A General Motors não quer saber de carro híbrido em sua gama, ela quer o 100% elétrico. Ao contrário de Stellantis, Volkswagen e Toyota que apostam que a combinação do motor térmico e elétrico seja a solução mais viável para a descarbonização dos automóveis, a GM só tem olhos para automóveis movidos puramente com eletricidade armazenadas em baterias.
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E ela garante que o elétrico, combinado com o uso da energia hidrelétrica é a forma mais eficaz para neutralizar a emissão de carbono no sistema de transporte. Suas rivais, por sua vez, apostam no etanol, que é capaz de neutralizar o carbono da queima (no motor) com o processo de plantio.
Para a GM a cana-de-açúcar deveria ser utilizada na produção de hidrogênio e não combustível (Foto: VWCO | Divulgação)
Isso porque a GM explica que é preciso levar em consideração não apenas a queima do etanol no motor, mas também o impacto da produção do combustível desde o plantio, colheita e produção, um ciclo conhecido como Well-To-Wheel” (WTW), que em português se traduz em “Poço à Roda”. Assim, aos olhos da GM, até mesmos os híbridos seriam incapazes de neutralizar suas emissões e atingir as metas de descarbonização do setor.
Ela ainda se baliza na defesa do carro 100% elétrico pelo fato de 86% da energia elétrica no país vem de fontes renováveis e limpas, ao contrário de outros mercados em que a recarga de um elétrico depende da energia gerada com base em usinas térmicas, que usam carvão como combustível.
O discurso vai na contramão daquilo que defende a Stellantis. Recentemente, o vice-presidente de Compliance de Produto da Stellantis para a América do Sul, João Irineu, em encontro com a imprensa, explicou porque o carro híbrido é a solução mais viável.
A Stellantis também leva em consideração a metodologia “Poço à Roda” e garante que o funcionamento de um carro elétrico e de um carro abastecido apenas com etanol são praticamente iguais. Numa escala de impacto em que o uso da gasolina corresponde a 100 WTW em emissões, o uso apenas do etanol corresponde a 32 WTM e o elétrico emite 28 WTM.
Entra na conta da neutralização do etanol o fato de o plantio da cana capturar 70% do carbono gerado na queima no motor. No entanto, a Stellantis garante que quando se combina o etanol com sistema híbrido, a eficiência supera o elétrico.
Segundo a Stellantis, é mais fácil iniciar a produção do carro híbrido do que partir para o 100% elétrico no Brasil (Foto: VW | Divulgação)
Além disso, a Stellantis também considera outros dois fatores para optar pelo carro híbrido e não pelo elétrico: infraestrutura de produção e preço. De acordo com o grupo não dá para virar a chave de uma vez, pois causaria um colapso na cadeia de produção.
A ideia de Irineu é iniciar a eletrificação de forma gradual, partindo do híbrido leve, posterior mente o híbrido. Num terceiro momento o híbrido plug-in e posteriormente o 100% elétrico.
Mas para a GM o ideal é encurtar o caminho para obter uma neutralidade plena de forma mais rápida. Para Kremer, o etanol será mais útil na produção de hidrogênio do que propriamente para abastecer automóveis. “Pela perspectiva da convergência global e potencial futuro de exportação da indústria nacional é indiscutível que o EV é a melhor solução”, complementa o executivo da GM.
O Chevrolet Bolt EUV é uma versão mais aventureira do Bolt EV, e estreou com preço de R$ 280 mil no Brasil (Foto: GM | Divulgação)
De fato, a filial da General Motors não tem muito o que fazer. Nos Estados Unidos a migração será da combustão para o 100% elétrico e já começou. A marca já conta com a dupla Bolt EV e Bolt EUV e já revelou o Equinox EV e também terá a Blazer EV, isso apenas na gama Chevrolet. Mas isso é nos EUA.
Quando se fala de Brasil com sua abundante matriz hidrelétrica, A GM não detalha quanto iria custar seu carro elétrico e como ele seria fabricado no Brasil. Hoje todos os elétricos são importados e seus valores partem de R$ 150 mil. O Bolt EUV, que terá apenas 200 unidades importadas, custa R$ 280 mil. A conta não fecha.
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E ela garante que o elétrico, combinado com o uso da energia hidrelétrica é a forma mais eficaz para neutralizar a emissão de carbono no sistema de transporte. Suas rivais, por sua vez, apostam no etanol, que é capaz de neutralizar o carbono da queima (no motor) com o processo de plantio.
“Apesar da notabilidade do papel do etanol, o Brasil não pode deixar de buscar alternativas mais eficientes, como o carro elétrico, o único que não emite gás carbônico ou poluentes por onde roda. Por isso nem escapamento tem”, observa o diretor de Engenharia e Planejamento de Produto da GM América do Sul, Elbi Kremer.
Para a GM a cana-de-açúcar deveria ser utilizada na produção de hidrogênio e não combustível (Foto: VWCO | Divulgação)
Isso porque a GM explica que é preciso levar em consideração não apenas a queima do etanol no motor, mas também o impacto da produção do combustível desde o plantio, colheita e produção, um ciclo conhecido como Well-To-Wheel” (WTW), que em português se traduz em “Poço à Roda”. Assim, aos olhos da GM, até mesmos os híbridos seriam incapazes de neutralizar suas emissões e atingir as metas de descarbonização do setor.
Ela ainda se baliza na defesa do carro 100% elétrico pelo fato de 86% da energia elétrica no país vem de fontes renováveis e limpas, ao contrário de outros mercados em que a recarga de um elétrico depende da energia gerada com base em usinas térmicas, que usam carvão como combustível.
Elétrico na contramão do carro híbrido
O discurso vai na contramão daquilo que defende a Stellantis. Recentemente, o vice-presidente de Compliance de Produto da Stellantis para a América do Sul, João Irineu, em encontro com a imprensa, explicou porque o carro híbrido é a solução mais viável.
A Stellantis também leva em consideração a metodologia “Poço à Roda” e garante que o funcionamento de um carro elétrico e de um carro abastecido apenas com etanol são praticamente iguais. Numa escala de impacto em que o uso da gasolina corresponde a 100 WTW em emissões, o uso apenas do etanol corresponde a 32 WTM e o elétrico emite 28 WTM.
Entra na conta da neutralização do etanol o fato de o plantio da cana capturar 70% do carbono gerado na queima no motor. No entanto, a Stellantis garante que quando se combina o etanol com sistema híbrido, a eficiência supera o elétrico.
“O grande problema do carro abastecido com o etanol é durante seu funcionamento frio, quando ele é mais poluente. Ou seja, quando se dá a partida, o catalizador leva alguns minutos para se aquecer e atuar de forma efetiva. Com o motor híbrido, mesmo do tipo leve, a unidade elétrica assume a tração enquanto o sitema térmico atinja a temperatura ideal, tornando ele ainda mais eficiente”, explicou Irineu.
Segundo a Stellantis, é mais fácil iniciar a produção do carro híbrido do que partir para o 100% elétrico no Brasil (Foto: VW | Divulgação)
Além disso, a Stellantis também considera outros dois fatores para optar pelo carro híbrido e não pelo elétrico: infraestrutura de produção e preço. De acordo com o grupo não dá para virar a chave de uma vez, pois causaria um colapso na cadeia de produção.
“Uma fabricante de automóveis monta seus carros com peças enviadas de seus fornecedores. Juntamos tudo e fazemos um automóvel. Apesar de um carro elétrico e um a combustão serem parecido diantes dos olhos, são produtos completamente diferentes e que exigiria um investimento imenso na cadeia de fornecimento”, comentou o executivo da Stellantis.
A ideia de Irineu é iniciar a eletrificação de forma gradual, partindo do híbrido leve, posterior mente o híbrido. Num terceiro momento o híbrido plug-in e posteriormente o 100% elétrico.
“O mercado também não teria como absorver essa mudança de imediato. O carro elétrico é caro e depende de insumos importados. É preciso ampliar a nacionalização dos componentes para chegar a um preço que o consumidor consiga pagar. Por isso, o híbrido leve surge como uma opção que atrela neutralização de emissões e valores factíveis”, conclui Irineu.
Mas para a GM o ideal é encurtar o caminho para obter uma neutralidade plena de forma mais rápida. Para Kremer, o etanol será mais útil na produção de hidrogênio do que propriamente para abastecer automóveis. “Pela perspectiva da convergência global e potencial futuro de exportação da indústria nacional é indiscutível que o EV é a melhor solução”, complementa o executivo da GM.
O Chevrolet Bolt EUV é uma versão mais aventureira do Bolt EV, e estreou com preço de R$ 280 mil no Brasil (Foto: GM | Divulgação)
De fato, a filial da General Motors não tem muito o que fazer. Nos Estados Unidos a migração será da combustão para o 100% elétrico e já começou. A marca já conta com a dupla Bolt EV e Bolt EUV e já revelou o Equinox EV e também terá a Blazer EV, isso apenas na gama Chevrolet. Mas isso é nos EUA.
Quando se fala de Brasil com sua abundante matriz hidrelétrica, A GM não detalha quanto iria custar seu carro elétrico e como ele seria fabricado no Brasil. Hoje todos os elétricos são importados e seus valores partem de R$ 150 mil. O Bolt EUV, que terá apenas 200 unidades importadas, custa R$ 280 mil. A conta não fecha.
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