A temporada de 2026 da Fórmula 1 terá novidades nos grid e nos bastidores. As equipes da Audi e da Cadillac já vão estrear usando o novo combustível sustentável, que faz parte do plano de descarbonização da categoria.
Esse combustível produzido pela petroleira Aramco vai ser usado nos novos motores, a Fórmula 1 também mudou o regulamento sobre essa parte. A promessa é de serem mais confiáveis e econômicos que os anteriores, com sistema híbrido mais presente.
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Segundo a F1, o novo combustível sustentável é obtido através da captura de gás carbônico (CO2) da atmosfera, de lixo, de biomassa ou da mistura dessas fontes. A produção não envolve o uso de petróleo ou de derivados.
Esse combustível sintético é produzido em laboratório e exige muita energia durante o processo. A Fórmula 1 garante que toda a eletricidade usada é de fontes renováveis.
O resultado é um combustível próximo da gasolina, tanto que foi testado em carros clássicos da F1 como o Williams FW14B de Nigel Mansell e um McLaren MP4/8 de Ayrton Senna. Ele foi testado durante os últimos três anos pelas Fórmulas 2 e 3 antes de chegar à categoria principal, sem impactos negativos na performance.
Os caminhões que transportam o circo da F1 na Europa usam biodiesel (Foto: Formula 1 | Divulgação)
A proposta da Fórmula 1 é de ser neutra em emissões de carbono até 2030. O uso de combustível sintético e carros híbridos são apenas os primeiros passos.
Na parte da temporada onde as corridas são realizadas na Europa o transporte dos carros e da infraestrutura é feito com caminhões. A transportadora DHL, responsável por isso, passou a usar biodiesel nos pesados para reduzir as emissões em 83%.
Outra mudança foi alterar a data do GP do Japão para ficar próximo das outras corridas realizadas na Ásia, reduzindo a quantidade de voos durante a temporada. A logística da categoria é responsável por dois terços das emissões de carbono.
A Stock Car foi pioneira em usar o etanol, hoje usa gasolina (Foto: Chevrolet | Divulgação)
O Brasil foi pioneiro quando o assunto é uso de combustíveis renováveis em competição. A Stock Car passou a adotar o etanol em 1979, não para ser sustentável e sim por causa da crise do petróleo.
O combustível derivado da cana de açúcar era mais barato e tinha octanagem maior, permitindo usar taxa de compressão elevada. Outras competições nacionais fizeram a mesma mudança por questões de custo.
Atualmente a Stock Car utiliza a gasolina Podium neutra em carbono da Petrobras. Ela é derivada do petróleo, mas tem as emissões compensadas por créditos de carbono.
O etanol brasileiro, extraído da cana de açúcar e fornecido pela Shell, é usado pela Fórmula Indy. A Nascar e a australiana Supercars Championship também adotam esse combustível vegetal.
Atualmente as principais categorias do automobilismo estão buscando combustíveis sintéticos ou renováveis. Parece ser um caminho acertado diante da falta de interesse pelas categorias com veículos 100% elétricos.
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Esse combustível produzido pela petroleira Aramco vai ser usado nos novos motores, a Fórmula 1 também mudou o regulamento sobre essa parte. A promessa é de serem mais confiáveis e econômicos que os anteriores, com sistema híbrido mais presente.
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Segundo a F1, o novo combustível sustentável é obtido através da captura de gás carbônico (CO2) da atmosfera, de lixo, de biomassa ou da mistura dessas fontes. A produção não envolve o uso de petróleo ou de derivados.
Esse combustível sintético é produzido em laboratório e exige muita energia durante o processo. A Fórmula 1 garante que toda a eletricidade usada é de fontes renováveis.
O resultado é um combustível próximo da gasolina, tanto que foi testado em carros clássicos da F1 como o Williams FW14B de Nigel Mansell e um McLaren MP4/8 de Ayrton Senna. Ele foi testado durante os últimos três anos pelas Fórmulas 2 e 3 antes de chegar à categoria principal, sem impactos negativos na performance.
A Fórmula 1 quer descarbonizar até os bastidores
Os caminhões que transportam o circo da F1 na Europa usam biodiesel (Foto: Formula 1 | Divulgação)
A proposta da Fórmula 1 é de ser neutra em emissões de carbono até 2030. O uso de combustível sintético e carros híbridos são apenas os primeiros passos.
Na parte da temporada onde as corridas são realizadas na Europa o transporte dos carros e da infraestrutura é feito com caminhões. A transportadora DHL, responsável por isso, passou a usar biodiesel nos pesados para reduzir as emissões em 83%.
Outra mudança foi alterar a data do GP do Japão para ficar próximo das outras corridas realizadas na Ásia, reduzindo a quantidade de voos durante a temporada. A logística da categoria é responsável por dois terços das emissões de carbono.
Outras categorias já usam combustíveis sustentáveis
A Stock Car foi pioneira em usar o etanol, hoje usa gasolina (Foto: Chevrolet | Divulgação)
O Brasil foi pioneiro quando o assunto é uso de combustíveis renováveis em competição. A Stock Car passou a adotar o etanol em 1979, não para ser sustentável e sim por causa da crise do petróleo.
O combustível derivado da cana de açúcar era mais barato e tinha octanagem maior, permitindo usar taxa de compressão elevada. Outras competições nacionais fizeram a mesma mudança por questões de custo.
Atualmente a Stock Car utiliza a gasolina Podium neutra em carbono da Petrobras. Ela é derivada do petróleo, mas tem as emissões compensadas por créditos de carbono.
O etanol brasileiro, extraído da cana de açúcar e fornecido pela Shell, é usado pela Fórmula Indy. A Nascar e a australiana Supercars Championship também adotam esse combustível vegetal.
Atualmente as principais categorias do automobilismo estão buscando combustíveis sintéticos ou renováveis. Parece ser um caminho acertado diante da falta de interesse pelas categorias com veículos 100% elétricos.
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