Na hora de levar o carro na oficina, a solução para o problema nem sempre precisa envolver a troca de uma peça, o reparo já basta. Mas isso não é valido para qualquer componente! Alguns mecânicos dizem que pode recuperar a peça, só que na realidade não vale a pena o conserto.
Esses reparos podem colocar o carro ou sua segurança em risco, pois na realidade são paliativos. O preço de uma peça nova pode pesar no orçamento, mas com isso virá uma garantia de durabilidade maior. Confira abaixo algumas peças que não valem a pena consertar:
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O reparo em roda trincada é apenas visual, os danos estruturais não somem (Foto: Kia | Divulgação)
Infelizmente as ruas brasileiras não perdoam as rodas dos carros. Em impactos fortes contra um buraco, as de liga leve podem trincar. Em danos menores, como riscos causados por ralar na calçada, é possível reparar, porém a trinca condena a peça.
Existem pessoas que soldam rodas de liga leve, deixando a aparência visual igual a original. O que não vemos são as microfissuras internas no material da roda. Como o carro é apoiado nelas e elas estão girando em alta velocidade, os danos internos vão crescendo com o tempo a ponto de quebrar.
A prova dos riscos de consertar trincas em rodas de liga leve é o acidente do cantor sertanejo Cristiano Araújo: uma roda de seu Land Rover, que havia sido reparada, quebrou em alta velocidade e o carro capotou. Isso vitimou o artista.
Recondicionar o amortecedor é apenas um “despiste” (Foto: Shutterstock)
O conjunto de suspensão é essencial para a segurança do carro. Os amortecedores tem a função de controlar os movimentos da carroceria. Quando estão em estado ruim, o veículo perde estabilidade, conforto e pode até aumentar a distância de frenagem.
Existem no mercado os profissionais que recondicionam o amortecedor, vendendo a peça remanufaturada por um valor baixo. Pode até parecer uma alternativa tentadora, mas a sua durabilidade é baixa e pode quebrar quando menos se espera.
O composto gasto da borracha não tem a mesa eficiência (Foto: Shutterstock)
Um pneu furado por um preço ou com algum dano pequeno pode sim ser consertado. Quando os danos são maiores, como os que afetam a carcaça, já vira um risco. Isso pode deixá-lo desbalanceado e, assim, prejudicar a estabilidade.
No caso dos pneus carecas, existem locais onde “refrisam” a banda de rodagem. O argumento é sempre pode passar por uma blitz ou vistoria, ou apenas fazê-lo durar mais. O risco é que a camada de borracha fica mais fina, seu composto não é adequado para a rodagem e a eficiência na chuva não é a mesma.
O tal reparo do airbag é apenas remover a bolsa e apagar a luz (Foto: Shutterstock)
Desde 2014 todos os carros novos vendidos no Brasil trazem airbags dianteiros. Antes disso o equipamento era praticamente item de série em carros médios e um opcional frequente nos compactos.
Isso parece ter motivado os picaretas que oferecem o reparo do airbag. Isso não existe, após a deflagração da bolsa de ar, ela precisa ser descartada. O conserto que é feito na peça é simplesmente tampar o volante ou painel e apagar a luz do painel.
Se a batida não foi grave e deu para consertar o carro, o correto é colocar um airbag novo.
A corrente do motor é mais complexa que a de uma bicicleta (Foto: Shutterstock)
A grande vantagem de um motor com corrente de comando é a sua durabilidade. A correia dentada é mais silenciosa, mas precisa ser trocada com algumas dezenas de milhares de quilômetros, já a corrente pode passar de 200 mil km.
Com o tempo, a corrente começa a folgar. Consertá-la pode parecer simples como o reparo de uma corrente de bicicleta, mas a peça ficará enfraquecida. Com o rompimento, o estrago será por todo o motor.
A própria durabilidade joga a favor da troca de toda a corrente por uma nova. Afinal, se ela só vai dar problemas com 200 ou 300 mil km, o motorista só terá que se preocupar após repetir essa quilometragem.
Além de uma bieleta nova ser barata, a reparada não dura (Foto: Shutterstock)
A bieleta é um componente pequeno que tem a importante função de ligar a barra estabilizadora à suspensão. É o tipo de caso onde o reparo não vale a pena simplesmente pela peça nova ser barata. Além da peça consertada ter durabilidade extremamente baixa.
O coxim reparado tem baixa durabilidade (Foto: Shutterstock)
Coxim é o nome dado a peças com função de absorver ruídos. Existe os do motor, que também o liga à carroceria, e o dos amortecedores. Com o fim de sua vida útil, mas vibrações são passadas à carroceria.
O conserto dessa peça não vale a pena devido a durabilidade baixa após isso, sem contar com o risco maior de quebrar e gerar prejuízos ainda maiores. Os coxins dos amortecedores duram menos que o do motor, mas também são mais baratos.
Os coxins de motor são mais complexos, porém têm durabilidade maior. Por isso, a tranquilidade de ficar muito tempo sem se preocupar com a peça vale o investimento maior.
O post Peças que não valem a pena consertar: entenda como o barato sai caro apareceu primeiro em AutoPapo.
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Esses reparos podem colocar o carro ou sua segurança em risco, pois na realidade são paliativos. O preço de uma peça nova pode pesar no orçamento, mas com isso virá uma garantia de durabilidade maior. Confira abaixo algumas peças que não valem a pena consertar:
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- 5 peças de carro que não precisam mais ser trocadas – e você nem notou
- Bieleta: tudo que você precisa saber sobre essa pecinha importante
- Coxim: tudo sobre a peça que segura o motor no lugar
Rodas de liga leve trincadas
O reparo em roda trincada é apenas visual, os danos estruturais não somem (Foto: Kia | Divulgação)
Infelizmente as ruas brasileiras não perdoam as rodas dos carros. Em impactos fortes contra um buraco, as de liga leve podem trincar. Em danos menores, como riscos causados por ralar na calçada, é possível reparar, porém a trinca condena a peça.
Existem pessoas que soldam rodas de liga leve, deixando a aparência visual igual a original. O que não vemos são as microfissuras internas no material da roda. Como o carro é apoiado nelas e elas estão girando em alta velocidade, os danos internos vão crescendo com o tempo a ponto de quebrar.
A prova dos riscos de consertar trincas em rodas de liga leve é o acidente do cantor sertanejo Cristiano Araújo: uma roda de seu Land Rover, que havia sido reparada, quebrou em alta velocidade e o carro capotou. Isso vitimou o artista.
Amortecedores
Recondicionar o amortecedor é apenas um “despiste” (Foto: Shutterstock)
O conjunto de suspensão é essencial para a segurança do carro. Os amortecedores tem a função de controlar os movimentos da carroceria. Quando estão em estado ruim, o veículo perde estabilidade, conforto e pode até aumentar a distância de frenagem.
Existem no mercado os profissionais que recondicionam o amortecedor, vendendo a peça remanufaturada por um valor baixo. Pode até parecer uma alternativa tentadora, mas a sua durabilidade é baixa e pode quebrar quando menos se espera.
Pneus carecas ou com rasgos grandes
O composto gasto da borracha não tem a mesa eficiência (Foto: Shutterstock)
Um pneu furado por um preço ou com algum dano pequeno pode sim ser consertado. Quando os danos são maiores, como os que afetam a carcaça, já vira um risco. Isso pode deixá-lo desbalanceado e, assim, prejudicar a estabilidade.
No caso dos pneus carecas, existem locais onde “refrisam” a banda de rodagem. O argumento é sempre pode passar por uma blitz ou vistoria, ou apenas fazê-lo durar mais. O risco é que a camada de borracha fica mais fina, seu composto não é adequado para a rodagem e a eficiência na chuva não é a mesma.
Airbags
O tal reparo do airbag é apenas remover a bolsa e apagar a luz (Foto: Shutterstock)
Desde 2014 todos os carros novos vendidos no Brasil trazem airbags dianteiros. Antes disso o equipamento era praticamente item de série em carros médios e um opcional frequente nos compactos.
Isso parece ter motivado os picaretas que oferecem o reparo do airbag. Isso não existe, após a deflagração da bolsa de ar, ela precisa ser descartada. O conserto que é feito na peça é simplesmente tampar o volante ou painel e apagar a luz do painel.
Se a batida não foi grave e deu para consertar o carro, o correto é colocar um airbag novo.
Corrente de comando
A corrente do motor é mais complexa que a de uma bicicleta (Foto: Shutterstock)
A grande vantagem de um motor com corrente de comando é a sua durabilidade. A correia dentada é mais silenciosa, mas precisa ser trocada com algumas dezenas de milhares de quilômetros, já a corrente pode passar de 200 mil km.
Com o tempo, a corrente começa a folgar. Consertá-la pode parecer simples como o reparo de uma corrente de bicicleta, mas a peça ficará enfraquecida. Com o rompimento, o estrago será por todo o motor.
A própria durabilidade joga a favor da troca de toda a corrente por uma nova. Afinal, se ela só vai dar problemas com 200 ou 300 mil km, o motorista só terá que se preocupar após repetir essa quilometragem.
Bieletas
Além de uma bieleta nova ser barata, a reparada não dura (Foto: Shutterstock)
A bieleta é um componente pequeno que tem a importante função de ligar a barra estabilizadora à suspensão. É o tipo de caso onde o reparo não vale a pena simplesmente pela peça nova ser barata. Além da peça consertada ter durabilidade extremamente baixa.
Coxins
O coxim reparado tem baixa durabilidade (Foto: Shutterstock)
Coxim é o nome dado a peças com função de absorver ruídos. Existe os do motor, que também o liga à carroceria, e o dos amortecedores. Com o fim de sua vida útil, mas vibrações são passadas à carroceria.
O conserto dessa peça não vale a pena devido a durabilidade baixa após isso, sem contar com o risco maior de quebrar e gerar prejuízos ainda maiores. Os coxins dos amortecedores duram menos que o do motor, mas também são mais baratos.
Os coxins de motor são mais complexos, porém têm durabilidade maior. Por isso, a tranquilidade de ficar muito tempo sem se preocupar com a peça vale o investimento maior.
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