Diversos fatores podem levar a um acidente de trânsito, que quando envolve um motociclista pode ser mais delicado, já que muitas vezes ele vai ao chão, além de não estar protegido por uma estrutura como a de um automóvel. Nessa perspectiva, o Boletim Çarê-IEPS n. 2 de Saúde da População Negra, apontou que negros são as principais vitimas de acidentes fatais de motocicleta e que esses números vêm crescendo.
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Taxas mensais e proporção de mortalidade segundo raça e cor (Foto: Çarê-IEPS | Reprodução)
O pesquisador da cátedra Çarê-IEPS e um dos autores do estudo, Rony Coelho, alerta que:
“Pesquisas importantes confirmam nossa percepção sobre as condições precárias de trabalho desses profissionais, não só em questões de direitos trabalhistas, mas também em termos de segurança e condições de saúde. O fato desses profissionais serem em sua maioria pessoas negras é um forte indício dos impactos da desigualdade racial na saúde. Essa é mais uma forma de violência dentre as muitas enfrentadas por negros e negras no nosso país”, afirma.
Aumento das mortes da população negra – Pilotos de pele preta também são maioria em internações
O Boletim n. 2 Çarê-IEPS também revelou que, com exceção dos três estados da região Sul e o estado do Amapá, as taxas de internação por acidentes de motos foi maior para negros do que para brancos. Os dados são referentes ao ano de 2021.
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Taxas mensais e proporção de mortalidade segundo raça e cor (Foto: Çarê-IEPS | Reprodução)
- Em um comparativo entre os anos de 2010 e 2021, o boletim aponta que a taxa anual de internações por acidentes de motocicletas aumentou em 64%.
- Segundo registrado na pesquisa: em janeiro de 2016, as taxas mensais de mortalidade para brancos e negros foram, respectivamente, de 0,05 e 0,06 a cada 100 mil habitantes das correspondentes categorias. Em janeiro de 2021, a taxa permaneceu a mesma para brancos, e aumentou para 0,08 para negros. Em números absolutos, foram 48 e 55 mortes de pessoas brancas em janeiro de 2016 e 2021, respectivamente. Para as pessoas negras, as mortes aumentaram de 75 para 102 nos mesmos marcos temporais, ou seja, comparando um único mês em anos diferentes.
- Um fator apontado como um dos possíveis causadores desse aumento das mortes da população negra é que, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a partir de 2016 houve um “boom” no crescimento dos entregadores de aplicativos, especialmente daqueles que trabalham na informalidade, ultrapassando outras como a de mototaxista.
- A coorelação é apicada, pois, a partir dos dados do 4º trimestre de 2021 da Pesquisa (Nacional por Amostra de Domicílios) PNAD, 73,8% dos mototaxistas são negros (pretos ou pardos), assim como 58,6% dos entregadores de aplicativo.
O pesquisador da cátedra Çarê-IEPS e um dos autores do estudo, Rony Coelho, alerta que:
“Pesquisas importantes confirmam nossa percepção sobre as condições precárias de trabalho desses profissionais, não só em questões de direitos trabalhistas, mas também em termos de segurança e condições de saúde. O fato desses profissionais serem em sua maioria pessoas negras é um forte indício dos impactos da desigualdade racial na saúde. Essa é mais uma forma de violência dentre as muitas enfrentadas por negros e negras no nosso país”, afirma.
Aumento das mortes da população negra – Pilotos de pele preta também são maioria em internações
O Boletim n. 2 Çarê-IEPS também revelou que, com exceção dos três estados da região Sul e o estado do Amapá, as taxas de internação por acidentes de motos foi maior para negros do que para brancos. Os dados são referentes ao ano de 2021.
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