Tem quem tenha medo de adquirir uma moto usada com muitos quilômetros rodados, afinal é comum que modelo muito rodado já apresente alguns bons sintomas de necessidade de manutenção. E é aí que vem o ledo engano de ir totalmente na contramão e adquirir uma “de garagem”.
A moto, assim como todo veículo, foi feita para rodar e um modelo que ficou muito tempo parado pode apresentar tantos problemas quanto uma que já rodou bastante. Para explicar, trouxemos aqui uma lista de problemas que podem aparecer quando uma moto fica seis meses, um ano ou mais tempo sem uma viagenzinha sequer.
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Primeiro é importante explicar um aspecto geral. Veículos automotores possuem várias partes que necessitam de lubrificação e passagem de fluidos. Dessa forma, quando a moto está parada, a maioria destas partes como motor, sistema de arrefecimento, freios e outros não recebem a lubrificação necessária e assim podem sofrer com partes ressecadas e possíveis quebras.
O primeiro e maior ponto de atenção em uma moto parada por muito tempo está no motor, isso pelo simples fato do óleo lubrificante ter uma validade máxima de um ano, na maioria dos casos.
Além disso, as peças internas lubrificadas pelo óleo ainda ficam expostas ao ressecamento, já que o litro que fica dentro do motor não atinge todas as partes enquanto não funciona.
A gasolina tem prazo de validade e por isso deixar uma moto parada por muito tempo pode gerar problemas. Passados cerca de três meses, a gasolina no tanque do veículo já não está ideal para uso, uma vez que suas propriedades se deterioram, assim há riscos de entupimentos, engasgos, queimas inadequadas e problemas nos sistemas de combustão e escape.
Mesmo os combustíveis premium não duram mais que 6 meses e assim como o óleo deve ser esgotado e substituído antes de um primeiro uso após muito tempo. Para as motos flex, o melhor é abastecer com etanol antes de deixar a moto de molho, uma vez que é um combustível que pode durar o dobro do tempo dentro do tanque.
O fluido do radiador também perde suas propriedades com o passar do tempo, comprometendo a qualidade do arrefecimento do motor e expondo-o ao risco de um superaquecimento.
Porém aqui o problema maior é outro. O líquido do radiador, quando a moto está em funcionamento, circula por mangueiras e dutos enquanto faz sua função de resfriamento. Nesse processo, o fluido também hidrata as partes emborrachadas por onde passa. Se a moto fica parada por muito tempo, as mangueiras se ressecam com facilidade e assim podem acontecer vazamentos repentinos e volta o problema do superaquecimento. Os pontos de ferrugem também são bem comuns quando o líquido não circula, causando corrosão.
Aqui o problema é no fluido de freio. Por ser higroscópico, ele absorve umidade com a moto parada o que favorece a corrosão interna das partes em contato como pinças, cilindros mestres e linhas. Tudo isso é um grande risco de perda da eficiência da frenagem da moto.
Foto: Shutterstock
Retentores de bengala (assim como outros emborrachados) dependem de movimento e hidratação para se manterem em bom estado de funcionamento. No caso destes retentores, é o movimento do uso da suspensão. Com o sobe e desce da condução, o óleo hidrata a borracha que se mantém em boas condições, evitando vazamentos de óleo, perda de pressão hidráulica e falhas na suspensão.
Em motos mais antigas, carburadas, a gasolina parada cria depósitos que obstruem giclês e canais internos, tornando o simples funcionamento do veículo complicado uma vez que vai engasgar e falhar.
Com o peso concentrado sempre no mesmo ponto, os pneus podem criar deformação permanente, gerando o chamado “pneu quadrado”. Com isso a borracha envelhece, perde elasticidade e pode trincar, o que literalmente acaba com o pneu.
Esse aqui talvez seja o principal pensamento do condutor que deixa o veículo parado, pois a maioria dos motoristas e pilotos sabe que um veículo parado descarrega a bateria. Porém também é o mais simples de se resolver. Basta dar uma carga para reanimar a “pilha”.
Depois de avaliar todos estes pontos em sua moto parada, o melhor é não ligá-la antes de levar a um especialista e/ou trocar todos os fluidos e conferir as partes emborrachadas. Essa simples precaução pode ser a diferença entre uma manutenção preventiva e uma corretiva.
Dica extra: para evitar deixar a moto parada muito tempo, alguns acham que basta ligá-la alguns minutos de vez em quando, mas o ideal é que de dias em dias o modelo ao menos dê algumas voltas no quarteirão até que o óleo atinja a temperatura de funcionamento.
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A moto, assim como todo veículo, foi feita para rodar e um modelo que ficou muito tempo parado pode apresentar tantos problemas quanto uma que já rodou bastante. Para explicar, trouxemos aqui uma lista de problemas que podem aparecer quando uma moto fica seis meses, um ano ou mais tempo sem uma viagenzinha sequer.
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Principais problemas ao deixar a moto parada muito tempo
Primeiro é importante explicar um aspecto geral. Veículos automotores possuem várias partes que necessitam de lubrificação e passagem de fluidos. Dessa forma, quando a moto está parada, a maioria destas partes como motor, sistema de arrefecimento, freios e outros não recebem a lubrificação necessária e assim podem sofrer com partes ressecadas e possíveis quebras.
Óleo de motor envelhecido
O primeiro e maior ponto de atenção em uma moto parada por muito tempo está no motor, isso pelo simples fato do óleo lubrificante ter uma validade máxima de um ano, na maioria dos casos.
Além disso, as peças internas lubrificadas pelo óleo ainda ficam expostas ao ressecamento, já que o litro que fica dentro do motor não atinge todas as partes enquanto não funciona.
Gasolina ‘podre’
A gasolina tem prazo de validade e por isso deixar uma moto parada por muito tempo pode gerar problemas. Passados cerca de três meses, a gasolina no tanque do veículo já não está ideal para uso, uma vez que suas propriedades se deterioram, assim há riscos de entupimentos, engasgos, queimas inadequadas e problemas nos sistemas de combustão e escape.
Mesmo os combustíveis premium não duram mais que 6 meses e assim como o óleo deve ser esgotado e substituído antes de um primeiro uso após muito tempo. Para as motos flex, o melhor é abastecer com etanol antes de deixar a moto de molho, uma vez que é um combustível que pode durar o dobro do tempo dentro do tanque.
Fluido de radiador e mangueira seca
O fluido do radiador também perde suas propriedades com o passar do tempo, comprometendo a qualidade do arrefecimento do motor e expondo-o ao risco de um superaquecimento.
Porém aqui o problema maior é outro. O líquido do radiador, quando a moto está em funcionamento, circula por mangueiras e dutos enquanto faz sua função de resfriamento. Nesse processo, o fluido também hidrata as partes emborrachadas por onde passa. Se a moto fica parada por muito tempo, as mangueiras se ressecam com facilidade e assim podem acontecer vazamentos repentinos e volta o problema do superaquecimento. Os pontos de ferrugem também são bem comuns quando o líquido não circula, causando corrosão.
Problemas com o freio
Aqui o problema é no fluido de freio. Por ser higroscópico, ele absorve umidade com a moto parada o que favorece a corrosão interna das partes em contato como pinças, cilindros mestres e linhas. Tudo isso é um grande risco de perda da eficiência da frenagem da moto.
Borrachas ressecadas na suspensão
Foto: Shutterstock
Retentores de bengala (assim como outros emborrachados) dependem de movimento e hidratação para se manterem em bom estado de funcionamento. No caso destes retentores, é o movimento do uso da suspensão. Com o sobe e desce da condução, o óleo hidrata a borracha que se mantém em boas condições, evitando vazamentos de óleo, perda de pressão hidráulica e falhas na suspensão.
Carburador entupido
Em motos mais antigas, carburadas, a gasolina parada cria depósitos que obstruem giclês e canais internos, tornando o simples funcionamento do veículo complicado uma vez que vai engasgar e falhar.
Pneu quadrado e ressecado
Com o peso concentrado sempre no mesmo ponto, os pneus podem criar deformação permanente, gerando o chamado “pneu quadrado”. Com isso a borracha envelhece, perde elasticidade e pode trincar, o que literalmente acaba com o pneu.
Fim da bateria
Esse aqui talvez seja o principal pensamento do condutor que deixa o veículo parado, pois a maioria dos motoristas e pilotos sabe que um veículo parado descarrega a bateria. Porém também é o mais simples de se resolver. Basta dar uma carga para reanimar a “pilha”.
O que fazer antes de ligar a moto novamente?
Depois de avaliar todos estes pontos em sua moto parada, o melhor é não ligá-la antes de levar a um especialista e/ou trocar todos os fluidos e conferir as partes emborrachadas. Essa simples precaução pode ser a diferença entre uma manutenção preventiva e uma corretiva.
Dica extra: para evitar deixar a moto parada muito tempo, alguns acham que basta ligá-la alguns minutos de vez em quando, mas o ideal é que de dias em dias o modelo ao menos dê algumas voltas no quarteirão até que o óleo atinja a temperatura de funcionamento.
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