Sorvete é algo que sempre traz alegria. Seja das memórias da infância, seja se lambuzando com um picolé na praia ou em um passeio dominical, ou mesmo devorando um pote no sofá em frente à TV. Mas o sorvete precisa de consumo rápido, caso contrário derrete. E o que dizer daqueles carros que simplesmente sumiram das ruas, como se fosse um sorvete derretido?
E não falamos de modelos que duraram um curto espaço de tempo no Brasil ou venderam pedrinha. No Dia do Sorvete, celebrado neste 23 de setembro, listamos diferentes carros que fizeram relativo sucesso (alguns foram best-sellers), foram vendidos por mais de quatro anos, porém, que derreteram e são cada vez mais raros nas ruas.
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O sedã derivado do Celta nasceu quase junto com a reestilização do hatch compacto, em 2006. Por seis anos foi um dos carros mais vendidos do país, graças ao custo/benefício, ao motor 1.4 e ao bom porta-malas de 439 litros.
Detalhe é que o modelo conviveu com outros dois sedãs compactos durante sua existência: o Classic (derivado do Corsa de primeira geração, cuja plataforma era usada por esse Prisma) abaixo e o Corsa Sedan de segunda geração, acima. Hoje está sumido das ruas.
Um dos carros que derreteram há bastante tempo, diga-se de passagem. A robusta picape média da marca norte-americana (que lá fora era vendida sob o símbolo da Chrysler) começou a ser produzida em Campo Largo (PR) em 1998.
Em sua curta vida teve muitas variantes: cabine simples, estendida e quad-cab (dupla), motores quatro-cilindros, V6 e V8 a gasolina, câmbio manual e automático, além de opção turbodiesel.
A Dakota foi um sucesso nesse período. Chegou a vender mais de 40 mil unidades em um único ano e bater de frente com rivais como Chevrolet S10 e Toyota Hilux. Contudo, o surgimento da DaimlerChrysler naquele mesmo 98 mudou os planos da Dodge por aqui, que pela terceira vez abandonava o Brasil ao encerrar a linha de montagem na unidade paranaense em 2012.
O sedã médio passou a ser produzido em sua segunda geração no Paraná, em 2006, alinhado ao modelo que rodava na Europa. Confortável e espaçoso, tinha inovações como partida por motor por botão com chave do tipo cartão, direção com assistência elétrica, entre outros.
Porém, padeceu em um segmento dominado pelo então Honda New Civic (também lançado em 2006) e pelo Toyota Corolla. Teve motores 1.6, 2.0, este com 8 e 16 válvulas, além de opção de câmbio automático. Mesmo assim, chegou a ter mais de 11 mil unidades emplacadas em 2007.
As vendas foram desidratando e a sua variante station-wagon, chamada de Grand Tour, começou a roubar espaço também. A perua, inclusive, virou queridinha de taxistas e durou mais tempo que o sedã, sendo descontinuada só em 2012.
Em 2007 a Nissan passou a importar do México a então sexta geração do seu sedã médio. Mais moderna, com design menos controverso, o Sentra tinha a mesma difícil missão do Mégane de encarar a dupla “casca grossa” Civic e Corolla.
A seu favor, uma linha mais enxuta e um custo benefício atraente. O único motor 2.0 16V passou a ser flex em 2009 e o carro ganhou itens como câmera de ré e chave presencial ao longo dos anos. Foi substituído em 2013 pelo Sentra 7, mas sumiu das ruas.
Faróis afilados e grande tomada de ar inferior sempre caracterizaram o design do Fiat Marea
Maldosamente chamado de “bomba” no mercado de usados, o fato é que o Marea é um desses carros que derreteram que nem sorvete. Lançado em 1998, o modelo era moderno, mas os motores cinco cilindros, 2.0 turbo e 2.4 aspirado, tinham mecânica peculiar e ferramental próprio.
Logo, o Marea ficou com a fama de carro de manutenção cara. Para completar, os donos passaram a fugir dos altos valores na concessionária e a fazer revisões por conta própria – e sequer usando o lubrificante recomendado. São muitos os relatos de Marea com motores quebrados.
Isso maculou a reputação da linha e a má fama colou até nas versões com motor 1.8 e 1.6 (esta lançada no fim de vida). Ao todo, foram quase 55 mil unidades produzidas do Marea, mas poucas estão aí para contar história. A piada da vez é que os sedãs remanescentes foram enviados para o conflito entre Rússia e Ucrânia. Maldade pura…
Em 2010, a Peugeot apostou na picape Hoggar (Fotos: Peugeot | Divulgação)
Em 2010 a Peugeot resolveu se aventurar no segmento de picapes compactas e quebrou a cara. A Hoggar, além de não ter desenho unânime, se arriscou em uma categoria onde seu pós-venda caro afugentou aquela clientela mais racional.
Uma pena porque a picape tinha ótima caçamba e rendia bem com o motor 1.6. Também teve versões 1.4 (esse alvo de críticas pelo fraco desempenho) e a aventureira Escapade. Vendeu pouco e o que vendeu está em extinção nas ruas. Em aeroportos ainda é possível avistar algumas em serviços.
O “carro design” começou a ser importado da Coreia do Sul com o apelo estético. E o Soul de primeira geração realmente era um barato, com seu desenho quadradinho que fugia à mesmice e ainda entregava um “quê” de SUV.
Logo caiu nas graças do povo. Apesar de importado, vendia tudo que vinha. Usou sempre motor 1.6, que depois passou a ser flex e viria a equipar a linha Hyundai HB20. Em 2011, teve mais de 17 mil unidades vendidas e foi o modelo mais comercializado pela Kia Motors no país.
Em 2014 chegou a segunda geração, que não repetiu o sucesso da primeira, até por questões de cotas de importação impostas pelo Inovar Auto à época. De qualquer maneira, nem um nem outro são vistos nas ruas com facilidade atualmente.
Hatch médio de acerto fino e acabamento interno caprichado, o Xsara começou a ser vendido no Brasil em 1998. Rapidamente cativou uma clientela que queria um sedã com design mais ousado e que fugisse ao conservadorismo dos japoneses.
Foi vendido aqui inicialmente com motor 1.8, posteriormente substituído pelo 1.6. Ainda teve variante esportiva VTS com o 2.0. Apesar de ser trazido da França e mais caro que os rivais, emplacou mais de 25 mil unidades em cinco anos, porém é peça rara nas vias brasileiras nos dias de hoje.
A Ford teve uma grande sacada na segunda metade da década de 2010. A marca passou a trazer do México o Fusion, sedã médio-grande que era negociado aqui mais barato que Accord e Camry – e acabava concorrendo em preço com Corolla e Civic, só que era mais espaçoso e mais equipado.
O Fusion logo se tornou líder do segmento e vendeu bastante nos primeiros anos. Em 2007, seu primeiro ano cheio, anotou 11 mil unidades emplacadas e superou até o Focus Sedan. Teve versões com motor 2.3, depois 2.5 e ganhou uma opção topo de linha V6 com tração integral. Ainda foi um dos primeiros carros no Brasil a ter versões híbridas.
Em 2013, após quase 58 mil unidades comercializadas, uma segunda geração desembarcou por aqui mais moderna e equipada. Mas o Fusion foi desidratando. Hoje pouco se vê da primeira geração – e também da segunda.
Em 2012, a Parati G4 saiu de linha e encerrou a trajetória da perua
A última fase da Parati seguiu a reestilização do chamado Gol G4 e é um dos carros que derreteram depois de sair de linha, em 2012. Uma pena, pois essa última etapa da station-wagon compacta teve configurações legais, como a Track & Field e Surf (que começou como série e depois virou versão de acabamento da linha).
Além disso, teve motores 1.6 e 1.8, daqueles robustos e bem dispostos da Volkswagen. Ao todo, a última Parati teve mais de 90 mil unidades emplacadas. Contudo, apesar de ser a mais recente, a G4 está cada vez mais rara de ser vista.
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E não falamos de modelos que duraram um curto espaço de tempo no Brasil ou venderam pedrinha. No Dia do Sorvete, celebrado neste 23 de setembro, listamos diferentes carros que fizeram relativo sucesso (alguns foram best-sellers), foram vendidos por mais de quatro anos, porém, que derreteram e são cada vez mais raros nas ruas.
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Chevrolet Prisma (primeira geração)
- 2006 a 2012
O sedã derivado do Celta nasceu quase junto com a reestilização do hatch compacto, em 2006. Por seis anos foi um dos carros mais vendidos do país, graças ao custo/benefício, ao motor 1.4 e ao bom porta-malas de 439 litros.
Detalhe é que o modelo conviveu com outros dois sedãs compactos durante sua existência: o Classic (derivado do Corsa de primeira geração, cuja plataforma era usada por esse Prisma) abaixo e o Corsa Sedan de segunda geração, acima. Hoje está sumido das ruas.
Dodge Dakota
- 1998 a 2002
Um dos carros que derreteram há bastante tempo, diga-se de passagem. A robusta picape média da marca norte-americana (que lá fora era vendida sob o símbolo da Chrysler) começou a ser produzida em Campo Largo (PR) em 1998.
Em sua curta vida teve muitas variantes: cabine simples, estendida e quad-cab (dupla), motores quatro-cilindros, V6 e V8 a gasolina, câmbio manual e automático, além de opção turbodiesel.
A Dakota foi um sucesso nesse período. Chegou a vender mais de 40 mil unidades em um único ano e bater de frente com rivais como Chevrolet S10 e Toyota Hilux. Contudo, o surgimento da DaimlerChrysler naquele mesmo 98 mudou os planos da Dodge por aqui, que pela terceira vez abandonava o Brasil ao encerrar a linha de montagem na unidade paranaense em 2012.
Renault Mégane (segunda geração)
- 2006 a 2010
O sedã médio passou a ser produzido em sua segunda geração no Paraná, em 2006, alinhado ao modelo que rodava na Europa. Confortável e espaçoso, tinha inovações como partida por motor por botão com chave do tipo cartão, direção com assistência elétrica, entre outros.
Porém, padeceu em um segmento dominado pelo então Honda New Civic (também lançado em 2006) e pelo Toyota Corolla. Teve motores 1.6, 2.0, este com 8 e 16 válvulas, além de opção de câmbio automático. Mesmo assim, chegou a ter mais de 11 mil unidades emplacadas em 2007.
As vendas foram desidratando e a sua variante station-wagon, chamada de Grand Tour, começou a roubar espaço também. A perua, inclusive, virou queridinha de taxistas e durou mais tempo que o sedã, sendo descontinuada só em 2012.
Nissan Sentra (sexta geração)
- 2007 a 2013
Em 2007 a Nissan passou a importar do México a então sexta geração do seu sedã médio. Mais moderna, com design menos controverso, o Sentra tinha a mesma difícil missão do Mégane de encarar a dupla “casca grossa” Civic e Corolla.
A seu favor, uma linha mais enxuta e um custo benefício atraente. O único motor 2.0 16V passou a ser flex em 2009 e o carro ganhou itens como câmera de ré e chave presencial ao longo dos anos. Foi substituído em 2013 pelo Sentra 7, mas sumiu das ruas.
Fiat Marea
Faróis afilados e grande tomada de ar inferior sempre caracterizaram o design do Fiat Marea
- 1998 a 2007
Maldosamente chamado de “bomba” no mercado de usados, o fato é que o Marea é um desses carros que derreteram que nem sorvete. Lançado em 1998, o modelo era moderno, mas os motores cinco cilindros, 2.0 turbo e 2.4 aspirado, tinham mecânica peculiar e ferramental próprio.
Logo, o Marea ficou com a fama de carro de manutenção cara. Para completar, os donos passaram a fugir dos altos valores na concessionária e a fazer revisões por conta própria – e sequer usando o lubrificante recomendado. São muitos os relatos de Marea com motores quebrados.
Isso maculou a reputação da linha e a má fama colou até nas versões com motor 1.8 e 1.6 (esta lançada no fim de vida). Ao todo, foram quase 55 mil unidades produzidas do Marea, mas poucas estão aí para contar história. A piada da vez é que os sedãs remanescentes foram enviados para o conflito entre Rússia e Ucrânia. Maldade pura…
Peugeot Hoggar
Em 2010, a Peugeot apostou na picape Hoggar (Fotos: Peugeot | Divulgação)
- 2010 a 2014
Em 2010 a Peugeot resolveu se aventurar no segmento de picapes compactas e quebrou a cara. A Hoggar, além de não ter desenho unânime, se arriscou em uma categoria onde seu pós-venda caro afugentou aquela clientela mais racional.
Uma pena porque a picape tinha ótima caçamba e rendia bem com o motor 1.6. Também teve versões 1.4 (esse alvo de críticas pelo fraco desempenho) e a aventureira Escapade. Vendeu pouco e o que vendeu está em extinção nas ruas. Em aeroportos ainda é possível avistar algumas em serviços.
Kia Soul
- 2009 a 2015
O “carro design” começou a ser importado da Coreia do Sul com o apelo estético. E o Soul de primeira geração realmente era um barato, com seu desenho quadradinho que fugia à mesmice e ainda entregava um “quê” de SUV.
Logo caiu nas graças do povo. Apesar de importado, vendia tudo que vinha. Usou sempre motor 1.6, que depois passou a ser flex e viria a equipar a linha Hyundai HB20. Em 2011, teve mais de 17 mil unidades vendidas e foi o modelo mais comercializado pela Kia Motors no país.
Em 2014 chegou a segunda geração, que não repetiu o sucesso da primeira, até por questões de cotas de importação impostas pelo Inovar Auto à época. De qualquer maneira, nem um nem outro são vistos nas ruas com facilidade atualmente.
Citroën Xsara
- 1998 a 2003
Hatch médio de acerto fino e acabamento interno caprichado, o Xsara começou a ser vendido no Brasil em 1998. Rapidamente cativou uma clientela que queria um sedã com design mais ousado e que fugisse ao conservadorismo dos japoneses.
Foi vendido aqui inicialmente com motor 1.8, posteriormente substituído pelo 1.6. Ainda teve variante esportiva VTS com o 2.0. Apesar de ser trazido da França e mais caro que os rivais, emplacou mais de 25 mil unidades em cinco anos, porém é peça rara nas vias brasileiras nos dias de hoje.
Ford Fusion (primeira geração)
- 2006 a 2012
A Ford teve uma grande sacada na segunda metade da década de 2010. A marca passou a trazer do México o Fusion, sedã médio-grande que era negociado aqui mais barato que Accord e Camry – e acabava concorrendo em preço com Corolla e Civic, só que era mais espaçoso e mais equipado.
O Fusion logo se tornou líder do segmento e vendeu bastante nos primeiros anos. Em 2007, seu primeiro ano cheio, anotou 11 mil unidades emplacadas e superou até o Focus Sedan. Teve versões com motor 2.3, depois 2.5 e ganhou uma opção topo de linha V6 com tração integral. Ainda foi um dos primeiros carros no Brasil a ter versões híbridas.
Em 2013, após quase 58 mil unidades comercializadas, uma segunda geração desembarcou por aqui mais moderna e equipada. Mas o Fusion foi desidratando. Hoje pouco se vê da primeira geração – e também da segunda.
Volkswagen Parati G4
Em 2012, a Parati G4 saiu de linha e encerrou a trajetória da perua
- 2005 a 2012
A última fase da Parati seguiu a reestilização do chamado Gol G4 e é um dos carros que derreteram depois de sair de linha, em 2012. Uma pena, pois essa última etapa da station-wagon compacta teve configurações legais, como a Track & Field e Surf (que começou como série e depois virou versão de acabamento da linha).
Além disso, teve motores 1.6 e 1.8, daqueles robustos e bem dispostos da Volkswagen. Ao todo, a última Parati teve mais de 90 mil unidades emplacadas. Contudo, apesar de ser a mais recente, a G4 está cada vez mais rara de ser vista.
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