Aquele cheiro estranho ao ligar o ar-condicionado, a dor nas costas no fim do expediente, um cansaço que não passa. Esses são sintomas que muitos motoristas colocam na conta do estresse do trânsito, no entanto, eles podem ser causados pelo próprio carro. Vários componentes que parecem inofensivos ao cumprir sua função no veículo, mas na verdade têm efeito direto sobre a saúde de quem dirige e boa parte desses problemas só aparece quando já viraram queixa médica.
Nesta matéria você confere cinco descuidos simples e muito comuns que poderiam ser facilmente resolvidos na oficina, mas que acabam encarecendo a visita ao consultório médico.
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Responsável por barrar poeira, pólen e poluição antes que o ar chegue aos pulmões, o filtro de cabine perde eficiência à medida que satura. A partir daí, ácaros e partículas que não são visíveis a olho nu passam a circular livremente pelo habitáculo, o que é um gatilho clássico para crises de rinite e asma.
Depois de certo tempo, o filtro do ar-condicionado satura e vai perdendo sua funcionalidade, acumulando poeira e sujeiras. (Foto: Adobe Stock)
A Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) estima que cerca de 30% dos brasileiros convivem com algum tipo de alergia, parcela para quem o problema é ainda mais sensível. A recomendação é trocar a peça a cada 10 mil km, ou conforme o manual e se você roda em região de muita poeira, faça com maior antecedência.
Mesmo com o filtro novo, o sistema guarda outra armadilha: a umidade que se forma no evaporador e vira terreno fértil para fungos e bactérias. É de lá que vem aquele odor de mofo ao ligar o ar-condicionado.
Em casos extremos, esse odor pode indicar também a presença de microrganismos como a Legionella, associada a quadros respiratórios graves. Aqui a solução não é trocar uma peça, e sim fazer a higienização periódica do evaporador e dos dutos. A recomendação é que a limpeza seja feita a cada 6 a 12 meses com produto e mão de obra específicos.
Quem passa o dia ao volante e termina com dor na lombar raramente desconfia do banco, porém, uma postura inadequada e uma regulagem errada sobrecarregam a coluna. A longo prazo, essas posições incorretas, segundo alertas recorrentes de entidades como a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), favorecem lombalgias e até hérnias de disco.
O ajuste ergonômico ideal requer:
No caso dessa peça, o risco deixa de ser crônico e passa a ser imediato, pois uma trinca ou falha no sistema de escapamento pode direcionar monóxido de carbono (CO) para dentro da cabine. Em um primeiro momento esse gás incolor e inodoro provoca dor de cabeça, tontura e sonolência, mas pode levar à perda de consciência e até ao óbito, de acordo com alertas de serviços de emergência como o Samu.
(Foto: Reprodução)
Isso aconteceu com quatro jovens que foram encontrados mortos dentro de uma BMW em Balneário Camboriú (SC), no ano de 2024. A perícia preliminar apontou que as mortes foram causadas por uma perfuração no cano de escape, ligada a uma modificação feita em oficina.
A prevenção para esse oblema perigoso envolve revisar o sistema de exaustão e desconfiar de qualquer cheiro de combustão ou sensação de mal-estar com o carro ligado.
Tremor constante não é só desconforto, ele podem ta,bém prejudicar sua saúde. A chamada vibração de corpo inteiro, que tem parâmetros definidos pela Fundacentro nas Normas de Higiene Ocupacional e está prevista no Anexo 8 da NR-15, é associada a fadiga, dores articulares e problemas de coluna em quem dirige muito.
Pneus desbalanceados, rodas desalinhadas e amortecedores no fim da vida útil estão entre as causas desses sintomas, já que amplificam o que chega ao corpo. Balanceamento, alinhamento e a troca da suspensão no momento certo resolvem o problema antes que ele vire queixa médica.
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Nesta matéria você confere cinco descuidos simples e muito comuns que poderiam ser facilmente resolvidos na oficina, mas que acabam encarecendo a visita ao consultório médico.
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O filtro de cabine que ninguém lembra de trocar
Responsável por barrar poeira, pólen e poluição antes que o ar chegue aos pulmões, o filtro de cabine perde eficiência à medida que satura. A partir daí, ácaros e partículas que não são visíveis a olho nu passam a circular livremente pelo habitáculo, o que é um gatilho clássico para crises de rinite e asma.
Depois de certo tempo, o filtro do ar-condicionado satura e vai perdendo sua funcionalidade, acumulando poeira e sujeiras. (Foto: Adobe Stock)
A Asbai (Associação Brasileira de Alergia e Imunologia) estima que cerca de 30% dos brasileiros convivem com algum tipo de alergia, parcela para quem o problema é ainda mais sensível. A recomendação é trocar a peça a cada 10 mil km, ou conforme o manual e se você roda em região de muita poeira, faça com maior antecedência.
O cheiro de mofo do ar-condicionado é um aviso
Mesmo com o filtro novo, o sistema guarda outra armadilha: a umidade que se forma no evaporador e vira terreno fértil para fungos e bactérias. É de lá que vem aquele odor de mofo ao ligar o ar-condicionado.
Em casos extremos, esse odor pode indicar também a presença de microrganismos como a Legionella, associada a quadros respiratórios graves. Aqui a solução não é trocar uma peça, e sim fazer a higienização periódica do evaporador e dos dutos. A recomendação é que a limpeza seja feita a cada 6 a 12 meses com produto e mão de obra específicos.
Banco mal regulado cobra o preço na coluna
Quem passa o dia ao volante e termina com dor na lombar raramente desconfia do banco, porém, uma postura inadequada e uma regulagem errada sobrecarregam a coluna. A longo prazo, essas posições incorretas, segundo alertas recorrentes de entidades como a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), favorecem lombalgias e até hérnias de disco.
O ajuste ergonômico ideal requer:
- Encosto entre 100° e 110°;
- Apoio para a lombar preenchendo a curva natural das costas;
- Joelhos levemente flexionados;
- Em viagens longas é importante que o motorista pare a cada duas horas para se alongar.
O escapamento é o item mais perigoso da lista
No caso dessa peça, o risco deixa de ser crônico e passa a ser imediato, pois uma trinca ou falha no sistema de escapamento pode direcionar monóxido de carbono (CO) para dentro da cabine. Em um primeiro momento esse gás incolor e inodoro provoca dor de cabeça, tontura e sonolência, mas pode levar à perda de consciência e até ao óbito, de acordo com alertas de serviços de emergência como o Samu.
(Foto: Reprodução)
Isso aconteceu com quatro jovens que foram encontrados mortos dentro de uma BMW em Balneário Camboriú (SC), no ano de 2024. A perícia preliminar apontou que as mortes foram causadas por uma perfuração no cano de escape, ligada a uma modificação feita em oficina.
A prevenção para esse oblema perigoso envolve revisar o sistema de exaustão e desconfiar de qualquer cheiro de combustão ou sensação de mal-estar com o carro ligado.
Pneus e suspensão: a vibração que adoece
Tremor constante não é só desconforto, ele podem ta,bém prejudicar sua saúde. A chamada vibração de corpo inteiro, que tem parâmetros definidos pela Fundacentro nas Normas de Higiene Ocupacional e está prevista no Anexo 8 da NR-15, é associada a fadiga, dores articulares e problemas de coluna em quem dirige muito.
Pneus desbalanceados, rodas desalinhadas e amortecedores no fim da vida útil estão entre as causas desses sintomas, já que amplificam o que chega ao corpo. Balanceamento, alinhamento e a troca da suspensão no momento certo resolvem o problema antes que ele vire queixa médica.
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