Existe uma conspiração das indústrias de petróleo para sabotar o carro elétrico? A procuradora-geral de Michigan, Dana Nessel, acredita que sim. Tanto que Nessel abriu um processo contra as maiores companhias de petróleo dos Estados Unidos, incluindo BP, Chevron, Exxon Mobil e Shell, além do American Petroleum Institute (API).
A ação acusa as empresas de operarem como um cartel para conter o avanço dos veículos elétricos e manter a dependência dos combustíveis fósseis, violando leis antitruste estaduais e federais. Segundo a acusação, as companhias agiram de forma coordenada para sufocar a concorrência e prejudicar a inovação tecnológica. O objetivo do processo é impedir a manutenção do suposto monopólio energético e garantir que o mercado ofereça preços justos e opções reais aos consumidores.
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O documento, com mais de 100 páginas, detalha práticas que teriam freado a adoção em massa dos elétricos nas últimas décadas. A ação sustenta que a indústria petrolífera utilizou seu poder econômico para manipular o mercado através de três frentes principais:
Em resposta, o American Petroleum Institute classificou o processo como infundado, argumentando que a política energética do país deve ser debatida no Congresso, e não nos tribunais.
A ofensiva judicial ocorre em um momento de desaceleração para os elétricos nos EUA. Montadoras como General Motors, Ford e Stellantis anunciaram recentemente a retomada de investimentos em motores a combustão, citando uma demanda abaixo do esperado para os modelos a bateria.
O cenário é agravado pelas políticas do governo Donald Trump, que eliminou créditos fiscais e cortou subsídios federais para a infraestrutura de recarga. A Chevron, uma das rés, declarou que o estado de Michigan segue dependente do petróleo para a geração de empregos e renda.
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A ação acusa as empresas de operarem como um cartel para conter o avanço dos veículos elétricos e manter a dependência dos combustíveis fósseis, violando leis antitruste estaduais e federais. Segundo a acusação, as companhias agiram de forma coordenada para sufocar a concorrência e prejudicar a inovação tecnológica. O objetivo do processo é impedir a manutenção do suposto monopólio energético e garantir que o mercado ofereça preços justos e opções reais aos consumidores.
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Estratégias de sabotagem e desinformação
O documento, com mais de 100 páginas, detalha práticas que teriam freado a adoção em massa dos elétricos nas últimas décadas. A ação sustenta que a indústria petrolífera utilizou seu poder econômico para manipular o mercado através de três frentes principais:
- Infraestrutura: atraso deliberado na instalação de carregadores em postos de combustível e postergação de projetos de eletrificação;
- Desinformação: financiamento de campanhas de fake news questionando a eficiência das energias renováveis e a viabilidade dos elétricos;
- Controle de mercado: ações orquestradas para limitar a oferta de energia elétrica voltada à recarga em pontos estratégicos.
Em resposta, o American Petroleum Institute classificou o processo como infundado, argumentando que a política energética do país deve ser debatida no Congresso, e não nos tribunais.
Recuo das montadoras e cenário político
A ofensiva judicial ocorre em um momento de desaceleração para os elétricos nos EUA. Montadoras como General Motors, Ford e Stellantis anunciaram recentemente a retomada de investimentos em motores a combustão, citando uma demanda abaixo do esperado para os modelos a bateria.
O cenário é agravado pelas políticas do governo Donald Trump, que eliminou créditos fiscais e cortou subsídios federais para a infraestrutura de recarga. A Chevron, uma das rés, declarou que o estado de Michigan segue dependente do petróleo para a geração de empregos e renda.
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