Nem só de eficiência vive o mercado automotivo. As medições de consumo do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) também escancaram os carros mais beberrões. Nesse Top 10 pouco nobre, os utilitários esportivos dominam entre os carros que mais gastam combustível.
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Mas calma lá que tem também alguns carros que parecem inofensivos. Uma minivan resistente e um sedã médio com alma esportiva acabam pagando o preço – seja pela aerodinâmica pouco favorável, seja pelo desempenho aguçado do motor.
Antes de revelar os 10 carros mais beberrões do Brasil em 2023, vamos aos critérios. Destacamos apenas carros de passeio flex ou a gasolina, de até R$ 300 mil, vendidos no mercado brasileiro.
O principal critério foi o consumo na cidade com gasolina pelos padrões do Inmetro na tabela 2023 do PBEV. O ciclo urbano com etanol serviu de “desempate”. Carros só movidos pelo combustível fóssil também perdem no desempate.
Confira agora quais são os carros que mais gastam combustível.
Ford Bronco tem pegada esportiva mas é um dos carros que mais gastam combustível no Brasil (Foto: Ford | Divulgação)
O utilitário esportivo da Ford desembarcou no Brasil em 2021. No ano passado, teve a potência do motor 2.0 Ecoboost elevada para 253 cv e hoje lidera os carros mais beberrões do país. Lembrando que esta é a versão mais civil da nova geração do tradicional jipão da marca norte-americana.
Mesmo assim, a vocação off-road está no DNA do SUV. O modelo pesa mais de 1,7 tonelada, tem elevados graus de entrada e saída, mais de 22 cm de vão livre do solo, pneus 225/65 R17 todo terreno, além de tração integral sob demanda. Aí, não tem milagre.
Equinox tem muito espaço e conforto, mas sua eficiência está longe de ser um destaque, segundo o Inmetro (Foto: GM | Divulgação)
Importado do México, renovado em 2022 e com motor turbo a gasolina, o utilitário esportivo médio da General Motors é um dos carros mais beberrões do país. Justamente na versão topo de linha Premier.
A opção mais cara do Equinox usa o mesmo motor 1.5 turbo do restante da gama. Porém, a tração integral sob demanda faz o utilitário esportivo beber mais. Mesmo assim, a variante com tração dianteira está longe de ser referência em consumo: faz 9,3 km/l na cidade e 11,5 km/l, na estrada.
Motor turbo 1.3 deu agilidade ao Renegade, mas cobrou seu preço na hora de abastecer (Foto: Jeep | Divulgação)
Todo mundo reclamava que o velho 1.8 E.torQ, além de áspero e fraco para o jipinho, tinha uma sede fenomenal no Renegade. Quando o modelo ganhou o moderno 1.3 turboflex, os fãs do Jeep se animaram.
Porém, o modelo continua como um dos carros mais beberrões do país. Justiça seja feita, nas versões com tração 4×4. Mas nada justifica uma média urbana tão alta. Só se salvou do posto de segundo menos eficiente porque o Equinox não é flex – porém,o Renegade é o veículo de passeio feito no Brasil menos econômico.
E olha que esta opção usa o elogiado câmbio automático de nove marchas da ZF. As opções com tração dianteira e câmbio de seis velocidades fazem 11,0 km/l, na cidade, com gasolina.
Eclipse Cross tem estilo futurista, mas é um dos carros que mais gastam combustível no mercado nacional (Foto: Mitsubishi | Divulgação)
Outro SUV que paga a conta na bomba por ter tração integral. Azar. O SUV montado em Catalão (GO) na versão HPE-S AWD está entre os quatro carros mais beberrões do mercado brasileiro.
As demais versões do Eclipse Cross, pelo menos, não fazem tão feio. As médias no ciclo urbano do SUV médio, com o mesmo conjunto mecânico, porém com tração dianteira, ficam em 10,9 km/l.
Importado da China, o Territory tem estilo agradável, mas peca pelo consumo e pelo desempenho (Foto: Ford | Divulgação)
A gente até esquece que o Territory é comercializado por aqui, já que as vendas são bem baixas. Mas os seus poucos consumidores devem sofrer. O SUV chinês é um dos carros mais beberrões, isso com seu motor turbo que só aceita gasolina, e caixa CVT.
Se serve de consolo, o Territory deve sair de linha em breve. A Ford prepara a importação do Equator, que foi recentemente apresentado lá fora. O modelo chegará com novo motor – também 1.5, mas com 170 cv – para o lugar do crossover médio.
O grandalhão Commander também é equipado com o motor 1.3 turbo de 185 cv do Renegade (Foto: Jeep | Divulgação)
O motor 1.3 turboflex de origem FCA – Fiat Chrysler Automóveis faz mais uma vítima. O Commander foi lançado em agosto de 2021 e já está entre os carros mais beberrões do Brasil.
Tudo bem que o SUV de sete lugares é um dos mais pesados da lista. Mas o motor é moderno e poderia ser menos sedento. As outras variantes do Commander usam motor diesel e fazem médias de 10,6 km/l…
O monovolum Spin não é SUV, mas está na lista dos carros que mais gastam combustível devido a seu jurássico motor 1.8 (Foto: GM | Divulgação)
O motor mais velho desta relação paga o pato e coloca a única minivan ainda feita no Brasil entre os carros mais beberrões. O GM Família 1 de quatro cilindros se ressente de um projeto velho e da aerodinâmica nada funcional da Spin.
O 3008 é um dos SUVs mais bonitos e legais do mercado, com seu motor THP de 165 cv, mas não é o mais econômico (Foto: Peugeot | Divulgação)
O velho motor THP sempre foi cultuado nos carros da Peugeot e da Citroën, mas a verdade é que sempre foi um dos mais beberrões. Apesar do turbo e do desenvolvimento em conjunto com a BMW, sobra em desempenho, peca em eficiência.
O propulsor turbo ainda equipa versões do C4 Cactus e do 2008. Mas no 3008 sofre com o maior peso do SUV médio. De qualquer forma, com o advento da Stellantis, o THP tende a ser descontinuado na parte francesa do grupo.
O Jetta é o único sedã da lista, mas sejamos justos, quem se importa com consumo quando se tem um motor de GTI? (Foto: VW | Divulgação)
Vamos combinar que o dono de um Jetta GLI está pouco interessado se ele é um carro beberrão. O cara está ligado é no desempenho e na dinâmica da versão esportiva, e agora única, do sedã médio trazido do México.
Mas o motorzão EA888 com turbo e calibragem esportiva faz o carro consumir bem. Ainda mais na linha 2023, que trouxe um Jetta GLI mais potente, acima dos 230 cv. Sem falar em todo acerto de suspensão e freios para acompanhar a fera.
Com visual imponente, o Tiggo 7 Pro fecha a lista dos carros que mais gastam combustível (Foto: Caoa Chery | Divulgação)
O SUV que é alguma coisa melhor do mundo também pode dizer que é um dos carros mais beberrões do pedaço. Claro que não falamos da versão híbrida lançada no ano passado na carona da renovação da linha. Mas sim da puramente a combustão.
O motor 1.6 turbo tem potência acima dos 180 cv. Com câmbio automatizado de dupla embreagem, oferece desempenho bacana. Contudo, está bem longe de ser eficiente.
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Mas calma lá que tem também alguns carros que parecem inofensivos. Uma minivan resistente e um sedã médio com alma esportiva acabam pagando o preço – seja pela aerodinâmica pouco favorável, seja pelo desempenho aguçado do motor.
Antes de revelar os 10 carros mais beberrões do Brasil em 2023, vamos aos critérios. Destacamos apenas carros de passeio flex ou a gasolina, de até R$ 300 mil, vendidos no mercado brasileiro.
O principal critério foi o consumo na cidade com gasolina pelos padrões do Inmetro na tabela 2023 do PBEV. O ciclo urbano com etanol serviu de “desempate”. Carros só movidos pelo combustível fóssil também perdem no desempate.
Confira agora quais são os carros que mais gastam combustível.
1 – Ford Bronco Sport lidera entre os carros que mais gastam combustível
Ford Bronco tem pegada esportiva mas é um dos carros que mais gastam combustível no Brasil (Foto: Ford | Divulgação)
- Motor: 2.0 16V turbo a gasolina de 253 cv
- Câmbio: automático de oito marchas
- Tração: integral
- Consumo gasolina cidade: 8,6 km/l
- Consumo gasolina estrada: 10,5 km/l
- Nota categoria: B
- Nota geral: C
O utilitário esportivo da Ford desembarcou no Brasil em 2021. No ano passado, teve a potência do motor 2.0 Ecoboost elevada para 253 cv e hoje lidera os carros mais beberrões do país. Lembrando que esta é a versão mais civil da nova geração do tradicional jipão da marca norte-americana.
Mesmo assim, a vocação off-road está no DNA do SUV. O modelo pesa mais de 1,7 tonelada, tem elevados graus de entrada e saída, mais de 22 cm de vão livre do solo, pneus 225/65 R17 todo terreno, além de tração integral sob demanda. Aí, não tem milagre.
2 – Chevrolet Equinox
Equinox tem muito espaço e conforto, mas sua eficiência está longe de ser um destaque, segundo o Inmetro (Foto: GM | Divulgação)
- Motor: 1.5 16V turbo a gasolina de 172 cv
- Câmbio: automático de seis marchas
- Tração: integral
- Consumo gasolina cidade: 9,0 km/l
- Consumo gasolina estrada: 10,8 km/l
- Nota categoria: C
- Nota geral: C
Importado do México, renovado em 2022 e com motor turbo a gasolina, o utilitário esportivo médio da General Motors é um dos carros mais beberrões do país. Justamente na versão topo de linha Premier.
A opção mais cara do Equinox usa o mesmo motor 1.5 turbo do restante da gama. Porém, a tração integral sob demanda faz o utilitário esportivo beber mais. Mesmo assim, a variante com tração dianteira está longe de ser referência em consumo: faz 9,3 km/l na cidade e 11,5 km/l, na estrada.
3 – Jeep Renegade
Motor turbo 1.3 deu agilidade ao Renegade, mas cobrou seu preço na hora de abastecer (Foto: Jeep | Divulgação)
- Motor: 1.3 16V turboflex de 185/180 cv
- Câmbio: automático de nove marchas
- Tração: integral
- Consumo gasolina cidade: 9,0 km/l
- Consumo gasolina estrada: 10,7 km/l
- Consumo etanol cidade: 6,2 km/l
- Consumo etanol estrada: 7,5 km/l
- Nota categoria: A
- Nota geral: C
Todo mundo reclamava que o velho 1.8 E.torQ, além de áspero e fraco para o jipinho, tinha uma sede fenomenal no Renegade. Quando o modelo ganhou o moderno 1.3 turboflex, os fãs do Jeep se animaram.
Porém, o modelo continua como um dos carros mais beberrões do país. Justiça seja feita, nas versões com tração 4×4. Mas nada justifica uma média urbana tão alta. Só se salvou do posto de segundo menos eficiente porque o Equinox não é flex – porém,o Renegade é o veículo de passeio feito no Brasil menos econômico.
E olha que esta opção usa o elogiado câmbio automático de nove marchas da ZF. As opções com tração dianteira e câmbio de seis velocidades fazem 11,0 km/l, na cidade, com gasolina.
4 – Mitsubishi Eclipse Cross
Eclipse Cross tem estilo futurista, mas é um dos carros que mais gastam combustível no mercado nacional (Foto: Mitsubishi | Divulgação)
- Motor: 1.5 16V turbo a gasolina de 165 cv
- Câmbio: automático CVT de oito marchas simuladas
- Tração: integral
- Consumo gasolina cidade: 9,1 km/l
- Consumo gasolina estrada: 11,2 km/l
- Nota categoria: A
- Nota geral: C
Outro SUV que paga a conta na bomba por ter tração integral. Azar. O SUV montado em Catalão (GO) na versão HPE-S AWD está entre os quatro carros mais beberrões do mercado brasileiro.
As demais versões do Eclipse Cross, pelo menos, não fazem tão feio. As médias no ciclo urbano do SUV médio, com o mesmo conjunto mecânico, porém com tração dianteira, ficam em 10,9 km/l.
5 – Ford Territory
Importado da China, o Territory tem estilo agradável, mas peca pelo consumo e pelo desempenho (Foto: Ford | Divulgação)
- Motor: 1.5 16V turbo a gasolina de 150 cv
- Câmbio: automático CVT de oito marchas simuladas
- Tração: dianteira
- Consumo gasolina cidade: 9,4 km/l
- Consumo gasolina estrada: 9,8 km/l
- Nota categoria: C
- Nota geral: C
A gente até esquece que o Territory é comercializado por aqui, já que as vendas são bem baixas. Mas os seus poucos consumidores devem sofrer. O SUV chinês é um dos carros mais beberrões, isso com seu motor turbo que só aceita gasolina, e caixa CVT.
Se serve de consolo, o Territory deve sair de linha em breve. A Ford prepara a importação do Equator, que foi recentemente apresentado lá fora. O modelo chegará com novo motor – também 1.5, mas com 170 cv – para o lugar do crossover médio.
6 – Jeep Commander
O grandalhão Commander também é equipado com o motor 1.3 turbo de 185 cv do Renegade (Foto: Jeep | Divulgação)
- Motor: 1.3 16V turboflex de 185/180 cv
- Câmbio: automático de seis marchas marchas
- Tração: dianteira
- Consumo gasolina cidade: 9,8 km/l
- Consumo gasolina estrada: 11,8 km/l
- Consumo etanol cidade: 6,9 km/l
- Consumo etanol estrada: 8,3 km/l
- Nota categoria: C
- Nota geral: C
O motor 1.3 turboflex de origem FCA – Fiat Chrysler Automóveis faz mais uma vítima. O Commander foi lançado em agosto de 2021 e já está entre os carros mais beberrões do Brasil.
Tudo bem que o SUV de sete lugares é um dos mais pesados da lista. Mas o motor é moderno e poderia ser menos sedento. As outras variantes do Commander usam motor diesel e fazem médias de 10,6 km/l…
7 – Chevrolet Spin
O monovolum Spin não é SUV, mas está na lista dos carros que mais gastam combustível devido a seu jurássico motor 1.8 (Foto: GM | Divulgação)
- Motor: 1.8 8V flex de 111/106 cv
- Câmbio: automático de seis marchas marchas
- Tração: dianteira
- Consumo gasolina cidade: 9,8 km/l
- Consumo gasolina estrada: 12,3 km/l
- Consumo etanol cidade: 6,9 km/l
- Consumo etanol estrada: 8,6 km/l
- Nota categoria: E
- Nota geral: C
O motor mais velho desta relação paga o pato e coloca a única minivan ainda feita no Brasil entre os carros mais beberrões. O GM Família 1 de quatro cilindros se ressente de um projeto velho e da aerodinâmica nada funcional da Spin.
8 – Peugeot 3008
O 3008 é um dos SUVs mais bonitos e legais do mercado, com seu motor THP de 165 cv, mas não é o mais econômico (Foto: Peugeot | Divulgação)
- Motor: 1.6 16V turbo a gasolina de 165 cv
- Câmbio: automático de seis marchas
- Tração: dianteira
- Consumo gasolina cidade: 9,9 km/l
- Consumo gasolina estrada: 11,9 km/l
- Nota categoria: C
- Nota geral: C
O velho motor THP sempre foi cultuado nos carros da Peugeot e da Citroën, mas a verdade é que sempre foi um dos mais beberrões. Apesar do turbo e do desenvolvimento em conjunto com a BMW, sobra em desempenho, peca em eficiência.
O propulsor turbo ainda equipa versões do C4 Cactus e do 2008. Mas no 3008 sofre com o maior peso do SUV médio. De qualquer forma, com o advento da Stellantis, o THP tende a ser descontinuado na parte francesa do grupo.
9 – Volkswagen Jetta
O Jetta é o único sedã da lista, mas sejamos justos, quem se importa com consumo quando se tem um motor de GTI? (Foto: VW | Divulgação)
- Motor: 2.0 16V turbo a gasolina de 231 cv
- Câmbio: automatizado de sete marchas e dupla embreagem
- Tração: dianteira
- Consumo gasolina cidade: 9,9 km/l
- Consumo gasolina estrada: 12,2 km/l
- Nota categoria: B
- Nota geral: C
Vamos combinar que o dono de um Jetta GLI está pouco interessado se ele é um carro beberrão. O cara está ligado é no desempenho e na dinâmica da versão esportiva, e agora única, do sedã médio trazido do México.
Mas o motorzão EA888 com turbo e calibragem esportiva faz o carro consumir bem. Ainda mais na linha 2023, que trouxe um Jetta GLI mais potente, acima dos 230 cv. Sem falar em todo acerto de suspensão e freios para acompanhar a fera.
10 – Caoa Chery Tiggo 7 Pro
Com visual imponente, o Tiggo 7 Pro fecha a lista dos carros que mais gastam combustível (Foto: Caoa Chery | Divulgação)
- Motor: 1.6 16V turbo a gasolina de 187 cv
- Câmbio: automatizado de sete marchas e dupla embreagem
- Tração: dianteira
- Consumo gasolina cidade: 9,9 km/l
- Consumo gasolina estrada: 11,7 km/l
- Nota categoria: C
- Nota geral: C
O SUV que é alguma coisa melhor do mundo também pode dizer que é um dos carros mais beberrões do pedaço. Claro que não falamos da versão híbrida lançada no ano passado na carona da renovação da linha. Mas sim da puramente a combustão.
O motor 1.6 turbo tem potência acima dos 180 cv. Com câmbio automatizado de dupla embreagem, oferece desempenho bacana. Contudo, está bem longe de ser eficiente.
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