O sucesso de um carro obviamente está no seu volume de emplacamentos. Porém, as virtudes de um automóvel muitas vezes não são compradas pelo mercado. E o Brasil está repleto de carros desprezados pelo consumidor, mas que valem a compra. Podem ter fracassado na estratégia da marca, mas ostentam bons atributos.
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Separamos 10 modelos que não foram unanimidade. Muitos destes carros foram desprezados pelo público, dados como fracassados, mas têm seu valor. Ou mesmo, se seguram em versões de acabamento que merecem uma atenção.
Veja agora carros desprezados que valem a compra.
O vacilo da Peugeot foi ter demorado demais para combinar o motor turbo com transmissão automática (Foto: Peugeot | Divulgação)
O crossover compacto é um carro bem gostoso de dirigir, mas desprezado em termos de vendas. Muito por conta de ter sido lançado em 2015 em meio a dois best sellers do segmento de SUVs compactos: Honda HR-V e Jeep Renegade.
Mas o carro produzido em Porto Real (RJ) tem boa dinâmica, aquela dose de conforto e acabamento interessante. E ainda tem nas versões com motor THP de 173/165 cv opções que entregam um tempero a mais
O Sonic é o exemplo de carro fracassado, com uma estratégia de vendas bizarra, que desabonou as qualidades do hatch (Foto: GM | Divulgação)
O carro durou menos de três anos no Brasil e acabou desprezado injustamente. Importado inicialmente da Coreia do Sul em 2012, tem desenho controverso e acabamento bastante simples para quem queria brigar no subsegmento dos compactos premium.
Mas a mecânica do Sonic vale a compra. O motor 1.6 16V de 120/116 cv com câmbio automático agrada com desempenho suficiente para sua proposta e rodar confortável. Dê preferência às versões topo de linha LTZ e aos modelos da linha 2014, vindos do México.
O up! TSI tinha tudo para ser um grande sucesso, mas se tornou um fracasso comercial devido ao preço elevado (Foto: VW | Divulgação)
O Up! foi uma aposta ousada da Volkswagen. Hatch com plataforma moderna e vocação urbana, mas que pecou pelo seu posicionamento. Caro para o seu tamanho, acabou como um dos carros mais desprezados diante das expectativas da marca alemã.
Mas não se engane pelo porte do Up!. O pequenino carrega a consagrada engenharia alemã, tem nível de segurança elevado e o motor 1.0 aspirado é o suficiente para andar no trânsito da cidade.
Quando se fala das versões TSI, então, a compra deste carro desprezado vale ainda mais a pena. Os 105 cv transformam o pequeno citadino em uma formiguinha atômica. Só fuja das opções com câmbio automatizado I-Motion.
Depois de navegar em céu de brigadeiro com o primeiro Tucson e o ix35, a Hyundai tropeçou feio com o New Tucson, que teve o melhor motor do três (Foto: Hyundai | Divulgação)
A Hyundai vendeu bem as duas primeiras gerações do Tucson (a segunda sob o nome ix35) no Brasil. Mas com o New Tucson, lançado em 2016, não teve a mesma sorte. O carro foi desprezado, apesar de ser o melhor dos três.
O New Tucson tem motor turbo 1.6 de 177 cv, é mais espaçoso que seus antecessores e mais equilibrado dinamicamente. A produção do SUV médio, inclusive, foi retomada recentemente pelo Grupo Caoa em Anápolis (GO) – lá, as três gerações do modelo chegaram a ser montadas simultaneamente.
O sedã argentino foi um dos melhores médios de sua época, mas se tornou carro fracassado devido à caixa PowerShift, mas a opção manual é bem legal (Foto: Ford | Divulgação)
O Focus sempre foi um carro referência no segmento, mas sua geração de despedida, que estreou em 2013, foi um carro desprezado. Principalmente na configuração sedã, que a Ford estranhamente batizou de Fastback.
Uma pena. Por mais que o Focus tenha adotado um comportamento, desempenho e dirigibilidade que mais o assemelhavam à dupla Corolla/Civic, é um carro desprezado no mercado que tem muitas virtudes.
Destaque para as versões com motor Duratec 2.0 16V com injeção direta e 178/175 cv. Só fique de olho se os antigos donos fizeram a correta manutenção (ou reparo) na polêmica caixa automatizada de dupla embreagem Powershift.
O Uno Sporting é uma das melhores versões do compacto, graças ao motor 1.3, mas o preço afugentou compradores (Foto: Fiat | Divulgação)
Projeto genuinamente brasileiro, o segundo Uno até vendeu bem nos primeiros anos após o lançamento, em 2010. Mas no seu fim de vida foi um carro desprezado. Justo quando passou a ser equipado com o motor 1.3 nas versões mais caras.
O Firefly de 109/101 cv deu novo ânimo ao Uno quadradinho. Primeiro, porque anda mais que os hatches com 1.4 Fire Evo. Segundo porque é mais confortável e tem manutenção mais simples que os 1.0 da mesma veterana família quatro cilindros.
C4 Lounge oferecia conforto e força de sobra com motor 1.6 turbo, mas desconfiança do consumidor com a marca fez desse carro um injustiçado fracassado (Foto: Citroën | Divulgação)
A cara de sedã chinês não ajudou muito ao médio da marca francesa. Fabricado na Argentina, o três-volumes não conseguiu manter as razoáveis vendas do antecessor, o C4 Pallas. Mesmo assim, é um carro desprezado que vale cogitar a compra de uma versão específica.
Falamos das equipadas com o mesmo motor turbo THP do 2008 citado no início da reportagem. Com até 173 cv de potência, empresta performance ao C4 Lounge, que ainda oferece espaço interno, acabamento e conforto na medida.
O Altima, assim como demais sedãs executivos importados, chegou como modelo vitrine, mas incapaz de competir com alemães (Foto: Nissan | Divulgação)
Outro sedã injustiçado. Em 2013, a Nissan resolveu trazer a quinta geração do médio-grande Altima dos Estados Unidos. Espaçoso e confortável, o modelo chegou em uma época em que os SUVs já roubavam ferozmente a clientela tradicional dos sedãs.
Uma lástima, porque o Altima tem nível de equipamentos generoso para a época e para a sua categoria, e um motor 2.5 16V de 182 cv que oferece desempenho e conforto ao gosto tradicional do segmento. É um carro desprezado que vale a compra.
O Duster 1.3 turbo é um carro legal, mas peca pelo preço exagerado e falta de itens de segurança que estão presentes em seus concorrentes, o que o coloca no hall dos carros injustamente fracassados (Foto: Renault | Divulgação)
O Duster passou a ser um carro desprezado após a avalanche de SUVs compactos que chegaram aqui a partir de 2015. Mas vale a compra em sua recém-lançada versão turboflex de 170/162 cv, em 2022.
Isso porque, com esse motor TCe, o Duster melhorou muito em desempenho – mesmo se comparado às finadas versões 2.0. O consumo também teve um upgrade considerável, já que o 1.6 SCe sofre para mover o galipão. E lembre-se que o Renault oferece espaço interno bem maior que a maioria dos rivais do segmento de suvs compactos.
O Fit é um carro querido, mas o WR-V caiu em desgraça por tentar se passar de SUV, mas oferece tudo de bom do modelo que lhe serviu de base (Foto: Honda | Divulgação)
Ele foi um carrro desprezado pelo design com jeito chinês. E também porque o povo percebeu que era um Fit bombado e bem mais caro. Mas o WR-V tem seu valor, a começar pelo mesmo confiável conjunto mecânico do monovolume, com motor 1.5 e caixa CVT.
Além disso, o crossover oferece a modularidade dos bancos e a cabine otimizada do Fit, que recebe bem até cinco passageiros. Tudo em uma posição de dirigir mais alta e aquele quê de SUV que todo mundo quer.
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Separamos 10 modelos que não foram unanimidade. Muitos destes carros foram desprezados pelo público, dados como fracassados, mas têm seu valor. Ou mesmo, se seguram em versões de acabamento que merecem uma atenção.
Veja agora carros desprezados que valem a compra.
Peugeot 2008 THP
O vacilo da Peugeot foi ter demorado demais para combinar o motor turbo com transmissão automática (Foto: Peugeot | Divulgação)
O crossover compacto é um carro bem gostoso de dirigir, mas desprezado em termos de vendas. Muito por conta de ter sido lançado em 2015 em meio a dois best sellers do segmento de SUVs compactos: Honda HR-V e Jeep Renegade.
Mas o carro produzido em Porto Real (RJ) tem boa dinâmica, aquela dose de conforto e acabamento interessante. E ainda tem nas versões com motor THP de 173/165 cv opções que entregam um tempero a mais
Chevrolet Sonic LTZ
O Sonic é o exemplo de carro fracassado, com uma estratégia de vendas bizarra, que desabonou as qualidades do hatch (Foto: GM | Divulgação)
O carro durou menos de três anos no Brasil e acabou desprezado injustamente. Importado inicialmente da Coreia do Sul em 2012, tem desenho controverso e acabamento bastante simples para quem queria brigar no subsegmento dos compactos premium.
Mas a mecânica do Sonic vale a compra. O motor 1.6 16V de 120/116 cv com câmbio automático agrada com desempenho suficiente para sua proposta e rodar confortável. Dê preferência às versões topo de linha LTZ e aos modelos da linha 2014, vindos do México.
Volkswagen Up! TSI
O up! TSI tinha tudo para ser um grande sucesso, mas se tornou um fracasso comercial devido ao preço elevado (Foto: VW | Divulgação)
O Up! foi uma aposta ousada da Volkswagen. Hatch com plataforma moderna e vocação urbana, mas que pecou pelo seu posicionamento. Caro para o seu tamanho, acabou como um dos carros mais desprezados diante das expectativas da marca alemã.
Mas não se engane pelo porte do Up!. O pequenino carrega a consagrada engenharia alemã, tem nível de segurança elevado e o motor 1.0 aspirado é o suficiente para andar no trânsito da cidade.
Quando se fala das versões TSI, então, a compra deste carro desprezado vale ainda mais a pena. Os 105 cv transformam o pequeno citadino em uma formiguinha atômica. Só fuja das opções com câmbio automatizado I-Motion.
Hyundai New Tucson GLS
Depois de navegar em céu de brigadeiro com o primeiro Tucson e o ix35, a Hyundai tropeçou feio com o New Tucson, que teve o melhor motor do três (Foto: Hyundai | Divulgação)
A Hyundai vendeu bem as duas primeiras gerações do Tucson (a segunda sob o nome ix35) no Brasil. Mas com o New Tucson, lançado em 2016, não teve a mesma sorte. O carro foi desprezado, apesar de ser o melhor dos três.
O New Tucson tem motor turbo 1.6 de 177 cv, é mais espaçoso que seus antecessores e mais equilibrado dinamicamente. A produção do SUV médio, inclusive, foi retomada recentemente pelo Grupo Caoa em Anápolis (GO) – lá, as três gerações do modelo chegaram a ser montadas simultaneamente.
Ford Focus Fastback MT
O sedã argentino foi um dos melhores médios de sua época, mas se tornou carro fracassado devido à caixa PowerShift, mas a opção manual é bem legal (Foto: Ford | Divulgação)
O Focus sempre foi um carro referência no segmento, mas sua geração de despedida, que estreou em 2013, foi um carro desprezado. Principalmente na configuração sedã, que a Ford estranhamente batizou de Fastback.
Uma pena. Por mais que o Focus tenha adotado um comportamento, desempenho e dirigibilidade que mais o assemelhavam à dupla Corolla/Civic, é um carro desprezado no mercado que tem muitas virtudes.
Destaque para as versões com motor Duratec 2.0 16V com injeção direta e 178/175 cv. Só fique de olho se os antigos donos fizeram a correta manutenção (ou reparo) na polêmica caixa automatizada de dupla embreagem Powershift.
Fiat Uno Sporting 1.3
O Uno Sporting é uma das melhores versões do compacto, graças ao motor 1.3, mas o preço afugentou compradores (Foto: Fiat | Divulgação)
Projeto genuinamente brasileiro, o segundo Uno até vendeu bem nos primeiros anos após o lançamento, em 2010. Mas no seu fim de vida foi um carro desprezado. Justo quando passou a ser equipado com o motor 1.3 nas versões mais caras.
O Firefly de 109/101 cv deu novo ânimo ao Uno quadradinho. Primeiro, porque anda mais que os hatches com 1.4 Fire Evo. Segundo porque é mais confortável e tem manutenção mais simples que os 1.0 da mesma veterana família quatro cilindros.
Citroën C4 Lounge THP
C4 Lounge oferecia conforto e força de sobra com motor 1.6 turbo, mas desconfiança do consumidor com a marca fez desse carro um injustiçado fracassado (Foto: Citroën | Divulgação)
A cara de sedã chinês não ajudou muito ao médio da marca francesa. Fabricado na Argentina, o três-volumes não conseguiu manter as razoáveis vendas do antecessor, o C4 Pallas. Mesmo assim, é um carro desprezado que vale cogitar a compra de uma versão específica.
Falamos das equipadas com o mesmo motor turbo THP do 2008 citado no início da reportagem. Com até 173 cv de potência, empresta performance ao C4 Lounge, que ainda oferece espaço interno, acabamento e conforto na medida.
Nissan Altima
O Altima, assim como demais sedãs executivos importados, chegou como modelo vitrine, mas incapaz de competir com alemães (Foto: Nissan | Divulgação)
Outro sedã injustiçado. Em 2013, a Nissan resolveu trazer a quinta geração do médio-grande Altima dos Estados Unidos. Espaçoso e confortável, o modelo chegou em uma época em que os SUVs já roubavam ferozmente a clientela tradicional dos sedãs.
Uma lástima, porque o Altima tem nível de equipamentos generoso para a época e para a sua categoria, e um motor 2.5 16V de 182 cv que oferece desempenho e conforto ao gosto tradicional do segmento. É um carro desprezado que vale a compra.
Renault Duster 1.3
O Duster 1.3 turbo é um carro legal, mas peca pelo preço exagerado e falta de itens de segurança que estão presentes em seus concorrentes, o que o coloca no hall dos carros injustamente fracassados (Foto: Renault | Divulgação)
O Duster passou a ser um carro desprezado após a avalanche de SUVs compactos que chegaram aqui a partir de 2015. Mas vale a compra em sua recém-lançada versão turboflex de 170/162 cv, em 2022.
Isso porque, com esse motor TCe, o Duster melhorou muito em desempenho – mesmo se comparado às finadas versões 2.0. O consumo também teve um upgrade considerável, já que o 1.6 SCe sofre para mover o galipão. E lembre-se que o Renault oferece espaço interno bem maior que a maioria dos rivais do segmento de suvs compactos.
Honda WR-V
O Fit é um carro querido, mas o WR-V caiu em desgraça por tentar se passar de SUV, mas oferece tudo de bom do modelo que lhe serviu de base (Foto: Honda | Divulgação)
Ele foi um carrro desprezado pelo design com jeito chinês. E também porque o povo percebeu que era um Fit bombado e bem mais caro. Mas o WR-V tem seu valor, a começar pelo mesmo confiável conjunto mecânico do monovolume, com motor 1.5 e caixa CVT.
Além disso, o crossover oferece a modularidade dos bancos e a cabine otimizada do Fit, que recebe bem até cinco passageiros. Tudo em uma posição de dirigir mais alta e aquele quê de SUV que todo mundo quer.
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