Notícia Carros estigmatizados: veja 5 modelos que fracassaram devido a ‘rótulos’

Uma campanha que a Volkswagen fez para o Polo em rede social tem rendido muitas reações homofóbicas na internet, que vão desde piadinhas até comentários raivosos. Alguns já chegaram a propor boicotes tanto aos modelos da gama quanto aos demais carros da marca. Mas será que certos estigmas podem afetar tanto assim o desempenho comercial de um produto?

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Esse não parece ser o caso do Polo, que segue com boa busca em sites de classificados. As vendas do hatch no mercado de zero-quilômetro também não mostraram variação. Entretanto, no mercado brasileiro, alguns veículos chegaram, sim, a ter o desempenho comercial prejudicado devido a rótulos, muitas vezes injustos.

5 modelos de carros que ficaram estigmatizados​


O AutoPapo enumerou 5 modelos de carros que ficaram marcados por determinados estigmas. Quase todos eles pertence a um passado já distante e são, atualmente, veículos antigos. Confira o listão!

1. Volkswagen Fusca: “Cornowagen”​

cornowagen volkswagen fusca 1965 teto solar

Volkswagen ofereceu teto solar para o Fusca somente em 1965

A primazia da oferta de teto solar entre os carros nacionais foi do Fusca. A então novidade tinha acionamento manual e era de chapa, sem a lâmina de vidro dos modelos atuais. Em tese, deveria fazer sucesso: afinal, tinha tudo a ver com o clima tropical do Brasil. Mas aconteceu justo o contrário: veículos equipados com o item encalharam nas concessionárias, e a Volkswagen logo deixou de oferecê-lo. Tudo isso porque o modelo ganhou fama de ser “carro de corno”.

Há quem diga que o apelido “Cornowagen”, na verdade, foi um golpe de marketing da concorrência: um executivo da Ford é quem teria criado esse estereótipo e o espalhado. Seja como for, o fato é que o estigma pegou: o teto solar demorou mais algumas décadas até cair nas graças dos consumidores locais.

2. Volkswagen 1.600: “Zé do Caixão”​

volkswagen vw 1600 sedan ze do caixao de frente

Hoje, já antigo, o Volkswagen 1.600 tem o charme dos anos 60; porém, quando novo, foi rejeitado

O Fusca com teto solar não foi o único dos carros da Volkswagen a ficar estigmatizado. Também na década de 1960, a marca lançou o sedan 1600: mais sofisticado, ele deveria ocupar uma posição superior na gama. Porém, o modelo acabou igualmente rejeitado. Dessa vez, a culpa era do design quadradão, que, segundo os consumidores da época, lembrava um esquife. As maçanetas externas destacadas seriam alças do esquife.

O veículo acabou recebendo o apelido de Zé do Caixão, em alusão ao personagem funesto criado pelo ator e cineasta José Mojica Marins. No fim das contas, o Volkswagen 1.600 saiu de linha precocemente: permaneceu no mercado apenas entre 1968 e 1970.

3. Willys Gordini/Dauphine: “Leite Glória”​

renault dauphine lateral carro deu origem ao willys gordini

Fama de baixa resistência rendeu apelido inglório

A Volkswagen sofreu com estigmas durante as década de 1960, mas a concorrência também enfrentou esse tipo de fenômeno. O Dauphine e o sucessor Gordini, da Willys, ganharam o apelido de “Leite Glória”. Tudo porque tais carros, que, na verdade, eram modelos semelhantes, com pequenas diferenças, “desmancham sem bater”, como dizia o slogan desse alimento lácteo.

Consta que essa fama decorria de falhas no processo de tropicalização: o projeto, originário da francesa Renault, não recebeu aperfeiçoamentos para as condições de rodagem do país. Consequentemente a suspensão sofria com a buraqueira das vias nacionais, assim como o sistema de arrefecimento, insuficiente para o clima das regiões mais quentes.

4. Simca Chambord: “Belo Antônio”​

simca chambord sedan de frente

Luxuoso e sofisticado, modelo não tinha desempenho à altura

Um dos maiores atributos do Simca Chambord, na ocasião do lançamento, era o motor V8. Mas havia um “detalhe”: a unidade tinha baixa cilindrada. Eram apenas 2.351 cm³, posteriormente ampliados para 2.414 cm³. Além do mais, o propulsor era ultrapassado já para os padrões da época, pois baseava-se em um projeto Ford da década de 1930.

A potência bruta não chegava sequer a 100 cv, o que deu ao Chambord a fama de veículo lento. O estigma acabou gerando um apelido: Belo Antônio. Era uma referência a um filme estrelado por Marcello Mastroianni, que interpretava um personagem bonitão, mas… Impotente!

5. Fiat Marea: “Bomba”​

fiat marea

Estigma de “bomba” do Marea ainda perdura no mercado

Entre os carros deste listão, os dois modelos da gama Marea, sedan e Weekend, são os mais novos. Contudo, nem por isso ficaram livres dos estigmas. Basta citar qualquer um deles nas redes sociais e já surgem uma série de comentários chamando-os de “bombas”: o bullying parece não ter fim!

A má fama é fruto dos motores de cinco cilindros que equiparam várias das versões da gama. Tecnológico para os padrões da época, exigia capacitação e ferramentas adequadas dos reparadores. Além do mais, era importado e ocupava praticamente todo o espaço do cofre. Isso fazia com que o Fiat Marea tivesse custo de manutenção elevado para a categoria na qual se inseria. Porém, ao contrário do que diz o senso comum, era bastante confiável se bem-cuidado.

Tem antipatia por alguma marca de carro? Então cuidado: assista ao vídeo com Boris Feldman!


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