O Honda Civic faz sucesso há muito tempo no Brasil. Por aqui, ele é vendido desde a década de 1990 e sempre gozou de grande prestígio. Primeiro por ser importado e segundo por se japonês. Mas a história desse Honda nem sempre foi tão glamorosa e ele teve um começo de carreira bem modesto.
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O Civic foi lançado em 11 de julho de 1972, já como linha 1973. Ele era a aposta da Honda para internacionalizar suas operações. E deu certo, o Civic é um dos carros mais populares do planeta, mas nasceu bem diferente do sedã que conhecemos por aqui.
Diferentemente da Toyota, que apostou no formato sedã para o Corolla, o Civic chegou com carroceria hatchback, com opções de duas ou quatro portas. Ele era uma evolução do diminuto N600, que no Japão concorria no segmento Kei Car, que limita o motor a 600 cm³.
Com formas retilíneas, o Civic tinha clara inspiração nos compactos europeus, como Fiat 127 e Renault 5, que são seus contemporâneos. Um dos mercados em que ele apresentou a marca foi o britânico. Por lá, as japonesas contavam com vantagem de não precisar trocar o conjunto de direção de lugar, uma vez que tanto na ilha da rainha e no arquipélago dos samurais, o motorista se senta à direita.
E assim como o BMC Mini, o Civic também já contava com motor transversal e tração dianteira. Ele era equipado com um bloco 1.2 de 50 cv e opções de transmissão manual de quatro marchas ou semiautomática HondaMatic, com duas velocidades.
Versão quatro portas do Civic oferecia praticidade para precisa de um automóvel para levar a família
Certamente estava longe de ser um exemplo em performance, mas tinha chegado em ótima hora. Isso porque, um ano depois estouraria a Crise do Petróleo, e carros com motores pequenos se tornaram extremamente procurados.
Seu interior era simples e seu pacote de conteúdos também não trazia grandes refinamentos. Rádio AM, acabamento em plástico, rodas de aço faziam parte da cesta de conteúdos. Mas que era factível para a classe trabalhadora.
Se hoje o Type R é a versão endiabrada do Civic, em 1974, a opção esportiva era o RS. Ele contava com carburador duplo, novo coletores de admissão e escape e até mesmos pistões que elevavam a taxa de compressão. Com as mudanças motor 1.2 passou a entregar 76 cv e 10 kgfm de torque.
Além do Japão, a primeira geração do Civic também foi produzida na Indonésia, Malásia e Nova Zelândia. Nos Estados Unidos, ele só aportou em 1978, quase na virada para a segunda geração.
Não demorou para ganhar mercado. Por lá, os norte-americanos estavam se virando com “improvisos” locais, como Ford Pinto (versão hatch do Maverick), AMC Gremlin e Chevrolet Vega, que tentavam se posicionar num inexistente segmento de compactos.
O post Há 50 anos, Civic chegava ao mercado como hatch compacto apareceu primeiro em AutoPapo.
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O Civic acaba de completar 50 anos
O Civic foi lançado em 11 de julho de 1972, já como linha 1973. Ele era a aposta da Honda para internacionalizar suas operações. E deu certo, o Civic é um dos carros mais populares do planeta, mas nasceu bem diferente do sedã que conhecemos por aqui.
Diferentemente da Toyota, que apostou no formato sedã para o Corolla, o Civic chegou com carroceria hatchback, com opções de duas ou quatro portas. Ele era uma evolução do diminuto N600, que no Japão concorria no segmento Kei Car, que limita o motor a 600 cm³.
Com formas retilíneas, o Civic tinha clara inspiração nos compactos europeus, como Fiat 127 e Renault 5, que são seus contemporâneos. Um dos mercados em que ele apresentou a marca foi o britânico. Por lá, as japonesas contavam com vantagem de não precisar trocar o conjunto de direção de lugar, uma vez que tanto na ilha da rainha e no arquipélago dos samurais, o motorista se senta à direita.
E assim como o BMC Mini, o Civic também já contava com motor transversal e tração dianteira. Ele era equipado com um bloco 1.2 de 50 cv e opções de transmissão manual de quatro marchas ou semiautomática HondaMatic, com duas velocidades.
Versão quatro portas do Civic oferecia praticidade para precisa de um automóvel para levar a família
Certamente estava longe de ser um exemplo em performance, mas tinha chegado em ótima hora. Isso porque, um ano depois estouraria a Crise do Petróleo, e carros com motores pequenos se tornaram extremamente procurados.
Seu interior era simples e seu pacote de conteúdos também não trazia grandes refinamentos. Rádio AM, acabamento em plástico, rodas de aço faziam parte da cesta de conteúdos. Mas que era factível para a classe trabalhadora.
Civic RS
Se hoje o Type R é a versão endiabrada do Civic, em 1974, a opção esportiva era o RS. Ele contava com carburador duplo, novo coletores de admissão e escape e até mesmos pistões que elevavam a taxa de compressão. Com as mudanças motor 1.2 passou a entregar 76 cv e 10 kgfm de torque.
Além do Japão, a primeira geração do Civic também foi produzida na Indonésia, Malásia e Nova Zelândia. Nos Estados Unidos, ele só aportou em 1978, quase na virada para a segunda geração.
Não demorou para ganhar mercado. Por lá, os norte-americanos estavam se virando com “improvisos” locais, como Ford Pinto (versão hatch do Maverick), AMC Gremlin e Chevrolet Vega, que tentavam se posicionar num inexistente segmento de compactos.
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