A nostalgia é uma arma poderosa usada pelos fabricantes. Alguns carros nasceram de forma despretensiosa e se tornaram incríveis a ponto de ser difícil fazer um sucessor.
Porém a vontade das marcas em reaproveitar o nome para assimilar a novidade às glórias do passado pode ser arriscada. O público certamente irá chegar com expectativas altas, o que resulta em uma decepção ainda maior.
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A segui vamos listar alguns desses carros incríveis que não conseguiram manter a bola levantada com o passar do tempo.
O Delta de primeira geração fez história nos ralis (Foto: Lancia | Divulgação)
Na segunda geração perdeu a tração integral, mas pelo menos havia um modelo esportivo (Foto: Lancia | Divulgação)
O último Delta mostra o tamanho da decadência da marca (Foto: Lancia | Divulgação)
Toda a marca Lancia poderia estar aqui. Essa montadora italiana possui uma história riquíssima, sendo criadora de muitas inovações que hoje são padrão — fora seus belíssimos carros e história vitoriosa nas corridas.
O Lancia Delta nasceu em 1979 como um hatchback familiar, que se destacada no cenário pelo desenho assinado por Giorgetto Giugiaro. Ele só virou um carro icônico devido a seu incrível desempenho no campeonato mundial de rali, sendo campeão seis vezes seguidas de 1987 a 1992.
Como mandava o regulamento da época, era preciso ter um carro de rua para a homologação. O Lancia Delta HF Integrale trazia tração nas quatro rodas, motor turbo com versões até 215 cv.
A primeira geração do Delta saiu de linha em 1992, já bastante datado apesar das versões esportivas continuarem rápidas até hoje. Seu sucessor trocou as linhas retas de Giugiaro pelo desenho mais arredondado de Ercole Spada.
O carro novo não correu no grupo A de rali, mas chegou a ter a versão esportiva HF Turbo. O 2.0 16v turbo rendia 193 cv, mas mandava apenas para as rodas dianteiras. Ainda assim era um carro interessante, porém não tão marcante quando o antecessor.
A situação piorou de vez para o nome Delta quando a Lancia o reviveu em 2008, para uma versão mais luxuosa do Fiat Bravo. Nessa época a Lancia tentava ser uma marca apenas de luxo, sem esportividade. Isso era evidenciado pela grade cromada e pela paleta de cores do carro.
A esportividade ficou longe, maior parte das unidades vendidas traziam motor diesel. Existiu a opção do 1.4 T-Jet e do 1.75 da Alfa Romeo, esse último com 200 cv. Porém a dinâmica não era inspiradora, quem quisesse um hatch italiano esportivo estaria mais bem servido com a Alfa Romeo Giulietta QV.
O Impreza já nasceu pronto para o WRC (Foto: Subaru | Divulgação)
A geração atual traz apenas câmbio CVT, o WRX virou um carro à parte (Foto: Subaru | Divulgação)
O Impreza nada mais é que um Toyota Corolla da Subaru, seu sedã médio feito para vender em grandes volumes nos EUA e atender a um grande espectro de clientes. Mas como manda o figurino da marca, possui motor boxer e tração integral permanente.
A primeira geração sucedeu o Leone, que já havia uma presença no campeonato mundial de rali. Por isso ele já nasceu com intenção de ser usado em corridas, o primeiro WRX nasceu em 1992 praticamente junto do Impreza.
A partir da quarta geração do Subaru Impreza, o WRX se tornou um modelo independente. A quinta geração veio em 2016 sem ter uma versão esportiva e o foco era no hatch aventureiro XV.
O Subaru WRX “independente” ganhou uma nova geração baseada o Impreza de quinta geração em 2021, porém em 2023 sua versão civil mudou de geração novamente. Atualmente ele existe apenas como hatch e sem opção de câmbio manual, oferece apenas o CVT. Um presente no mínimo estranho para um carro de passado tão incrível.
O Celica começou como um esportivo leve e de tração dianteira (Foto: Toyota | Divulgação)
Mas fez história nas corridas, tendo como ápice o GT-Four com tração nas quatro rodas (Foto: Toyota | Divulgação)
Entretanto, sua geração final mudou a fórmula radicalmente e desagradou quem gostava dos modelos anteriores (Foto: Toyota | Divulgação)
O nome Celica já foi usado pela Toyota em esportivos das mais diversas formas. Começou por um “mini-Mustang” em 1971, com tração traseira, peso baixo e espertos motores de quatro cilindros. Nos anos 80 ele cresceu e suas versões de 6 cilindros se separaram para virar o Supra. Em 1985 mudou para a tração dianteira.
Uma constante nessa história era estar sempre presente nas pistas, seja de asfalto ou no cascalho do rali. A mudança para a tração dianteira trouxe junto a oferta da tração integral, chamada de GT-Four.
O auge foi na quinta geração, aquela com faróis escamoteáveis e que competiu com pintura da Castrol — quem curte videogames conhece. Mesmo sendo campeão usando trapaças, o Celica GT-Four continua sendo um carro incrível e cultuado.
O problema foi como a Toyota fez a geração seguinte. Sair de um cupê com motor 2.0 turbo de 244 cv e tração integral para um modelo de desenho esquisito, tração apenas na dianteira e motores 1.8 aspirado foi um choque para os fãs.
A sétima, e última, geração do Toyota Celica não era um carro ruim. Seu problema era com as expectativas. O modelo novo era mais leve, pesado apenas 1.090 kg, e trazia o 1.8 2ZZ com VVTL-i.
Era o VTEC da Toyota, que muda o perfil do comando de válvulas a partir de 6.200 rpm e girava até 8.200 rpm. O cabeçote era feito pela Yamaha inclusive. No Japão existiu versões de até 203 cv.
Esse carro seria um belo cupê para o Corolla, porém deixava a deseja para quem esperava um carro de rali para as ruas. Quem queria isso teve que esperar até a chegada do GR Yaris em 2020 ou do GR Corolla em 2022.
O Ghibli nasceu como grand tourer luxuoso e muito bonito (Foto: Bring a Trailer | Divulgação)
A versão mais recente trazia acabamento abaixo do esperado, era extremamente problemático e não trazia a beleza esperada por um carro da marca (Foto: Maserati | Divulgação)
Mais um carro com desenho incrível assinado por Giorgetto Giugiaro não conseguiu ter sucessores à altura. O Maserati Ghibli é um dos carros mais belos da marca, trazendo um longo capô, cabine recuado a traseira curta.
Sob esse capô estava o motor V8 4.7, que na versão SS era um 4.9. O Maserati Ghibli não era um esportivo e sim um Grand Tourer, um cupê feito para longas viagens e altas velocidades.
Assim como ocorreu com o Delta, o nome foi reutilizado em um carro até interessante, porém sem a beleza do pioneiro. O segundo Ghibli era uma versão mais extrema do Biturbo, com um motor mais forte e extremamente complexo. O que devia em estilo sobrava em desempenho.
O fundo do poço veio em 2013, época onde a então FCA queria aumentar o volume de vendas da Maserati. O novo Ghibli era um sedã com porte de BMW Série 5 e teve até versões com motor diesel, o mesmo V6 3.0 que foi oferecido aqui no Jeep Grand Cherokee.
Para competir com os renomados Mercedes-Benz Classe E e BMW Série 5 é preciso ter um carro de qualidade. A Maserati escorregou justamente nisso, o acabamento do Ghibli era muito abaixo do pedido pelo segmento, suas tecnologias eram ruins de usar, haviam muitas peças no interior compartilhadas com carros mais baratos e a confiabilidade era baixa.
Em 2014, por exemplo, o Ghibli emplacou 4.238 unidades na Europa. O Classe E vendeu 99.565 carros nesse mesmo período.
O K5 Blazer era a resposta da GM ao Ford Bronco original (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Para os brasileiros, Blazer significa um SUV robusto derivado de picape (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Mas atualmente o nome foi parar num SUV de asfalto que nem mesmo a Chevrolet havia grandes expectativas (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Seu futuro pelo menos parece promissor, com um elétrico de mais de 500 cv (Foto: Chevrolet | Divulgação)
O Chevrolet Blazer está para voltar ao Brasil, mas não se trata de um SUV com chassi derivado de picape. O que teremos é um SUV elétrico com estrutura do tipo monobloco e feito para rodar no asfalto.
O sucessor direto do Blazer tradicional já temos aqui e será atualizado em 2024, trata-se do Trailblazer. Mas não foi com o elétrico que esse nome deixou de ser usado em modelos robustos para virar um carro sem sal — o desempenho do elétrico pode até dar uma diversão que faltava.
Antes de falar da derrocada do Blazer, vamos relembrar as glórias do passado. O nome foi usado pela primeira vez no K5 de 1969, um utilitário de duas portas e 4×4 derivado da picape Chevrolet.
O K5 Blazer foi a resposta da GM ao sucesso do Ford Bronco, que por sua vez era um jipinho compacto, estiloso e menos rústico que o Jeep CJ. O fato de ser derivado da caminhonete implicou em uma cabine maior, oferta de motores V8 potentes e câmbio automático. O teto removível era o maior atrativo para quem queria usar o carro no lazer.
Nos anos 80 veio uma opção menor, o S-10 Blazer. Esse foi um dos pioneiros dos SUV como carro familiar, principalmente quando a versão de quatro portas veio em 1990. A segunda geração perdeu o “S-10” no nome e veio para o Brasil.
Nos EUA o Blazer tradicional saiu de linha em 2005, já no Brasil foi até 2012 e foi sucedido pelo Trailblazer. Em 2018 a General Motors ressuscitou o nome em um SUV de cinco lugares, maior que o Equinox e com tração dianteira, feito para competir com o Ford Edge.
O desenho era inspirado no Camaro, mas a esportividade parava aí. O motor V6 3.6 dava desempenho dentro do esperado para a categoria, mas o foco ao volante era o conforto.
Foi um carro tão sem sal que a marca não realizou um lançamento para a imprensa, de um dia para o outro ele apareceu à venda nas concessionárias. Um executivo da General Motors foi questionado sobre isso, sua resposta foi “nós sabíamos que vocês iriam chamar o carro de sem graça, mas nosso público vai comprar assim mesmo.”
O novo Blazer EV tem potencial de ser tornar um carro incrível, mas de forma diferente do antigo K5. Sua versão SS usa dois motores, que produzem 565 cv e 89,6 kgfm. O desempenho promete ser similar ao do Ford Mustang Mach-E, que é um dos SUVs elétricos mais legais do mercado.
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Porém a vontade das marcas em reaproveitar o nome para assimilar a novidade às glórias do passado pode ser arriscada. O público certamente irá chegar com expectativas altas, o que resulta em uma decepção ainda maior.
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A segui vamos listar alguns desses carros incríveis que não conseguiram manter a bola levantada com o passar do tempo.
1. Lancia Delta
O Delta de primeira geração fez história nos ralis (Foto: Lancia | Divulgação)
Na segunda geração perdeu a tração integral, mas pelo menos havia um modelo esportivo (Foto: Lancia | Divulgação)
O último Delta mostra o tamanho da decadência da marca (Foto: Lancia | Divulgação)
Toda a marca Lancia poderia estar aqui. Essa montadora italiana possui uma história riquíssima, sendo criadora de muitas inovações que hoje são padrão — fora seus belíssimos carros e história vitoriosa nas corridas.
O Lancia Delta nasceu em 1979 como um hatchback familiar, que se destacada no cenário pelo desenho assinado por Giorgetto Giugiaro. Ele só virou um carro icônico devido a seu incrível desempenho no campeonato mundial de rali, sendo campeão seis vezes seguidas de 1987 a 1992.
Como mandava o regulamento da época, era preciso ter um carro de rua para a homologação. O Lancia Delta HF Integrale trazia tração nas quatro rodas, motor turbo com versões até 215 cv.
A primeira geração do Delta saiu de linha em 1992, já bastante datado apesar das versões esportivas continuarem rápidas até hoje. Seu sucessor trocou as linhas retas de Giugiaro pelo desenho mais arredondado de Ercole Spada.
O carro novo não correu no grupo A de rali, mas chegou a ter a versão esportiva HF Turbo. O 2.0 16v turbo rendia 193 cv, mas mandava apenas para as rodas dianteiras. Ainda assim era um carro interessante, porém não tão marcante quando o antecessor.
A situação piorou de vez para o nome Delta quando a Lancia o reviveu em 2008, para uma versão mais luxuosa do Fiat Bravo. Nessa época a Lancia tentava ser uma marca apenas de luxo, sem esportividade. Isso era evidenciado pela grade cromada e pela paleta de cores do carro.
A esportividade ficou longe, maior parte das unidades vendidas traziam motor diesel. Existiu a opção do 1.4 T-Jet e do 1.75 da Alfa Romeo, esse último com 200 cv. Porém a dinâmica não era inspiradora, quem quisesse um hatch italiano esportivo estaria mais bem servido com a Alfa Romeo Giulietta QV.
2. Subaru Impreza
O Impreza já nasceu pronto para o WRC (Foto: Subaru | Divulgação)
A geração atual traz apenas câmbio CVT, o WRX virou um carro à parte (Foto: Subaru | Divulgação)
O Impreza nada mais é que um Toyota Corolla da Subaru, seu sedã médio feito para vender em grandes volumes nos EUA e atender a um grande espectro de clientes. Mas como manda o figurino da marca, possui motor boxer e tração integral permanente.
A primeira geração sucedeu o Leone, que já havia uma presença no campeonato mundial de rali. Por isso ele já nasceu com intenção de ser usado em corridas, o primeiro WRX nasceu em 1992 praticamente junto do Impreza.
A partir da quarta geração do Subaru Impreza, o WRX se tornou um modelo independente. A quinta geração veio em 2016 sem ter uma versão esportiva e o foco era no hatch aventureiro XV.
O Subaru WRX “independente” ganhou uma nova geração baseada o Impreza de quinta geração em 2021, porém em 2023 sua versão civil mudou de geração novamente. Atualmente ele existe apenas como hatch e sem opção de câmbio manual, oferece apenas o CVT. Um presente no mínimo estranho para um carro de passado tão incrível.
3. Toyota Celica
O Celica começou como um esportivo leve e de tração dianteira (Foto: Toyota | Divulgação)
Mas fez história nas corridas, tendo como ápice o GT-Four com tração nas quatro rodas (Foto: Toyota | Divulgação)
Entretanto, sua geração final mudou a fórmula radicalmente e desagradou quem gostava dos modelos anteriores (Foto: Toyota | Divulgação)
O nome Celica já foi usado pela Toyota em esportivos das mais diversas formas. Começou por um “mini-Mustang” em 1971, com tração traseira, peso baixo e espertos motores de quatro cilindros. Nos anos 80 ele cresceu e suas versões de 6 cilindros se separaram para virar o Supra. Em 1985 mudou para a tração dianteira.
Uma constante nessa história era estar sempre presente nas pistas, seja de asfalto ou no cascalho do rali. A mudança para a tração dianteira trouxe junto a oferta da tração integral, chamada de GT-Four.
O auge foi na quinta geração, aquela com faróis escamoteáveis e que competiu com pintura da Castrol — quem curte videogames conhece. Mesmo sendo campeão usando trapaças, o Celica GT-Four continua sendo um carro incrível e cultuado.
O problema foi como a Toyota fez a geração seguinte. Sair de um cupê com motor 2.0 turbo de 244 cv e tração integral para um modelo de desenho esquisito, tração apenas na dianteira e motores 1.8 aspirado foi um choque para os fãs.
A sétima, e última, geração do Toyota Celica não era um carro ruim. Seu problema era com as expectativas. O modelo novo era mais leve, pesado apenas 1.090 kg, e trazia o 1.8 2ZZ com VVTL-i.
Era o VTEC da Toyota, que muda o perfil do comando de válvulas a partir de 6.200 rpm e girava até 8.200 rpm. O cabeçote era feito pela Yamaha inclusive. No Japão existiu versões de até 203 cv.
Esse carro seria um belo cupê para o Corolla, porém deixava a deseja para quem esperava um carro de rali para as ruas. Quem queria isso teve que esperar até a chegada do GR Yaris em 2020 ou do GR Corolla em 2022.
4. Maserati Ghibli
O Ghibli nasceu como grand tourer luxuoso e muito bonito (Foto: Bring a Trailer | Divulgação)
A versão mais recente trazia acabamento abaixo do esperado, era extremamente problemático e não trazia a beleza esperada por um carro da marca (Foto: Maserati | Divulgação)
Mais um carro com desenho incrível assinado por Giorgetto Giugiaro não conseguiu ter sucessores à altura. O Maserati Ghibli é um dos carros mais belos da marca, trazendo um longo capô, cabine recuado a traseira curta.
Sob esse capô estava o motor V8 4.7, que na versão SS era um 4.9. O Maserati Ghibli não era um esportivo e sim um Grand Tourer, um cupê feito para longas viagens e altas velocidades.
Assim como ocorreu com o Delta, o nome foi reutilizado em um carro até interessante, porém sem a beleza do pioneiro. O segundo Ghibli era uma versão mais extrema do Biturbo, com um motor mais forte e extremamente complexo. O que devia em estilo sobrava em desempenho.
O fundo do poço veio em 2013, época onde a então FCA queria aumentar o volume de vendas da Maserati. O novo Ghibli era um sedã com porte de BMW Série 5 e teve até versões com motor diesel, o mesmo V6 3.0 que foi oferecido aqui no Jeep Grand Cherokee.
Para competir com os renomados Mercedes-Benz Classe E e BMW Série 5 é preciso ter um carro de qualidade. A Maserati escorregou justamente nisso, o acabamento do Ghibli era muito abaixo do pedido pelo segmento, suas tecnologias eram ruins de usar, haviam muitas peças no interior compartilhadas com carros mais baratos e a confiabilidade era baixa.
Em 2014, por exemplo, o Ghibli emplacou 4.238 unidades na Europa. O Classe E vendeu 99.565 carros nesse mesmo período.
5. Chevrolet Blazer
O K5 Blazer era a resposta da GM ao Ford Bronco original (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Para os brasileiros, Blazer significa um SUV robusto derivado de picape (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Mas atualmente o nome foi parar num SUV de asfalto que nem mesmo a Chevrolet havia grandes expectativas (Foto: Chevrolet | Divulgação)
Seu futuro pelo menos parece promissor, com um elétrico de mais de 500 cv (Foto: Chevrolet | Divulgação)
O Chevrolet Blazer está para voltar ao Brasil, mas não se trata de um SUV com chassi derivado de picape. O que teremos é um SUV elétrico com estrutura do tipo monobloco e feito para rodar no asfalto.
O sucessor direto do Blazer tradicional já temos aqui e será atualizado em 2024, trata-se do Trailblazer. Mas não foi com o elétrico que esse nome deixou de ser usado em modelos robustos para virar um carro sem sal — o desempenho do elétrico pode até dar uma diversão que faltava.
Antes de falar da derrocada do Blazer, vamos relembrar as glórias do passado. O nome foi usado pela primeira vez no K5 de 1969, um utilitário de duas portas e 4×4 derivado da picape Chevrolet.
O K5 Blazer foi a resposta da GM ao sucesso do Ford Bronco, que por sua vez era um jipinho compacto, estiloso e menos rústico que o Jeep CJ. O fato de ser derivado da caminhonete implicou em uma cabine maior, oferta de motores V8 potentes e câmbio automático. O teto removível era o maior atrativo para quem queria usar o carro no lazer.
Nos anos 80 veio uma opção menor, o S-10 Blazer. Esse foi um dos pioneiros dos SUV como carro familiar, principalmente quando a versão de quatro portas veio em 1990. A segunda geração perdeu o “S-10” no nome e veio para o Brasil.
Nos EUA o Blazer tradicional saiu de linha em 2005, já no Brasil foi até 2012 e foi sucedido pelo Trailblazer. Em 2018 a General Motors ressuscitou o nome em um SUV de cinco lugares, maior que o Equinox e com tração dianteira, feito para competir com o Ford Edge.
O desenho era inspirado no Camaro, mas a esportividade parava aí. O motor V6 3.6 dava desempenho dentro do esperado para a categoria, mas o foco ao volante era o conforto.
Foi um carro tão sem sal que a marca não realizou um lançamento para a imprensa, de um dia para o outro ele apareceu à venda nas concessionárias. Um executivo da General Motors foi questionado sobre isso, sua resposta foi “nós sabíamos que vocês iriam chamar o carro de sem graça, mas nosso público vai comprar assim mesmo.”
O novo Blazer EV tem potencial de ser tornar um carro incrível, mas de forma diferente do antigo K5. Sua versão SS usa dois motores, que produzem 565 cv e 89,6 kgfm. O desempenho promete ser similar ao do Ford Mustang Mach-E, que é um dos SUVs elétricos mais legais do mercado.
O post Estes 5 carros eram incríveis, mas as montadoras acabaram com eles apareceu primeiro em AutoPapo.
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