Apesar dos avanços nos motores a combustão interna, a correia dentada ainda é muito comum nos carros modernos. Ela apareceu pela primeira vez no Brasil no Chevrolet Chevette, em 1973, e ainda é preferência nos projetos europeus.
Suas principais vantagens quando comparada com a corrente metálica é ter funcionamento mais silencioso e ter menos perdas mecânicas. Em tempos onde as montadoras buscam a maior eficiência possível, qualquer ganho nisso é considerável.
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A desvantagem fica na durabilidade: a correia dentada exige trocas periódicas, enquanto a corrente pode durar centenas de milhares de quilômetros. Isso não é preocupação caso o motorista tome os devidos cuidados e não seja negligente com esse componente.
O primeiro carro no Brasil com correia dentada foi o Chevette (Foto: Chevrolet | Divulgação)
A correia dentada trabalha para fazer o sincronismo do virabrequim do com o comando de válvulas. O motor a combustão trabalha com precisão, quase como um relógio, onde as válvulas devem abrir na hora certa enquanto os pistões sobem e descem.
Em motores de concepção antiga, o comando de válvulas fica no bloco e o sincronismo era feito por engrenagens ligando essa peça diretamente ao virabrequim. Com o comando subindo para o cabeçote, a solução foi uma corrente similar a usada por bicicletas.
Nos anos 60 apareceram as correias dentadas, primeiro em um motor da alemã Glas. Essa solução se popularizou em 1966, quando a Pontiac adotou em seu seis cilindros em linha OHC e a Fiat com o quatro cilindros Lampredi — motor que foi usado no Brasil pelo Tempra.
No Brasil a correia dentada estreou em 1973 com o Chevrolet Chevette. Ela se popularizou mais tarde com os motores refrigerado a água da Volkswagen, o motor Fiasa da Fiat e o Família II do Monza.
Muitos compradores torcem o nariz para os motores que usam esse componente no sincronismo. A justificativa fica no medo dela arrebentar e causar danos grandes. Ou no simples fato da troca ser periódica, enquanto a corrente dura mais.
Apesar de existir esses preconceitos, a correia dentada é algo já testado e aprovado. Sua manutenção é simples, como veremos a seguir. Consultamos o engenheiro mecânico Renato Passos para esclarecer:
Existem componentes de um carro cuja troca não pode ser planejada com uma quilometragem exata, pois o desgaste depende de outros fatores. A correia dentada costuma ter um prazo para a troca no manual, variando entre 40 e 60 mil km.
No plano de manutenção costuma ter um aviso sobre o uso severo ou em vias com muita poeira. Outro fator que pode encurtar a vida da correia dentada é o tempo.
A poeira pode acelerar o desgaste da correia, a VW Amarok teve que fazer um recall por não proteger corretamente (Foto: Volkswagen | Divulgação)
A troca da correia dentada pode ser adiantada caso o carro rode muito por vias poeirentas. Isso foi até motivo para o recall no motor 2.0 diesel da Volkswagen Amarok, que não havia uma proteção adequadas contra isso.
Outro elemento que acelera o desgaste é o minério. Isso é um problema maior em Minas Gerais, onde estradas importantes são compartilhadas entre os caminhões de mineradoras e carros de passeio.
Por fim, existe a ação do tempo. Como todo componente que usa borracha, a correia dentada pode se degradar mesmo se o carro for pouco usado. É por isso que sua troca é indicada após a compra de um carro usado que ficou muito tempo parado.
Se não quiser esperar a quilometragem recomendada para trocar, existem formas de detectar o desgaste na correia dentada. Como ela cuida do sincronismo, conforme vai afrouxando pode alterar o sincronismo das válvulas e, com isso, aumentar o consumo de combustível.
Essa falta de sincronismo pode gerar trancos nas trocas de marchas, perda de desempenho e vibrações excessivas.
Um sintoma de que a correia precisa ser trocada logo é quando ela emite um som alto, como se algo estivesse arranhado. Esse barulho é fácil de ser detectado durante a partida.
Fora de sincronia, as válvulas podem se chocar com os pistões caso a correia arrebente (Foto: Shutterstock)
Conforme já falamos, a sincronia do motor precisa ser precisa. Existem peças se movimentando em diversos sentidos. Caso a correia dentada se rompa, os pistões irão se chocar com as válvulas.
O conserto caso isso ocorra sai caro, pois além de trocar as peças, é preciso abrir o motor. Os periféricos que são tocados por essa correia também precisam ser checados.
Quando chega a hora de substituir a correia dentada, ela não é trocada sozinha. Caso haja necessidade, é preciso substituir junto os tensores e a bomba d’água.
Sobre os tensores, não é regra trocar sempre junto da correia. Os de melhor qualidade podem durar mais que a correia, precisando apenas de uma regulagem.
Porém, mal não faz trocar tudo junto, já que os tensores são baratos e costuma vir em um kit com a correia.
O post Correia dentada: se não trocar na hora certa pode perder o motor apareceu primeiro em AutoPapo.
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Suas principais vantagens quando comparada com a corrente metálica é ter funcionamento mais silencioso e ter menos perdas mecânicas. Em tempos onde as montadoras buscam a maior eficiência possível, qualquer ganho nisso é considerável.
VEJA TAMBÉM:
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- Correia dentada banhada a óleo é problema só para quem não cuida
- Dá para trocar a correia dentada por uma corrente metálica?
A desvantagem fica na durabilidade: a correia dentada exige trocas periódicas, enquanto a corrente pode durar centenas de milhares de quilômetros. Isso não é preocupação caso o motorista tome os devidos cuidados e não seja negligente com esse componente.
Qual é a função da correia dentada?
O primeiro carro no Brasil com correia dentada foi o Chevette (Foto: Chevrolet | Divulgação)
A correia dentada trabalha para fazer o sincronismo do virabrequim do com o comando de válvulas. O motor a combustão trabalha com precisão, quase como um relógio, onde as válvulas devem abrir na hora certa enquanto os pistões sobem e descem.
Em motores de concepção antiga, o comando de válvulas fica no bloco e o sincronismo era feito por engrenagens ligando essa peça diretamente ao virabrequim. Com o comando subindo para o cabeçote, a solução foi uma corrente similar a usada por bicicletas.
Nos anos 60 apareceram as correias dentadas, primeiro em um motor da alemã Glas. Essa solução se popularizou em 1966, quando a Pontiac adotou em seu seis cilindros em linha OHC e a Fiat com o quatro cilindros Lampredi — motor que foi usado no Brasil pelo Tempra.
No Brasil a correia dentada estreou em 1973 com o Chevrolet Chevette. Ela se popularizou mais tarde com os motores refrigerado a água da Volkswagen, o motor Fiasa da Fiat e o Família II do Monza.
Motor com correia dentada é bomba?
Muitos compradores torcem o nariz para os motores que usam esse componente no sincronismo. A justificativa fica no medo dela arrebentar e causar danos grandes. Ou no simples fato da troca ser periódica, enquanto a corrente dura mais.
Apesar de existir esses preconceitos, a correia dentada é algo já testado e aprovado. Sua manutenção é simples, como veremos a seguir. Consultamos o engenheiro mecânico Renato Passos para esclarecer:
Correia dentada não é problema. Entretanto, frente a todos os meios existentes para comandar a abertura e fechamento de válvulas, é o que demanda maior atenção em termos de manutenção e o menos susceptível a erros.
Quando é preciso trocar a correia dentada
Existem componentes de um carro cuja troca não pode ser planejada com uma quilometragem exata, pois o desgaste depende de outros fatores. A correia dentada costuma ter um prazo para a troca no manual, variando entre 40 e 60 mil km.
No plano de manutenção costuma ter um aviso sobre o uso severo ou em vias com muita poeira. Outro fator que pode encurtar a vida da correia dentada é o tempo.
O que desgasta a correia dentada
A poeira pode acelerar o desgaste da correia, a VW Amarok teve que fazer um recall por não proteger corretamente (Foto: Volkswagen | Divulgação)
A troca da correia dentada pode ser adiantada caso o carro rode muito por vias poeirentas. Isso foi até motivo para o recall no motor 2.0 diesel da Volkswagen Amarok, que não havia uma proteção adequadas contra isso.
Outro elemento que acelera o desgaste é o minério. Isso é um problema maior em Minas Gerais, onde estradas importantes são compartilhadas entre os caminhões de mineradoras e carros de passeio.
Por fim, existe a ação do tempo. Como todo componente que usa borracha, a correia dentada pode se degradar mesmo se o carro for pouco usado. É por isso que sua troca é indicada após a compra de um carro usado que ficou muito tempo parado.
Como saber quando a correia dentada está ruim?
Se não quiser esperar a quilometragem recomendada para trocar, existem formas de detectar o desgaste na correia dentada. Como ela cuida do sincronismo, conforme vai afrouxando pode alterar o sincronismo das válvulas e, com isso, aumentar o consumo de combustível.
Essa falta de sincronismo pode gerar trancos nas trocas de marchas, perda de desempenho e vibrações excessivas.
Um sintoma de que a correia precisa ser trocada logo é quando ela emite um som alto, como se algo estivesse arranhado. Esse barulho é fácil de ser detectado durante a partida.
Se não trocar, pode perder todo o motor
Fora de sincronia, as válvulas podem se chocar com os pistões caso a correia arrebente (Foto: Shutterstock)
Conforme já falamos, a sincronia do motor precisa ser precisa. Existem peças se movimentando em diversos sentidos. Caso a correia dentada se rompa, os pistões irão se chocar com as válvulas.
O conserto caso isso ocorra sai caro, pois além de trocar as peças, é preciso abrir o motor. Os periféricos que são tocados por essa correia também precisam ser checados.
O que é necessário trocar junto com a correia dentada
Quando chega a hora de substituir a correia dentada, ela não é trocada sozinha. Caso haja necessidade, é preciso substituir junto os tensores e a bomba d’água.
Sobre os tensores, não é regra trocar sempre junto da correia. Os de melhor qualidade podem durar mais que a correia, precisando apenas de uma regulagem.
Porém, mal não faz trocar tudo junto, já que os tensores são baratos e costuma vir em um kit com a correia.
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