No mês de julho completou um ano da vigência da lei federal que permite a mudança de nome dos maiores de 18 anos sem necessidade de processo judicial. Só em Minas Gerais, houveram mais de 1.200 mudanças. Já no mundo dos carros, isso é mais comum — é simples.
O mais comum é mudar o nome de um carro quando ele está velho no mercado e possui uma geração mais nova sendo vendida ao mesmo tempo. A ideia costuma ser de manter o nome prestigiado na novidade.
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Existem também outros motivos para que os carros troquem seus nomes. Na lista a seguir separamos cinco exemplos de veículos rebatizados.
O nome e o mascota não agradaram aos mais religiosos (Foto: Dodge | Divulgação)
Apesar de ser considerado um veículo de segmento superior no Brasil, o Dodge Dart foi o carro de entrada da marca nos EUA. Na linha 1971 a marca lançou por lá um cupê com desenho mais esportivo que o hardtop que tivemos.
Para distanciar do Dart, escolheram um nome próprio para a carroceria: Demon. O emblema do carro trazia um diabinho cujo tridente formava o “M” do nome, bem no estilo bem humorado dos muscle cars maiores da Dodge e Plymouth.
O nome e o mascote não agradaram ao público católico conservador. Na linha 1973 a Dodge mudou o nome do cupê para Dart Sport junto de um face-lift.
Por muitos anos, Fusca era apenas apelido (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Quando falamos de Fusca, todos sabem sobre qual carro se trata. Apesar de ser muito conhecido por esse nome, o nome oficial do compacto alemão era Sedan.
Porém o apelido foi tão popular, que até mesmo a Volkswagen o reconheceu. Em 1983 o nome oficial do carro passou a ser Fusca.
Quando ele voltou como carro retrô, o nome global New Beetle foi adotado por aqui. Na segunda geração desse modelo o Brasil voltou a chamá-lo de Fusca. Mas a sofisticação e desempenho desse carro lembrava em nada o avô de mesmo nome.
O V-Drive foi como um Chevrolet Classic, porém sem a persistência nos mercado (Foto: Nissan | Divulgação)
Falar de Chevrolet Classic já virou comum nesse tipo de assunto. Um exemplo mais recente — e pouco comentado — foi a Nissan mudar o nome de Versa para V-Drive quando a nova geração chegou ao Brasil.
O modelo novo não ficou maior, porém ganhou mais sofisticação. O Versa antigo fazia sucesso com pessoas que usavam o carro para trabalhar, devido ao espaço interno e robustez, por isso continuou por mais um ano.
O “Dodginho” 1800 foi tão problemático que as melhorias vieram junto e um nome novo (Foto: Dodge | Divulgação)
A Dodge não possuía um carro realmente compacto para vender no Brasil, por isso trouxe o britânico Hillman Avenger para brigar com o Ford Corcel e o Chevrolet Chevette. O modelo recebeu diversas mudanças, incluindo a carroceria de 2 portas e um motor 1.8, ambos exclusivos do nosso mercado.
Mesmo assim, não foi o suficiente para lidar com nossas condições extremas, o carro era problemático e tinha baixa durabilidade. Uma série de melhorias foram feitas, juntas de uma mudança visual, para tentar emplacar o carro pela segunda vez.
Como a ideia era afastar a imagem ruim do 1800, a Dodge mudou o nome dele para Polara. Ajudou, mas não fez milagre, Fusca, Corcel e Chevette seguiram reinando no Brasil.
O Sandero está vivo, mas sem seu nome original (Foto: Renault | Divulgação)
A Fiat Palio Weekend Adventure lançou a moda dos carros aventureiros. Anos mais tarde, a moda evoluiu para os SUVs.
O Renault Sandero Stepway era o modelo aventureiro do hatch compacto. A partir da linha 2020 virou um modelo independente e chamado de SUV. Isso foi corroborado pelas regras do Inmetro, que classifica um SUV baseado em algumas medidas como o vão livre.
O Sandero sem roupagem aventureira saiu de linha com a chegada do Stepway 1.0, que trazia os adereços mas sem a suspensão elevada.
Esse vermelho bonito chegou ao Brasil com nome diferente para evitar a fadiga (Foto: Peugeot | Divulgação)
A Peugeot chama seu belíssimo vermelho metálico de Rouge Lucifer na França. Quando passou a oferecer o tom no Brasil, com a chegada do 308, mudou o nome para Vermelho Luc.
O motivo é similar ao da mudança de nome no Dodge Demon: pessoas religiosas. A diferença é que a Peugeot pensou na polêmica antes dela ocorrer, realizando a troca antes que as cartas mal-humoradas chegassem.
O post Mudança de nomes: conheça 5 carros que receberam ‘RG’ novo apareceu primeiro em AutoPapo.
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O mais comum é mudar o nome de um carro quando ele está velho no mercado e possui uma geração mais nova sendo vendida ao mesmo tempo. A ideia costuma ser de manter o nome prestigiado na novidade.
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Existem também outros motivos para que os carros troquem seus nomes. Na lista a seguir separamos cinco exemplos de veículos rebatizados.
1. Dodge Demon
O nome e o mascota não agradaram aos mais religiosos (Foto: Dodge | Divulgação)
Apesar de ser considerado um veículo de segmento superior no Brasil, o Dodge Dart foi o carro de entrada da marca nos EUA. Na linha 1971 a marca lançou por lá um cupê com desenho mais esportivo que o hardtop que tivemos.
Para distanciar do Dart, escolheram um nome próprio para a carroceria: Demon. O emblema do carro trazia um diabinho cujo tridente formava o “M” do nome, bem no estilo bem humorado dos muscle cars maiores da Dodge e Plymouth.
O nome e o mascote não agradaram ao público católico conservador. Na linha 1973 a Dodge mudou o nome do cupê para Dart Sport junto de um face-lift.
2. Volkswagen Fusca
Por muitos anos, Fusca era apenas apelido (Foto: Volkswagen | Divulgação)
Quando falamos de Fusca, todos sabem sobre qual carro se trata. Apesar de ser muito conhecido por esse nome, o nome oficial do compacto alemão era Sedan.
Porém o apelido foi tão popular, que até mesmo a Volkswagen o reconheceu. Em 1983 o nome oficial do carro passou a ser Fusca.
Quando ele voltou como carro retrô, o nome global New Beetle foi adotado por aqui. Na segunda geração desse modelo o Brasil voltou a chamá-lo de Fusca. Mas a sofisticação e desempenho desse carro lembrava em nada o avô de mesmo nome.
3. Nissan V-Drive
O V-Drive foi como um Chevrolet Classic, porém sem a persistência nos mercado (Foto: Nissan | Divulgação)
Falar de Chevrolet Classic já virou comum nesse tipo de assunto. Um exemplo mais recente — e pouco comentado — foi a Nissan mudar o nome de Versa para V-Drive quando a nova geração chegou ao Brasil.
O modelo novo não ficou maior, porém ganhou mais sofisticação. O Versa antigo fazia sucesso com pessoas que usavam o carro para trabalhar, devido ao espaço interno e robustez, por isso continuou por mais um ano.
4. Dodge 1800
O “Dodginho” 1800 foi tão problemático que as melhorias vieram junto e um nome novo (Foto: Dodge | Divulgação)
A Dodge não possuía um carro realmente compacto para vender no Brasil, por isso trouxe o britânico Hillman Avenger para brigar com o Ford Corcel e o Chevrolet Chevette. O modelo recebeu diversas mudanças, incluindo a carroceria de 2 portas e um motor 1.8, ambos exclusivos do nosso mercado.
Mesmo assim, não foi o suficiente para lidar com nossas condições extremas, o carro era problemático e tinha baixa durabilidade. Uma série de melhorias foram feitas, juntas de uma mudança visual, para tentar emplacar o carro pela segunda vez.
Como a ideia era afastar a imagem ruim do 1800, a Dodge mudou o nome dele para Polara. Ajudou, mas não fez milagre, Fusca, Corcel e Chevette seguiram reinando no Brasil.
5. Renault Stepway
O Sandero está vivo, mas sem seu nome original (Foto: Renault | Divulgação)
A Fiat Palio Weekend Adventure lançou a moda dos carros aventureiros. Anos mais tarde, a moda evoluiu para os SUVs.
O Renault Sandero Stepway era o modelo aventureiro do hatch compacto. A partir da linha 2020 virou um modelo independente e chamado de SUV. Isso foi corroborado pelas regras do Inmetro, que classifica um SUV baseado em algumas medidas como o vão livre.
O Sandero sem roupagem aventureira saiu de linha com a chegada do Stepway 1.0, que trazia os adereços mas sem a suspensão elevada.
Bonus: Rouge Lucifer
Esse vermelho bonito chegou ao Brasil com nome diferente para evitar a fadiga (Foto: Peugeot | Divulgação)
A Peugeot chama seu belíssimo vermelho metálico de Rouge Lucifer na França. Quando passou a oferecer o tom no Brasil, com a chegada do 308, mudou o nome para Vermelho Luc.
O motivo é similar ao da mudança de nome no Dodge Demon: pessoas religiosas. A diferença é que a Peugeot pensou na polêmica antes dela ocorrer, realizando a troca antes que as cartas mal-humoradas chegassem.
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