Notícia Vale a pena comprar um carro muito rodado? Confira onde tomar cuidado

Atualmente, a venda de carros populares novos no varejo está baixíssima devido a inflação alta dos últimos anos. Com isso, uma parcela grande da população tem como alternativa comprar um carro usado — muitas vezes com quilometragem alta.

E está cada vez mais difícil achar aquele carro usado de 10 anos com menos de 100 mil km no hodômetro. Segundo o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), hoje a idade média da frota brasileira é a maior desde 1995: 10 anos e 3 meses.

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O brasileiro em geral costuma colocar a quilometragem do carro como prioridade na hora de avaliar um usado, comportamento que atrai vendedores picaretas que adulteram o hodometro dos carros. Mas comprar um carro muito rodado pode valer a pena se tomar alguns cuidados.

Mais importante que a quilometragem é como o carro rodou​

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Rodar apenas em trânsito urbano exige mais do veículo (Foto: Chevrolet | Divulgação)

O número exposto no painel do carro só conta uma parte de sua história. O que realmente vai definir se o carro usado é uma boa comprar ou uma bomba relógio prestes a sugar o seu dinheiro é como essa quilometragem foi feita.

Vamos usar uma situação hipotética para explicar isso. Um carro com 150 mil km, com maior parte sendo em rodovias, está com a mecânica menos desgastada que um veículo idêntico que rodou apenas 70 mil km em tráfego urbano pesado e/ou trajetos curtos.

No uso urbano você cobre menores distâncias, mas o anda-e-para do trânsito gera mais esforço no motor, no câmbio e no freio. O carro muito rodado que só pegou estrada ficou mais tempo em velocidades constantes, sem grandes variações de rotação no motor.

Outro fator agravante do uso urbano são os trajetos curtos. O motor possui sua faixa de temperatura ideal de trabalho, quando é exigido estando frio há um maior desgaste das peças móveis. Se o motorista rodar sempre de poucos em poucos quilômetros, o motor estará mais sujeito a dar problemas.

A manutenção também influencia​


Como a quilometragem foi obtida é um item a saber enquanto estuda a compra de um carro usado muito rodado. Outro fator é pedir o histórico de manutenção para o dono anterior, ou conferir se as revisões estão carimbadas no manual — pelo menos dentro do período da garantia.

Se o carro mais rodado foi bem cuidado, isso pode ser um bom sinal. Porém é importante que nas quilometragens mais altas o veículo pode demandar serviços que não fazem parte das primeiras revisões. Itens como líquido de arrefecimento, óleo do câmbio pastilhas do freio traseiro.

Cuidado com o hodômetro adulterado!​

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O desgaste do volante é uma das principais formas de avaliar se voltaram o hodômetro (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
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Os pedais também são indicativo (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
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Em carro manuais repare no pedal da embreagem (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
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Áreas de contato com o corpo, como o tecido do painel de porta no lado do motorista... (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
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... e o banco, principalmente nas laterais, acusam a idade (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)
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Até mesmo a chave de seta sofre desgaste (Foto: Eduardo Rodrigues | AutoPapo)

Muitos desavisados acabam levando um carro usado “pouco rodado” por um preço convidativo, mas na realidade comprou um veículo de alta quilometragem que teve o hodômetro adulterado. Esse golpe pode ser facilmente desmascarado se o comprador for atendo a alguns detalhes.

Partes do interior que têm mais contato com o motorista podem indicar a quilometragem. Os pedais, volante, forração dos bancos e painel de porta, alavanca de câmbio e até mesmo a alavanca de seta podem denunciar a quilometragem.

Se você não possui muita noção de como esses itens gastam, pode usar um carro de procedência conhecida para comparar. É importante lembrar que alguns carros possuem volantes que esfarelam cedo, uma pesquisa rápida na internet pode confirmar se o modelo sofre disso.

O que nunca mente é a ECU do motor. A quilometragem no painel pode ser adulterada, mas esses picaretas não conseguem mudar o dado que fica na central elétrica. Se conseguir levar o usado para um mecânico avaliar, a quilometragem real pode ser checada com um scanner.

O Boris tem mais algumas dicas para avaliar o usado, confira:


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