Os sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS) se tornaram presença comum nos carros modernos, mas nem sempre conquistam a confiança de quem dirige. Alertas em excesso, correções consideradas desnecessárias e intervenções frequentes levam muitos motoristas a desativar recursos projetados justamente para a segurança.
Durante um evento sobre conectividade realizado em Berlim, a Bosch apresentou sua estratégia de “hiperpersonalização”, que recorre à inteligência artificial para adaptar os sistemas de assistência ao comportamento e às preferências de cada motorista. A premissa é direta: quanto menos intrusivo for o sistema, maior a chance de ele permanecer ligado.
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Segundo a empresa, boa parte dos ADAS atuais é calibrada para situações extremas, o que resulta em correções e avisos vistos como dispensáveis no uso cotidiano. O efeito é paradoxal: motoristas passam a ignorar — ou simplesmente desligar — funções importantes para a própria segurança. Pior: quem se acostuma a ignorar os avisos pode acabar mais exposto do que se nunca os tivesse.
Um dos exemplos é o assistente de permanência em faixa. Segundo Holger Breuing, líder de projeto da Bosch, o sistema deveria ser mais rigoroso em situações de maior risco, como tráfego intenso à luz do dia, e mais tolerante em cenários de baixa complexidade, como uma rodovia vazia de madrugada. Conceito semelhante vale para o controle de cruzeiro adaptativo, que aprenderia as preferências do motorista — adiantar mais rápido ou manter distância maior — e ajustaria seu comportamento sem configuração manual.
A abordagem integra o que a Bosch chama de “cockpit de IA”, no qual o software do veículo analisa padrões de uso em segundo plano para personalizar os sistemas de assistência. A companhia faz questão de marcar um limite: a tecnologia não se confunde com direção autônoma. Nas palavras de Stefan Hartung, presidente do conselho de administração da Bosch, o carro continua sendo “quatro rodas e carroceria”; o software não substitui o hardware, apenas o torna mais inteligente.
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Durante um evento sobre conectividade realizado em Berlim, a Bosch apresentou sua estratégia de “hiperpersonalização”, que recorre à inteligência artificial para adaptar os sistemas de assistência ao comportamento e às preferências de cada motorista. A premissa é direta: quanto menos intrusivo for o sistema, maior a chance de ele permanecer ligado.
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Um dos exemplos é o assistente de permanência em faixa. Segundo Holger Breuing, líder de projeto da Bosch, o sistema deveria ser mais rigoroso em situações de maior risco, como tráfego intenso à luz do dia, e mais tolerante em cenários de baixa complexidade, como uma rodovia vazia de madrugada. Conceito semelhante vale para o controle de cruzeiro adaptativo, que aprenderia as preferências do motorista — adiantar mais rápido ou manter distância maior — e ajustaria seu comportamento sem configuração manual.
A abordagem integra o que a Bosch chama de “cockpit de IA”, no qual o software do veículo analisa padrões de uso em segundo plano para personalizar os sistemas de assistência. A companhia faz questão de marcar um limite: a tecnologia não se confunde com direção autônoma. Nas palavras de Stefan Hartung, presidente do conselho de administração da Bosch, o carro continua sendo “quatro rodas e carroceria”; o software não substitui o hardware, apenas o torna mais inteligente.
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