Notícia R$ 1 milhão por segundo: preço de comercial no Super Bowl espanta montadoras

A indústria automotiva, historicamente uma das maiores financiadoras dos intervalos comerciais do Super Bowl, decidiu tirar o pé do acelerador em 2026. Para a 59ª edição do evento, marcada para 8 de fevereiro, registra-se uma notável debandada das montadoras, em movimento que contrasta com a audiência recorde de 127,7 milhões de telespectadores obtida no ano anterior. O principal entrave é a cifra cobrada pela emissora NBC: US$ 7 milhões (aproximadamente R$ 38,5 milhões) por cada inserção de 30 segundos.

A ausência mais significativa é a do grupo Stellantis. A gigante, que controla marcas como Jeep, Ram e Dodge, confirmou que não terá anúncios no jogo. A justificativa é estratégica: Olivier Francois, diretor de marketing da companhia, afirmou que o foco publicitário deste ano será deslocado inteiramente para as celebrações do “Semiquicentenário” (250 anos) da independência dos Estados Unidos — data considerada pela empresa como o momento ideal para conectar suas marcas ao patriotismo americano.

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Enquanto a maioria recua, a Cadillac deve ser a exceção à regra. A marca de luxo da General Motors planeja utilizar a vitrine global do evento para promover sua entrada na Fórmula 1, com a provável revelação da pintura definitiva de seu monoposto. No setor automotivo, a presença confirmada restringe-se, por ora, a empresas de acessórios, como a fabricante de tapetes WeatherTech, que mantém sua tradição de anúncios no evento.

O esvaziamento do setor automotivo, contudo, não afetou o cofre da emissora. A NBC esgotou todos os espaços publicitários ainda no fim do ano passado, provando que o Super Bowl permanece como o ativo mais valioso da televisão na era do streaming.

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