O engate de reboque ainda é um acessório muito popular no Brasil, mesmo com a maioria dos usuários comprando sem ter necessidade de puxar uma carretinha. Mas quem lê o manual do carro pode ter notado que em alguns carros trazem um aviso dizendo que não podem usar reboque.
Essa recomendação existe pois alguns carros simplesmente não foram projetados para poder rebocar. O engate vai fixado diretamente ao monobloco, isso precisa ser feito em um local apropriado e já reforçado. Em carros que é permitido rebocar existe uma indicação no manual do local onde o acessório deve ser preso.
Cheque o manual do seu carro se ele pode ser usado para rebocar. O Honda Fit, por exemplo, não é recomendado para esse tipo de uso (Foto: Honda)
Quando o fabricante alega que o carro é adequado para reboque, o manual mostra até onde são os pontos de fixação do engate (Foto: Chevrolet)
E no manual do carro também consta a capacidade máxima de tração do carro e outras informações úteis para o motorista (Foto: Chevrolet)
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Os fabricantes devem informar para o Detran e no manual se o carro é homologado ou não para rebocar. Caso seja, é preciso indicar a capacidade máxima de tração. O peso bruto total da composição (carro e reboque, ambos com carga máxima) não pode passar de 3.500 kg.
O Corolla dessa foto não deveria estar com esse engate instalado (Foto: Shutterstock)
Em geral, carros com projeto europeu costumam ser homologados para rebocar pois viajar com um trailer é um hobby comum na Europa. Já modelos com origem asiática não contam com tal capacidade. Mas isso não é regra.
Os carros da Fiat, incluindo o urbano Mobi, trazem alguma capacidade de reboque. Caminhonetes e SUVs tradicionais, aqueles que não são derivados de carros de passeio, também são homologados para ter engate.
A função do para-choque está em seu nome, o engate irá passar o impacto todo para o monobloco (Foto: Shutterstock)
Existem muitos carros equipados com o engate nas ruas brasileiras, mas ver um puxando carretinha é raridade. O que popularizou o acessório foi o mito popular de que ele protege o para-choque de pequenos impactos ou até mesmo “assusta” o motorista que vem atrás.
Em tese, o engate realmente pode proteger o para-choque em uma batida leve, mas ele irá causar danos bem maiores. Como o engate vai preso diretamente ao monobloco (ou chassi no caso de picapes e alguns SUVs), o impacto da batida recebido pelo acessório será transmitido diretamente a estrutura do carro.
Ou seja, o para-choque não irá amassar, mas o carro poderá ter o monobloco trincado ou empenado. É preciso lembrar que a função do para-choque é justamente absorver choques para proteger o veículo.
O engate irá passar a energia do impacto para a estrutura do carro, por menor que seja. E com a repetição dos impactos, o aço irá se danificar. É só pensar em como é possível quebrar um clip de papel apenas dobrando-o repetidamente.
O post Carros que não podem usar reboque: entenda o motivo apareceu primeiro em AutoPapo.
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Essa recomendação existe pois alguns carros simplesmente não foram projetados para poder rebocar. O engate vai fixado diretamente ao monobloco, isso precisa ser feito em um local apropriado e já reforçado. Em carros que é permitido rebocar existe uma indicação no manual do local onde o acessório deve ser preso.
Cheque o manual do seu carro se ele pode ser usado para rebocar. O Honda Fit, por exemplo, não é recomendado para esse tipo de uso (Foto: Honda)
Quando o fabricante alega que o carro é adequado para reboque, o manual mostra até onde são os pontos de fixação do engate (Foto: Chevrolet)
E no manual do carro também consta a capacidade máxima de tração do carro e outras informações úteis para o motorista (Foto: Chevrolet)
VEJA TAMBÉM:
- Como escolher o suporte de bicicleta ideal para o seu carro?
- Carretinhas e reboques: tudo que você precisa saber sobre
- Instalar engate para proteger veículo é “tiro pela culatra”
Os fabricantes devem informar para o Detran e no manual se o carro é homologado ou não para rebocar. Caso seja, é preciso indicar a capacidade máxima de tração. O peso bruto total da composição (carro e reboque, ambos com carga máxima) não pode passar de 3.500 kg.
Quais carros não podem usar reboque
O Corolla dessa foto não deveria estar com esse engate instalado (Foto: Shutterstock)
Em geral, carros com projeto europeu costumam ser homologados para rebocar pois viajar com um trailer é um hobby comum na Europa. Já modelos com origem asiática não contam com tal capacidade. Mas isso não é regra.
Os carros da Fiat, incluindo o urbano Mobi, trazem alguma capacidade de reboque. Caminhonetes e SUVs tradicionais, aqueles que não são derivados de carros de passeio, também são homologados para ter engate.
Confira abaixo os carros que não podem rebocar segundo seus fabricantes:
- Toyota Corolla até 2019
- Todos os Nissan com exceção da Frontier
- Todos os Honda
- Volkswagen Up
- Chevrolet Onix e Onix Plus da geração atual
- Chevrolet Tracker da geração atual
- Renault Kwid
Engate apenas para estética ou “proteção” é perigoso
A função do para-choque está em seu nome, o engate irá passar o impacto todo para o monobloco (Foto: Shutterstock)
Existem muitos carros equipados com o engate nas ruas brasileiras, mas ver um puxando carretinha é raridade. O que popularizou o acessório foi o mito popular de que ele protege o para-choque de pequenos impactos ou até mesmo “assusta” o motorista que vem atrás.
Em tese, o engate realmente pode proteger o para-choque em uma batida leve, mas ele irá causar danos bem maiores. Como o engate vai preso diretamente ao monobloco (ou chassi no caso de picapes e alguns SUVs), o impacto da batida recebido pelo acessório será transmitido diretamente a estrutura do carro.
Ou seja, o para-choque não irá amassar, mas o carro poderá ter o monobloco trincado ou empenado. É preciso lembrar que a função do para-choque é justamente absorver choques para proteger o veículo.
O engate irá passar a energia do impacto para a estrutura do carro, por menor que seja. E com a repetição dos impactos, o aço irá se danificar. É só pensar em como é possível quebrar um clip de papel apenas dobrando-o repetidamente.
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