O ano está terminando e, pela segunda vez consecutiva, o Hyundai HB20 será o carro de passeio mais vendido do Brasil. Mas o que realmente chama atenção no segmento hatchback são os 160 mil carros que o Chevrolet Onix deixou de emplacar em apenas três anos.
Em 2019, antes da pandemia e ainda com a maior parte do ano na antiga geração, o Chevrolet Onix terminou a temporada disparado nas vendas com a impressionante marca de 241.214 emplacamentos. Este ano, considerando as vendas até 20 de dezembro, o Onix soma 80.442 vendas.
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Número suficiente para lhe dar o segundo lugar, cerca de 12 mil unidades atrás do HB20 (92.897 vendas até agora). Mas longe, muito longe, do que o antigo Onix conseguiu. Onde foram parar os 160 mil compradores do Chevrolet Onix?
Mesmo no primeiro ano da pandemia (2020), o Onix ainda conseguiu ser campeão nacional de vendas, obtendo seu sexto título consecutivo. Em 2021, como sabemos, por falta de semicondutores, o Onix ficou quase cinco meses sem produção. Mas não foi esta a razão da queda do hatchback produzido em Gravataí (RS).
Outros carros caíram e se recuperaram. Na comparação das vendas atuais de 2022 com as de 2019, o Hyundai HB20 perdeu apenas 8 mil unidades, o Volkswagen Gol perdeu 12 mil e o Fiat Argo perdeu 17 mil.
HB20 deve acabar 2022 como o carro de passeio mais vendido
Argo também sofreu na pandemia
VW Gol saiu de linha neste ano
Vale lembrar que a GM também tirou de linha o Onix Joy, mas isso não fez muita diferença porque seu preço era muito próximo ao do Novo Onix de entrada. Nem valia a pena. Mas vendia e foi ele que segurou as pontas nos meses de paralisação em Gravataí. Teriam os compradores do Onix migrado para o Fiat Mobi?
Não também! Considerando as vendas somadas da dupla Mobi/Uno, da Fiat, houve perda de 3 mil unidades em relação a 2019. Como todos esses carros, concorrentes diretos ou indiretos do Chevrolet Onix, estão muito próximos de voltar aos números que tinham no último ano antes da pandemia, a queda geral de vendas não explica totalmente porque os 160 mil compradores de Onix sumiram.
Em três anos, o Onix perdeu 33% de vendas. O mercado, de maneira geral, perdeu 22% de vendas nesse período. Parece óbvio que grande parte dos consumidores brasileiros perdeu a capacidade de comprar carro zero km. Até porque os preços subiram mais do que a inflação – especialmente em 2020 (+8,8% acima) e em 2021 (+17% acima da inflação).
Mas a verdadeira explicação para a queda vertiginosa de venda do Onix parece estar dentro da própria GM. Ao encerrar a produção das versões mais baratas da linha Chevrolet, a GM radicalizou na oferta de produtos de maior valor e, portanto, mais caros.
Quando o Onix vendia 241 mil unidades no ano, ainda não havia o Chevrolet Tracker no mercado. O Tracker surgiu justamente no início da pandemia e, de lá para cá, soma 167 mil vendas. Ou seja: uma diferença de apenas 7.ooo unidades para a perda total do Chevrolet Onix. O mercado perdeu um carro acessível; a GM certamente aumentou sua lucratividade com o Chevrolet Tracker no lugar dos Onix de entrada.
E não, os consumidores não saíram do Onix e foram para o Tracker. Os órfãos do Onix ficaram órfãos mesmo, sem dinheiro para comprar um carro zero km. Mas o espaço do Onix na linha de produção acabou sendo ocupado pelo Tracker, que foi buscar clientes na concorrência ou na linha Cruze, da própria Chevrolet. Mas aí já é outra história.
A aposta da Chevolet para o ano que vem é a nova Montana. Conheça a picape:
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Em 2019, antes da pandemia e ainda com a maior parte do ano na antiga geração, o Chevrolet Onix terminou a temporada disparado nas vendas com a impressionante marca de 241.214 emplacamentos. Este ano, considerando as vendas até 20 de dezembro, o Onix soma 80.442 vendas.
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Número suficiente para lhe dar o segundo lugar, cerca de 12 mil unidades atrás do HB20 (92.897 vendas até agora). Mas longe, muito longe, do que o antigo Onix conseguiu. Onde foram parar os 160 mil compradores do Chevrolet Onix?
Pandemia
Mesmo no primeiro ano da pandemia (2020), o Onix ainda conseguiu ser campeão nacional de vendas, obtendo seu sexto título consecutivo. Em 2021, como sabemos, por falta de semicondutores, o Onix ficou quase cinco meses sem produção. Mas não foi esta a razão da queda do hatchback produzido em Gravataí (RS).
Outros carros caíram e se recuperaram. Na comparação das vendas atuais de 2022 com as de 2019, o Hyundai HB20 perdeu apenas 8 mil unidades, o Volkswagen Gol perdeu 12 mil e o Fiat Argo perdeu 17 mil.
HB20 deve acabar 2022 como o carro de passeio mais vendido
Argo também sofreu na pandemia
VW Gol saiu de linha neste ano
Vale lembrar que a GM também tirou de linha o Onix Joy, mas isso não fez muita diferença porque seu preço era muito próximo ao do Novo Onix de entrada. Nem valia a pena. Mas vendia e foi ele que segurou as pontas nos meses de paralisação em Gravataí. Teriam os compradores do Onix migrado para o Fiat Mobi?
Não também! Considerando as vendas somadas da dupla Mobi/Uno, da Fiat, houve perda de 3 mil unidades em relação a 2019. Como todos esses carros, concorrentes diretos ou indiretos do Chevrolet Onix, estão muito próximos de voltar aos números que tinham no último ano antes da pandemia, a queda geral de vendas não explica totalmente porque os 160 mil compradores de Onix sumiram.
Em três anos, o Onix perdeu 33% de vendas. O mercado, de maneira geral, perdeu 22% de vendas nesse período. Parece óbvio que grande parte dos consumidores brasileiros perdeu a capacidade de comprar carro zero km. Até porque os preços subiram mais do que a inflação – especialmente em 2020 (+8,8% acima) e em 2021 (+17% acima da inflação).
GM priorizou carros mais carros
Mas a verdadeira explicação para a queda vertiginosa de venda do Onix parece estar dentro da própria GM. Ao encerrar a produção das versões mais baratas da linha Chevrolet, a GM radicalizou na oferta de produtos de maior valor e, portanto, mais caros.
Quando o Onix vendia 241 mil unidades no ano, ainda não havia o Chevrolet Tracker no mercado. O Tracker surgiu justamente no início da pandemia e, de lá para cá, soma 167 mil vendas. Ou seja: uma diferença de apenas 7.ooo unidades para a perda total do Chevrolet Onix. O mercado perdeu um carro acessível; a GM certamente aumentou sua lucratividade com o Chevrolet Tracker no lugar dos Onix de entrada.
E não, os consumidores não saíram do Onix e foram para o Tracker. Os órfãos do Onix ficaram órfãos mesmo, sem dinheiro para comprar um carro zero km. Mas o espaço do Onix na linha de produção acabou sendo ocupado pelo Tracker, que foi buscar clientes na concorrência ou na linha Cruze, da própria Chevrolet. Mas aí já é outra história.
A aposta da Chevolet para o ano que vem é a nova Montana. Conheça a picape:
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