglório
A Volkswagen sofreu com estigmas durante as década de 1960, mas a concorrência também enfrentou esse tipo de fenômeno. O Dauphine e o sucessor Gordini, da Willys, ganharam o apelido de “Leite Glória”. Tudo porque tais carros, que, na verdade, eram modelos semelhantes, com pequenas diferenças, “desmancham sem bater”, como dizia o slogan desse alimento lácteo.
Consta que essa fama decorria de falhas no processo de tropicalização: o projeto, originário da francesa Renault, não recebeu aperfeiçoamentos para as condições de rodagem do país. Consequentemente a suspensão sofria com a buraqueira das vias nacionais, assim como o sistema de arrefecimento, insuficiente para o clima das regiões mais quentes.
4. Simca Chambord: “Belo Antônio”
Luxuoso e sofisticado, modelo não tinha desempenho à altura
Um dos maiores atributos do Simca Chambord, na ocasião do lançamento, era o motor V8. Mas havia um “detalhe”: a unidade tinha baixa cilindrada. Eram apenas 2.351 cm³, posteriormente ampliados para 2.414 cm³. Além do mais, o propulsor era ultrapassado já para os padrões da época, pois baseava-se em um projeto Ford da década de 1930.
A potência bruta não chegava sequer a 100 cv, o que deu ao Chambord a fama de veículo lento. O estigma acabou gerando um apelido: Belo Antônio. Era uma referência a um filme estrelado por Marcello Mastroianni, que interpretava um personagem bonitão, mas… Impotente!
5. Fiat Marea: “Bomba”
Estigma de “bomba” do Marea ainda perdura no mercado
Entre os carros deste listão, os dois modelos da gama Marea, sedan e Weekend, são os mais novos. Contudo, nem por isso ficaram livres dos estigmas. Basta citar qualquer um deles nas redes sociais e já surgem uma série de comentários chamando-os de “bombas”: o bullying parece não ter fim!
A má fama é fruto dos motores de cinco cilindros que equiparam várias das versões da gama. Tecnológico para os padrões da época, exigia capacitação e ferramentas adequadas dos reparadores. Além do mais, era importado e ocupava praticamente todo o espaço do cofre. Isso fazia com que o Fiat Marea tivesse custo de manutenção elevado para a categoria na qual se inseria. Porém, ao contrário do que diz o senso comum, era bastante confiável se bem-cuidado.
Tem antipatia por alguma marca de carro? Então cuidado: assista ao vídeo com Boris Feldman!
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