O comércio entre Brasil e China no primeiro trimestre de 2026 foi marcado por um salto sem precedentes nos setores ligados à matriz de transportes e energia. Enquanto o Brasil dobrou o envio de petróleo bruto para suprir a demanda por combustíveis do gigante asiático, a entrada de veículos eletrificados chineses no mercado nacional cresceu mais de sete vezes no mesmo período, segundo relatado pela Folha de S. Paulo.
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A exportação de óleo bruto atingiu patamares históricos, impulsionada pela busca de Pequim por segurança energética. Diante da instabilidade no Estreito de Ormuz — rota vital para o suprimento global —, o Brasil consolidou-se como fornecedor estratégico. As vendas somaram US$ 7,2 bilhões (R$ 36,36 bilhões), com o volume exportado saltando 122%, de 7,4 milhões para 16,5 milhões de toneladas.
O petróleo brasileiro passou a representar uma fatia crucial das importações chinesas, chegando a responder por 65% das vendas externas do produto em março, no auge das tensões no Irã. Esse movimento logístico reforçou o papel do país como alternativa às rotas tradicionais do Oriente Médio, garantindo o fluxo necessário para a infraestrutura de transporte da segunda maior economia do mundo.
No fluxo inverso, o destaque absoluto ficou com a mobilidade sustentável: as importações de carros elétricos e híbridos chineses cresceram 7,5 vezes no trimestre, somando US$ 1,23 bilhão (R$ 6,21 bilhões). O avanço reflete uma corrida dos importadores para recompor estoques antes do aumento definitivo do Imposto de Importação, previsto para julho, quando as alíquotas chegarão a 35%.
Acompanhando a tendência automotiva, a compra de baterias de lítio — componente central da nova frota nacional — subiu 49% em volume. No panorama geral, a indústria extrativa e o setor de transportes ditaram o ritmo do recorde de US$ 23,9 bilhões exportados pelo Brasil para a China no trimestre.
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A exportação de óleo bruto atingiu patamares históricos, impulsionada pela busca de Pequim por segurança energética. Diante da instabilidade no Estreito de Ormuz — rota vital para o suprimento global —, o Brasil consolidou-se como fornecedor estratégico. As vendas somaram US$ 7,2 bilhões (R$ 36,36 bilhões), com o volume exportado saltando 122%, de 7,4 milhões para 16,5 milhões de toneladas.
A logística do combustível e a demanda chinesa
O petróleo brasileiro passou a representar uma fatia crucial das importações chinesas, chegando a responder por 65% das vendas externas do produto em março, no auge das tensões no Irã. Esse movimento logístico reforçou o papel do país como alternativa às rotas tradicionais do Oriente Médio, garantindo o fluxo necessário para a infraestrutura de transporte da segunda maior economia do mundo.
No fluxo inverso, o destaque absoluto ficou com a mobilidade sustentável: as importações de carros elétricos e híbridos chineses cresceram 7,5 vezes no trimestre, somando US$ 1,23 bilhão (R$ 6,21 bilhões). O avanço reflete uma corrida dos importadores para recompor estoques antes do aumento definitivo do Imposto de Importação, previsto para julho, quando as alíquotas chegarão a 35%.
Acompanhando a tendência automotiva, a compra de baterias de lítio — componente central da nova frota nacional — subiu 49% em volume. No panorama geral, a indústria extrativa e o setor de transportes ditaram o ritmo do recorde de US$ 23,9 bilhões exportados pelo Brasil para a China no trimestre.
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