Notícia Ford avança no desenvolvimento de uma nova geração de veículos elétricos

O foco é melhorar a eficiência energética e reduzir custos




O objetivo da Ford é claro com o desenvolvimento da nova geração de veículos elétricos, a ampliação da autonomia com baterias menores e tornar os modelos mais acessíveis.

Hoje, a bateria representa cerca de 40% do custo total de um elétrico e mais de 25% do peso do veículo. Para a Ford, simplesmente aumentar a capacidade para reduzir a “ansiedade de autonomia” encarece o produto e compromete a eficiência. A estratégia é inversa, extrair mais quilômetros por kWh e simplificar a arquitetura do veículo.

A abordagem remete a uma virada histórica da marca. Em 2011, a Ford introduziu o motor turbo EcoBoost na picape Ford F-150, apostando em downsizing com ganho de desempenho e eficiência. A estratégia enfrentou ceticismo, mas se consolidou. Hoje, cerca de 75% das F-150 vendidas nos EUA utilizam motores turbo.


Nova plataforma elétrica




A próxima etapa dessa filosofia será aplicada a uma nova plataforma dedicada a elétricos, que estreia com uma picape média. Para atingir metas agressivas de custo e autonomia, a Ford criou uma equipe focada em métricas integradas de eficiência, peso, aerodinâmica e resistência ao rolamento.

O diferencial está no sistema interno de “recompensas”: cada decisão de engenharia passa a ter impacto direto mensurado em autonomia e custo de bateria. Um exemplo prático: elevar o teto em apenas 1 mm pode significar US$ 1,30 adicionais no custo da bateria ou perda de 0,088 km de autonomia.

Outro caso é o redesenho dos retrovisores, agora mais de 20% menores. A solução reduz massa e arrasto aerodinâmico, gerando ganho estimado de 2,4 km na autonomia.


Arquitetura elétrica integrada




A Ford também internalizou o desenvolvimento da arquitetura elétrica de alta tensão após a aquisição da Auto Motive Power (AMP). A meta é otimizar a conversão e o gerenciamento de energia, reduzindo perdas tanto no carregamento quanto na alimentação de sistemas auxiliares em 48 V.

O resultado inclui:


  • Sistema elétrico de baixa tensão de 48 volts inédito na marca
  • Chicote elétrico 1,2 km mais curto
  • Redução de aproximadamente 10 kg no peso total da fiação
  • Apenas cinco módulos principais de controle eletrônico (contra mais de 30 ECUs em veículos convencionais)

Além disso, o novo ecossistema de carregamento será totalmente desenvolvido internamente, com software próprio e suporte a carregamento bidirecional. A promessa é reduzir o tempo de recarga, aumentar a durabilidade da bateria e diminuir o custo total de propriedade.



Estratégia de longo prazo


A Ford afirma que está construindo uma plataforma elétrica totalmente integrada e não apenas soluções isoladas. A meta é competir em preço com os principais modelos globais, inclusive veículos a combustão, mantendo desempenho e eficiência como pilares centrais.

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