A Aprilia vive um dos capítulos mais competitivos de sua história na temporada 2026 da MotoGP. Com uma moto cada vez mais refinada e presença constante nas primeiras posições, a fabricante italiana deixou de ser coadjuvante para assumir papel de destaque entre as principais equipes do grid. A combinação entre evolução técnica, investimento e talentos como Jorge Martín e Marco Bezzecchi simboliza o momento atual — que, na prática, é resultado direto de uma trajetória construída ao longo de décadas dentro e fora das pistas.
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Recentemente a Aprilia X 250TH foi lançada em edição especial as vitórias consecutivas no MotoGP (Foto: Aprilia | Divulgação)
A história da Aprilia começa em 1945, no pós-Segunda Guerra Mundial, quando Alberto Beggio fundou a empresa na cidade de Noale, na Itália. Inicialmente dedicada à produção de bicicletas, a marca só daria um passo decisivo rumo ao motociclismo em 1968, já sob o comando de Ivano Beggio, filho do fundador. Foi ele quem direcionou a Aprilia para a fabricação de motocicletas leves, iniciando com modelos de 50 cm³ e rapidamente expandindo o portfólio.
Nos anos 1970, a Aprilia começou a se aproximar das competições, inicialmente no motocross. Esse movimento seria determinante para definir o DNA da marca. A estreia internacional aconteceu em 1976, mas foi a partir da década de 1980 que a fabricante passou a investir com mais força no Mundial de Motovelocidade. Em 1987, veio a primeira vitória em Grandes Prêmios, com Loris Reggiani, marcando o início de uma ascensão meteórica.
A década de 1990 consolidou a Aprilia como uma potência nas categorias menores. A marca dominou as classes de 125 cm³ e 250 cm³, acumulando títulos e revelando talentos que se tornariam lendas do esporte. Entre eles, nomes como Max Biaggi, múltiplo campeão mundial, e Valentino Rossi, que conquistou títulos com a fabricante italiana antes de se tornar um dos maiores pilotos da história. Esse período estabeleceu a Aprilia como o fabricante europeu com mais vitórias em Grandes Prêmios.
A italiana traz a classe do seu pais desde a época das duas rodas (Foto: Aprilia | Divulgação)
Paralelamente ao sucesso nas pistas, a marca expandia sua atuação no mercado. Modelos como as esportivas RS 125 e RS 250 e, posteriormente, a superbike RSV Mille ajudaram a construir a imagem esportiva da Aprilia entre os consumidores. A busca por inovação também marcou essa fase, com o uso de motores fornecidos pela Rotax e soluções técnicas avançadas para a época.
Em 2004, a Aprilia passou por uma mudança estrutural importante ao ser adquirida pelo Grupo Piaggio. A incorporação fortaleceu a marca financeiramente e permitiu uma reorganização estratégica, com foco em segmentos mais rentáveis e tecnológicos. A partir daí, a Aprilia intensificou o desenvolvimento de motos de alta performance e reforçou sua presença nas competições.
O retorno ao protagonismo esportivo ganhou força com a chegada da RSV4, lançada em 2009. A superesportiva com motor V4 rapidamente se tornou referência e levou a Aprilia ao topo do Mundial de Superbike. Em 2010 e 2012, Max Biaggi conquistou títulos com a marca, que ainda somou outros campeonatos e consolidou sua reputação tecnológica, especialmente com o desenvolvimento de eletrônica embarcada e aerodinâmica avançada.
Na MotoGP, o caminho foi mais longo. Após experiências pouco bem-sucedidas no início dos anos 2000, como o projeto RS Cube, a Aprilia retornou de forma gradual à categoria, inicialmente com motores derivados de motos de produção. O passo definitivo veio em 2015, com o projeto RS-GP em parceria com a equipe Gresini, até se tornar novamente uma equipe de fábrica.
Até a variante Aprilia RS 125 traz esportividade e sofisticação (Foto: Aprilia | Divulgação)
A primeira vitória na era moderna da MotoGP veio apenas em 2022, com Aleix Espargaró, marcando um ponto de virada. Desde então, a evolução tem sido constante, culminando no cenário atual de 2026, onde a Aprilia disputa regularmente as primeiras posições e se firma como uma das principais forças do campeonato.
Com mais de 50 títulos mundiais e quase 300 vitórias em Grandes Prêmios, a história da Aprilia é, acima de tudo, a história de uma marca que fez da competição seu laboratório. O bom momento atual na MotoGP não apenas reforça esse legado, mas também indica que a fabricante de Noale segue escrevendo novos capítulos relevantes no motociclismo mundial.
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Recentemente a Aprilia X 250TH foi lançada em edição especial as vitórias consecutivas no MotoGP (Foto: Aprilia | Divulgação)
A história da Aprilia começa em 1945, no pós-Segunda Guerra Mundial, quando Alberto Beggio fundou a empresa na cidade de Noale, na Itália. Inicialmente dedicada à produção de bicicletas, a marca só daria um passo decisivo rumo ao motociclismo em 1968, já sob o comando de Ivano Beggio, filho do fundador. Foi ele quem direcionou a Aprilia para a fabricação de motocicletas leves, iniciando com modelos de 50 cm³ e rapidamente expandindo o portfólio.
Nos anos 1970, a Aprilia começou a se aproximar das competições, inicialmente no motocross. Esse movimento seria determinante para definir o DNA da marca. A estreia internacional aconteceu em 1976, mas foi a partir da década de 1980 que a fabricante passou a investir com mais força no Mundial de Motovelocidade. Em 1987, veio a primeira vitória em Grandes Prêmios, com Loris Reggiani, marcando o início de uma ascensão meteórica.
A década de 1990 consolidou a Aprilia como uma potência nas categorias menores. A marca dominou as classes de 125 cm³ e 250 cm³, acumulando títulos e revelando talentos que se tornariam lendas do esporte. Entre eles, nomes como Max Biaggi, múltiplo campeão mundial, e Valentino Rossi, que conquistou títulos com a fabricante italiana antes de se tornar um dos maiores pilotos da história. Esse período estabeleceu a Aprilia como o fabricante europeu com mais vitórias em Grandes Prêmios.
- Rossi conquistou dois títulos mundiais pilotando pela Aprilia durante o início de sua carreira nas categorias de base. Ele venceu o Campeonato Mundial de 125 cm³ em 1997 e o Campeonato Mundial de 250 cm³ em 1999
A italiana traz a classe do seu pais desde a época das duas rodas (Foto: Aprilia | Divulgação)
Paralelamente ao sucesso nas pistas, a marca expandia sua atuação no mercado. Modelos como as esportivas RS 125 e RS 250 e, posteriormente, a superbike RSV Mille ajudaram a construir a imagem esportiva da Aprilia entre os consumidores. A busca por inovação também marcou essa fase, com o uso de motores fornecidos pela Rotax e soluções técnicas avançadas para a época.
Em 2004, a Aprilia passou por uma mudança estrutural importante ao ser adquirida pelo Grupo Piaggio. A incorporação fortaleceu a marca financeiramente e permitiu uma reorganização estratégica, com foco em segmentos mais rentáveis e tecnológicos. A partir daí, a Aprilia intensificou o desenvolvimento de motos de alta performance e reforçou sua presença nas competições.
O retorno ao protagonismo esportivo ganhou força com a chegada da RSV4, lançada em 2009. A superesportiva com motor V4 rapidamente se tornou referência e levou a Aprilia ao topo do Mundial de Superbike. Em 2010 e 2012, Max Biaggi conquistou títulos com a marca, que ainda somou outros campeonatos e consolidou sua reputação tecnológica, especialmente com o desenvolvimento de eletrônica embarcada e aerodinâmica avançada.
Na MotoGP, o caminho foi mais longo. Após experiências pouco bem-sucedidas no início dos anos 2000, como o projeto RS Cube, a Aprilia retornou de forma gradual à categoria, inicialmente com motores derivados de motos de produção. O passo definitivo veio em 2015, com o projeto RS-GP em parceria com a equipe Gresini, até se tornar novamente uma equipe de fábrica.
Até a variante Aprilia RS 125 traz esportividade e sofisticação (Foto: Aprilia | Divulgação)
A primeira vitória na era moderna da MotoGP veio apenas em 2022, com Aleix Espargaró, marcando um ponto de virada. Desde então, a evolução tem sido constante, culminando no cenário atual de 2026, onde a Aprilia disputa regularmente as primeiras posições e se firma como uma das principais forças do campeonato.
Com mais de 50 títulos mundiais e quase 300 vitórias em Grandes Prêmios, a história da Aprilia é, acima de tudo, a história de uma marca que fez da competição seu laboratório. O bom momento atual na MotoGP não apenas reforça esse legado, mas também indica que a fabricante de Noale segue escrevendo novos capítulos relevantes no motociclismo mundial.
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