Texto: Marcos Camargo
A Volkswagen deu início à produção do novo Tayron na Índia, movimento que marca a largada de uma estratégia global voltada a mercados fora da Europa. Assim como outras fabricantes — entre elas a Renault — a Volkswagen vem regionalizando seu portfólio, e o Tayron surge como um produto-chave nesse reposicionamento.
O SUV começa a ser fabricado na planta de Chhatrapati Sambhajinagar, no estado indiano de Maharashtra, com início das vendas previsto para o primeiro trimestre de 2026. A estreia será feita pela versão R-Line, posicionada acima do Tiguan e direcionada a consumidores que buscam um SUV médio-grande com maior conteúdo de design, tecnologia e equipamentos.
Na configuração indiana, o Tayron utiliza o motor 2.0 TSI a gasolina, com 204 cv e 32,6 kgfm de torque, acoplado ao câmbio DSG de sete marchas e tração dianteira. Trata-se de um conjunto já conhecido da marca, voltado ao equilíbrio entre desempenho e conforto em uso familiar.
Brasil vê o Tayron como sucessor natural do Tiguan Allspace
Embora a Índia seja o ponto de partida, o Tayron tem importância estratégica para outros mercados — especialmente o Brasil. Internamente, o modelo é visto como um forte candidato a ocupar o espaço deixado pelo Tiguan Allspace, atuando como novo SUV médio-grande familiar da Volkswagen no País.
O Tayron foi desenvolvido sobre a plataforma MQB Evo, arquitetura modular mais recente da marca, que permite múltiplas configurações mecânicas e facilita a adaptação do produto às exigências de cada mercado. Essa flexibilidade é determinante para o posicionamento do modelo no Brasil.
Ao contrário da especificação indiana, o Tayron destinado ao mercado brasileiro tende a seguir um caminho mais alinhado à eletrificação. A expectativa é que a Volkswagen opte por conjuntos mais eficientes, em linha com metas de emissões e consumo vigentes na América do Sul.
Motorização híbrida deve ser o caminho no mercado brasileiro
Para o Brasil, o Tayron deverá adotar o motor 1.5 TSI Evo, associado a algum grau de eletrificação. As opções avaliadas incluem tanto um sistema híbrido leve (mild-hybrid) quanto uma configuração híbrida plug-in, semelhante ao padrão eHybrid utilizado pela Volkswagen em outros mercados.
No caso do plug-in hybrid, o conjunto combina o motor 1.5 turbo com um propulsor elétrico alimentado por bateria em torno de 19,7 kWh, entregando potências combinadas estimadas entre 204 cv e 272 cv. Em ciclos internacionais, esse sistema permite autonomia elétrica superior a 100 km (WLTP), dependendo da calibração.
Caso se confirme, o Tayron chegaria ao Brasil como uma alternativa eletrificada em um segmento ainda dominado por SUVs médios a combustão, posicionando-se acima de modelos tradicionais e ampliando a oferta da Volkswagen em faixas mais altas do mercado.
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