Notícia Freio: um perigo para a sua vida… E o seu bolso

Os freios do carro funcionam com pastilhas pressionadas contra discos. A pastilha é composta de uma base de aço sobre a qual se deposita um revestimento de material mais macio. Ele faz o contato contra o disco e provoca o atrito que reduz a velocidade do carro. E se desgasta com o tempo.

A pastilha de freio deve ser verificada periodicamente para se avaliar a espessura do material de revestimento sobre a base de aço. Em alguns poucos modelos, quando ele atinge um valor mínimo, o motorista é alertado por uma luz no painel.

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Cuidado: normalmente a verificação é visual, muito simples e, na maioria dos casos, não há necessidade de desmontar nada no automóvel.

Mas se a pastilha não for substituída, o material de revestimento se desgasta e a base de aço entra em contato com o disco, danificando-o. É o caso típico da manutenção corretiva que vai custar muito mais, pois, além da troca das pastilhas, haverá necessidade de retificar ou trocar o disco e por isso recomenda-se a verificação da pastilha a cada 5.000 ou 10.000 km. Quando o motorista percebe um ranger de metais ao acionar o pedal do freio, é sinal de que a base de aço já está em contato com o disco.

pastilha freio portal


Se as pastilhas forem substituídas em tempo hábil, nenhum problema. Caso tenham surgido alguns frisos no disco, basta uma ligeira intervenção para deixá-lo novamente liso. Se a pastilha não foi trocada e a base de aço encostou no disco, os danos são mais profundos e será necessária uma verificação.

Se for possível uma retífica do disco sem ultrapassar a espessura mínima recomenda pela fábrica, o problema está resolvido. Caso contrário, os discos devem também ser substituídos.

Atenção para não se fazer uma retífica não recomendada pela espessura mínima ou pelo valor de um novo disco: a “boa notícia” é que, em muitos casos, o custo para sua aquisição é inferior ao de seu reparo por uma retífica.

shutterstock freio a disco carro com roda desmontada

Desgaste além do limite da pastilha também compromete o disco de freio (Foto: Shutterstock)

Fading: de quem a culpa?​


Numa longa e sinuosa descida de estrada, família e bagagem pesando o carro, o motorista pisa continuamente no freio. Até que ele se recusa a funcionar, para desespero de todos. Às vezes, dá para o motorista parar no acostamento algumas dezenas de metros adiante. Passada a tremedeira, todos sãos e salvos, passa também o problema e, como que por encanto, o freio volta a funcionar.

Mágica nenhuma: o sistema deixou de funcionar por super-aquecimento, pois foi solicitado demasiadamente pelo motorista. Resfriado pela pausa, ele recupera suas funções.

E aí vem a picaretagem: na oficina, no dia seguinte, diante da descrição do problema, o mecânico sugere troca de vários componentes. Completamente desnecessária.

freio superaquecido fading shutterstock

Descer com o freio motor evita o superaquecimento dos freios (Foto: Shutterstock)

O que ele deveria sugerir é de o motorista aprender a dirigir e, numa longa e sinuosa descida, engatar uma marcha reduzida para que o freio motor ajude na redução da velocidade. A rigor, o que muitos fazem é engatar na descida a mesma marcha que utilizaria para subir aquele trecho. Em resumo: fading, o superaquecimento dos freios, é evitável. E quando ocorre, basta esperar até que o sistema se resfrie naturalmente.

Limpeza do freio?​


Pi-ca-re-ta-gem! Mecânico consciencioso não inclui este item no orçamento, apenas aproveita que vai abrir os freios traseiros (a tambor) para uma limpeza do pó que foi se acumulando em cada freiada. E, se os freios das rodas traseiras forem – como as dianteiras – também a disco, nenhuma necessidade de limpeza alguma.

Posso completar o fluido de freio?​

tanque fluido freio portal

Nível deve ser verificado sem abrir a tampa do reservatório (Foto: Shutterstock)

Tão importante quanto verificar periodicamente o nível do reservatório do fluido de freio é NÃO completá-lo se estiver pouco abaixo do nível correto, mas levar o carro à oficina. Por dois motivos:

  1. Ele pode estar baixo pelo desgaste de pastilhas e lonas. Neste caso, basta substitui-las para ele voltar ao nível correto;
  2. Ele pode estar vazando em algum ponto do circuito hidráulico. Neste caso, a solução também é uma visita ao mecânico. Só mesmo se o reservatório estiver vazio, sinal de que o fluido está acabando, é que deve se completar para se ter o sistema funcionando até chegar à oficina.

Outra recomendação: JAMAIS abrir a tampa do reservatório (só mesmo numa emergência), pois o fluido é higroscópico (absorve umidade) e as gotículas de água misturadas reduzem a eficiência do sistema de freios.

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