A troca da correia dentada do motor parece ser um serviço relativamente simples. E o é na maioria esmagadora dos veículos. Mas existem carros em que o pessoal da engenharia resolveu complicar.
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São modelos de automóveis e picapes que ficaram famosos por terem as piores trocas de correia do mercado. A substituição da peça às vezes demanda tanto trabalho ou ferramental específico que até parece que os projetistas esqueceram do componente na hora de bolar o veículo.
Veja agora as piores trocas de correias do mercado automotivo.
Antes de mais nada, vamos reforçar a importância da correia dentada e de sua troca. De forma bem resumida, a peça conecta o eixo-comando ao virabrequim, realizando a abertura e o fechamento das válvulas.
Se a correia dentada arrebentar, haverá o choque dos pistões com as válvulas, o que vai danificar os componentes e fazer o motor parar de funcionar. Neste caso, o carro deve ser encaminhado para uma oficina mecânica, mas se prepare que o conserto não é barato.
Correia dentada é responsável pelo sincronismo dos movimentos do virabrequim com os comandos de válvulas (Foto: Shutterstock)
Por isso, é importante a cada revisão verificar o estado das correias – apesar de as trocas geralmente serem recomendadas a cada 40 mil km ou 50 mil km, conforme o veículo. Também fique atento a sinais de que a peça possa estar desgastada.
Observe se a correia apresenta ranhuras. Além disso, ouvido atento a barulhos estranhos, agudos e ritmados quando o motor está ligado e o carro parado.
Caso positivo, é hora de substituí-la. Só que alguns carros conseguem fazer da troca da correia dentada uma dor de cabeça a mais para donos e mecânicos.
Quando se tem motores grandes, o espaço para manutenção fica limitado, como é o caso do Audi A6 (Foto: Audi | Divulgação)
O requintado e confortável sedã erra a mão justamente nesta questão. O A6 tem uma das piores trocas de correia do mercado porque simplesmente é preciso desmontar a frente do modelo.
É que no Audi A6, as opções V6 e V8 tiveram o motor posicionado muito próximo do suporte do radiador. Isso impede o acesso direto à correia dentada pelo cofre.
Aí começa a novela neste carro com uma das piores trocas de correia dentada. Depois de desmontar o para-choque e a grade, o mecânico ainda precisa esvaziar o radiador, antes de desconectá-lo do motor.
Na sequência, é necessário separar o suporte do para-choque das longarinas. Só assim o coitado do reparador consegue fazer a troca da bendita correia dentada do A6 – e dos A4 e A8 contemporâneos com motores V6 e V8. Sem esquecer que, feito o serviço, o profissional tem de montar tudo de novo.
Land Rover sempre figura na lista dos carros com pior reputação no ranking da J.D. Power, mas a troca de correia do Discovery 4 o coloca em outro patamar (Foto: Land Rover | Divulgação)
Se existisse uma novela sobre as piores trocas de correia do mercado ela seria britânica e teria aqueles capítulos arrastados. Isso porque o Discovery de quarta geração padece também de um cofre do motor apertado.
É tão difícil acessar a correia dentada que é preciso separar a carroceria do chassi. Isso mesmo que você leu.
Em nome da rigidez torcional, o SUV foi projetado sobre um monobloco ligado a um chassi do tipo escada, o que possibilita fazer essa separação. Só que o Discovery é cheio de tecnologia embarcada.
Então, depois de trocar a correia dentada e unir novamente chassi e carroceria, ainda será preciso reprogramar todos os módulos do carro.
Amarok realmente se desvalorizou devido a mecânica frágil, principalmente pelo uso de correia dentada no lugar de corrente (Foto: VW | Divulgação)
Aqui o drama não é nem a troca, mas a posição da correia dentada na picape média. São varios os relatos de rompimento precoce da peça na Amarok porque ela acumula sujeira demais.
Desta forma, segundo os relatos de mecânicos e donos do modelo, a correia dentada acumula poeira e resseca rapidamente. A VW criou até um aspirador especial para a rede fazer a limpeza no componente a cada revisão nas concessionárias.
Nissan Frontier é outra em que o mecânico sofre para trocar a correia dentada (Foto: Nissan | Divulgação)
Mais uma picape entre os carros com as piores trocas de correia que se tem notícia. Isso porque a bomba de combustível atrás do cabeçote e colada ao painel corta-fogo limitou o espaço no cofre do motor.
A correia foi jogada para escanteio e a solução é igual à relatada no Discovery. Isso aí, a oficina tem de separar a cabine do chassi para fazer a substituição.
Claro que o Marea não poderia ficar de fora dessa lista, com sua infernal troca de correia dentada (Foto: Fiat | Divulgação)
Pensou que não fosse ter a troca de correia do Marea, famosa por ser uma das piores do mercado há décadas? O sedã ganhou fama de bomba até injustamente, mas a substituição da peça faz qualquer mecânico explodir de irritação – e o dono explodir o cheque especial.
Para realizar a troca no sedã da Fiat o abençoado precisa desprender o motor dos coxins. Depois, deslocar o bloco junto com a caixa de marchas. Só deste jeito consegue-se abrir espaço para o mecânico trocar a correia e mexer nas polias.
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São modelos de automóveis e picapes que ficaram famosos por terem as piores trocas de correia do mercado. A substituição da peça às vezes demanda tanto trabalho ou ferramental específico que até parece que os projetistas esqueceram do componente na hora de bolar o veículo.
Veja agora as piores trocas de correias do mercado automotivo.
A importância da correia dentada
Antes de mais nada, vamos reforçar a importância da correia dentada e de sua troca. De forma bem resumida, a peça conecta o eixo-comando ao virabrequim, realizando a abertura e o fechamento das válvulas.
Se a correia dentada arrebentar, haverá o choque dos pistões com as válvulas, o que vai danificar os componentes e fazer o motor parar de funcionar. Neste caso, o carro deve ser encaminhado para uma oficina mecânica, mas se prepare que o conserto não é barato.
Correia dentada é responsável pelo sincronismo dos movimentos do virabrequim com os comandos de válvulas (Foto: Shutterstock)
Por isso, é importante a cada revisão verificar o estado das correias – apesar de as trocas geralmente serem recomendadas a cada 40 mil km ou 50 mil km, conforme o veículo. Também fique atento a sinais de que a peça possa estar desgastada.
Observe se a correia apresenta ranhuras. Além disso, ouvido atento a barulhos estranhos, agudos e ritmados quando o motor está ligado e o carro parado.
Caso positivo, é hora de substituí-la. Só que alguns carros conseguem fazer da troca da correia dentada uma dor de cabeça a mais para donos e mecânicos.
Audi A6
Quando se tem motores grandes, o espaço para manutenção fica limitado, como é o caso do Audi A6 (Foto: Audi | Divulgação)
O requintado e confortável sedã erra a mão justamente nesta questão. O A6 tem uma das piores trocas de correia do mercado porque simplesmente é preciso desmontar a frente do modelo.
É que no Audi A6, as opções V6 e V8 tiveram o motor posicionado muito próximo do suporte do radiador. Isso impede o acesso direto à correia dentada pelo cofre.
Aí começa a novela neste carro com uma das piores trocas de correia dentada. Depois de desmontar o para-choque e a grade, o mecânico ainda precisa esvaziar o radiador, antes de desconectá-lo do motor.
Na sequência, é necessário separar o suporte do para-choque das longarinas. Só assim o coitado do reparador consegue fazer a troca da bendita correia dentada do A6 – e dos A4 e A8 contemporâneos com motores V6 e V8. Sem esquecer que, feito o serviço, o profissional tem de montar tudo de novo.
Land Rover Discovery 4
Land Rover sempre figura na lista dos carros com pior reputação no ranking da J.D. Power, mas a troca de correia do Discovery 4 o coloca em outro patamar (Foto: Land Rover | Divulgação)
Se existisse uma novela sobre as piores trocas de correia do mercado ela seria britânica e teria aqueles capítulos arrastados. Isso porque o Discovery de quarta geração padece também de um cofre do motor apertado.
É tão difícil acessar a correia dentada que é preciso separar a carroceria do chassi. Isso mesmo que você leu.
Em nome da rigidez torcional, o SUV foi projetado sobre um monobloco ligado a um chassi do tipo escada, o que possibilita fazer essa separação. Só que o Discovery é cheio de tecnologia embarcada.
Então, depois de trocar a correia dentada e unir novamente chassi e carroceria, ainda será preciso reprogramar todos os módulos do carro.
Volkswagen Amarok
Amarok realmente se desvalorizou devido a mecânica frágil, principalmente pelo uso de correia dentada no lugar de corrente (Foto: VW | Divulgação)
Aqui o drama não é nem a troca, mas a posição da correia dentada na picape média. São varios os relatos de rompimento precoce da peça na Amarok porque ela acumula sujeira demais.
Desta forma, segundo os relatos de mecânicos e donos do modelo, a correia dentada acumula poeira e resseca rapidamente. A VW criou até um aspirador especial para a rede fazer a limpeza no componente a cada revisão nas concessionárias.
Nissan Frontier
Nissan Frontier é outra em que o mecânico sofre para trocar a correia dentada (Foto: Nissan | Divulgação)
Mais uma picape entre os carros com as piores trocas de correia que se tem notícia. Isso porque a bomba de combustível atrás do cabeçote e colada ao painel corta-fogo limitou o espaço no cofre do motor.
A correia foi jogada para escanteio e a solução é igual à relatada no Discovery. Isso aí, a oficina tem de separar a cabine do chassi para fazer a substituição.
Fiat Marea
Claro que o Marea não poderia ficar de fora dessa lista, com sua infernal troca de correia dentada (Foto: Fiat | Divulgação)
Pensou que não fosse ter a troca de correia do Marea, famosa por ser uma das piores do mercado há décadas? O sedã ganhou fama de bomba até injustamente, mas a substituição da peça faz qualquer mecânico explodir de irritação – e o dono explodir o cheque especial.
Para realizar a troca no sedã da Fiat o abençoado precisa desprender o motor dos coxins. Depois, deslocar o bloco junto com a caixa de marchas. Só deste jeito consegue-se abrir espaço para o mecânico trocar a correia e mexer nas polias.
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