Notícia Fiat Fastback: 5 motivos para ter e outros cinco para não ter

A Fiat voltou a ter um carro mais caro em seu portfólio justamente para rever suas estratégias. Com o Fastback, recentemente lançado de forma oficial, a marca italiana aponta no segmento que mais cresce no mercado, o de SUVs, mas com uma proposta de design que sugere requinte e esportividade, e com um produto com margem de lucro bem mais generosa.


Desta forma nasceu o SUV-cupê, que chega a ter um desenho controverso e até parece meio desengonçado, tamanho o comprimento do balanço traseiro. Mas gosto não se discute e o fato é que a Fiat quer vender uns 3 mil Fastback por mês. Veja aqui cinco motivos para você fazer parte desta meta, e cinco motivos para não fazer…

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5 bons motivos para ter o Fiat Fastback​


Confira os bons atributos que podem te convencer a levar o SUV para casa.

Motores modernos e turbinados​


O Fiat Fatback só usa os motores mais recentes de origem FCA – Fiat Chrysler Automóveis, hoje Grupo Stellantis. E sempre turbo. O crossover acupezado feito sobre a base do Cronos (plataforma MLA) é produzido em Betim (MG) com os motores da linha GSE, de três e quatro cilindros.

As versões básica e intermediária – sob a alcunha T200 – vão de 1.0 6V turbo (que estreou no Pulse), com 130 cv de potência com etanol e 125 cv, com gasolina, a 5.750 rpm. O torque máximo de 20,4 kgfm (com qualquer um dos combustíveis) é atingido nas 1.750 rpm. A transmissão é a continuamente variável (CVT) que a marca passou a usar no Pulse, na Strada e no Cronos.

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Motor T270 entrega 185 cv na versão topo de linha do Fastback (Foto: Marcelo Jabulas | AutoPapo)

A opção topo de linha com o selo da Abarth usa a terminologia T270 para carregar o 1.3 8V que equipa modelos como a picape Toro, além dos Jeep Renegade, Compass e Commander. Aqui, o propulsor atua com o câmbio automático de seis marchas da Aisin. São 185 cv com álcool e 180 cv com gasolina a 5.750 rpm, enquanto o torque chega a 27,5 kgfm a 1.750 giros.

Desempenho​


Com os dois motores, o Fastback entrega uma performance condizente. Nos SUVs equipados com o motor 1.0, a aceleração de 0 a 100 km/h se dá em 9,4 segundos (etanol) e 9,7 segundos (gasolina), conforme dados da Fiat. Já a máxima prometida é de, respectivamente, 193 km/h e 190 km/h.

Com o 1.3, o SUV-cupê fica mais brabo. Apesar de um certo delay na primeira investida no pedal do acelerador, as arrancadas são bastante vigorosas, auxiliadas pela calibragem acertada da caixa de seis marchas.

Desta forma, o Fastback precisa de 8,1 segundos para sair da inércia e atingir os 100 km/h com etanol, e de 8,4 segundos, com gasolina. A velocidade final fica em 210 km/h com qualquer proporção de combustível, de acordo com a montadora italiana.

Bem equipado​


O Fastback traz, em toda a linha, o pacote de itens de auxílio ao motorista. Alerta de colisão com frenagem automática de emergência, aviso de mudança de faixa e regulagem automática dos faróis são de série em toda a linha, mas sente-se falta de equipamentos mais aprimorados, como controle de cruzeiro adaptativo e o sensor de ponto cego.

Mesmo assim, desde a versão de entrada Audace T200 (R$ 129.990) o Fastback é bem fornido. São quatro airbags (a Fiat diz que os laterais cobrem a tórax e a cabeça), freio de estacionamento eletrônico com auto hold, ar automático e digital, paddle shifters, sensor e câmera de ré, carregamento de celular por indução, multimídia com tela de 8,4” e conexão Android Auto e Apple CarPlay sem fio, faróis e lanternas full LED e rodas de liga-leve aro 17”.

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Pacote de conteúdos do Fastback é um dos pontos positivos do modelo (Foto: Marcelo Jabulas | AutoPapo)

A configuração Impetus T200 pede R$ 10 mil a mais pelos bancos de couro, acabamento interno escurecido, sensor de estacionamento dianteiro, pintura bicolor com teto preto, faróis de neblina dianteiros com conversão estática, rodas aro 18” com acabamento diamantado, retrovisores rebatíveis eletricamente, carpete e quadro de instrumentos eletrônico em tela de 7″. Além disso, a central multimídia usa monitor de 10,1″.

A opção topo de linha tem o nome de perder o fôlego. A Limited Edition Powered by Abarth T270, além de ser equipada com o motor 1.3 mais potente, recebe apliques visuais e custa R$ 149.990. As rodas aro 18″ têm acabamento escurecido e o SUV é adornado por símbolos “Limited Edition” nos para-lamas dianteiros e pelo selo “Powered by Abarth” no cofre do motor e na tampa do porta-malas.

Revisões e manutenção​


O Fastback segue o padrão de três anos de garantia, mas a marca italiana alardeia que o novo SUV da marca tem a cesta de peças mais barata entre os concorrentes. Segundo a fabricante, esse kit (que é definido pela Anfavea, a associação das montadoras) é até 47% melhor nas versões T200 e até 38% melhor na com T270.

O problema é que a marca não detalhou quais peças fazem parte da cesta e muito menos informou quanto ela custa. Tampouco explicou em relação a quais concorrentes essas porcentagens de custos são mais baratas.

De qualquer forma, o plano de revisões com preço fixo previsto para o Fastback tem valores razoáveis para a faixa de preço onde o carro se posiciona. Confira os valores das seis primeiras manutenções programadas, apurados em setembro de 2022 e válidos para as versões 1.0 e 1.3.

  • 1ª Revisão (10.000 Km): R$ 556,00
  • 2ª Revisão (20.000 Km): R$ 568,00
  • 3ª Revisão (30.000 Km): R$ 656,00
  • 4ª Revisão (40.000 Km): R$ 736,00
  • 5ª Revisão (50.000 Km): R$ 584,00
  • 6ª Revisão (60.000 Km): R$ 1.096,00

A marca também diz que o Fastback é vendido com três opções de pacotes de manutenção que podem ser contratados junto com o SUV. Os pacotes, que não tiveram preços revelados, incluem revisões, cobertura de itens de desgaste, palheta de parabrisa, oxi-sanitização do ar, alinhamento e balanceamento e até um ano de garantia adicional.

Porta-malas​


Sem dúvida, um dos grandes destaques do Fastback. Se a concorrência geralmente deixa a desejar nesse quesito, o novo SUV-cupê oferece 516 litros de capacidade, quase o mesmo que o espaço para bagagens do Cronos. Além disso, o vão largo facilita a colocação das malas. A capacidade de carga, contudo, é a mesma de um sedã: 400 kg.

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Porta-malas leva 516 litros, que faz dele referência no segmento (Foto: Fiat | Divulgação)

5 motivos para não ter o Fiat Fastback​


Nem tudo são flores do cupê anabolisado. Saiba quais são os pontos que podem de fazer desistir do Fastback.

Consumo​


Esses motores turbinados novos da Fiat (ops, Stellantis) são valentes e modernos, mas esqueceram de fazer a lição de casa quanto ao consumo. Os modelos estão longe de uma nota A pelos padrões de médias do Inmetro. Confira

Fiat Fastback 1.0​

TrajetoCombustívelConsumo
Urbanoetanol8,9 km/l
Urbanogasolina11,9 km/l
Rodoviárioetanol10,2 km/l
RodoviárioGasolina14,6 km/l

Fiat Fastback 1.3​

TrajetoCombustívelConsumo
Urbanoetanol7,9 km/l
Urbanogasolina11,3 km/l
Rodoviárioetanol9,7 km/l
RodoviárioGasolina13,9 km/l

Espaço na cabine do Fiat Fastback​


Se o porta-malas é o destaque, o mesmo não pode ser dito sobre a cabine. Lembre-se que você está dentro de um Cronos, com entre-eixos de 2,53 metros e que aquele balanço traseiro todo só beneficiou mesmo o compartimento para bagagens. Na frente, motorista e carona têm limitações normais como no sedã compacto da marca.

Os joelhos ainda esbarram no largo console central, apesar de haver alguma sobra para os ombros. Atrás, a situação piora. O caimento da terceira coluna atrapalha quem tem mais de 1,75 m.de altura. Além disso, a saída de ar traseira é muito recuada. Isso aliado ao túnel de transmissão praticamente inviabiliza um adulto no banco do meio.

Isolamento acústico​


Outro ponto a desejar no Fiat Fastback. A vedação da cabine é ruim e ouve-se muito dos barulhos de rodagem e de vento, especialmente com o SUV na estrada. Os ruídos do motor e da suspensão também atrapalham qualquer bate-papo a bordo.

fiat fastback audace turbo 200 2023 cinza painel

Isolamento acústico está longe de ser um ponto positivo no SUV italiano (Foto: Fiat | Divulgação)

Acabamento mais ou menos​


Não chega a ser um acabamento pobre, mas espera-se mais de um carro que custa a partir de R$ 130 mil. Para começar, o design de revestimentos do painel e das portas remete diretamente ao Pulse, modelo mais barato.

Além disso, o plástico rígido usado não inspira muito requinte. Os detalhes em preto brilhante e acabamento escurecido da versão topo de linha melhoram bastante a aparência geral.

Filtragem​


Dicas para aqueles ajustes que as montadoras fazem normalmente nos primeiros anos de vida de um novo projeto: o Fastback merece um acerto mais fino da suspensão. Apesar do bom comportamento em curvas, o jogo traseiro por eixo de torção e sem barra estabilizadora reflete muito das imperfeições da pista em determinadas situações. O volante também tem isolamento ruim, e o motorista sente todas as trepidações em suas mãos.


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